sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

REAA - SAUDAÇÕES EM LOJA. SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL MESTRE

Em 05.06.2022 o Respeitável Irmão Hemerson Pegoraro, Loja XV de Novembro, 1998, REAA, GOB-SC, Oriente de Caçador, Estado de Santa Cataria, faz a seguinte pergunta:

 

SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL MESTRE

 

Devido a estarmos 2 anos afastados devido à pandemia, e também por eu assumir o cargo de Primeiro Vigilante, o Venerável pediu-me para fazer um trabalho sobre a ritualística na Loja. Uma das dúvidas que me deparei foi sobre a entrada do Obreiro no Oriente, já vi no seu Blog sobre isso, mas a dúvida do Venerável sobre esta questão, é como ele reage (o Venerável). Ele tem que fazer um sinal? Ele tem que responder de alguma forma o sinal do Obreiro? Como o Venerável tem que reagir?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                Conforme estabelece o ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB, dele a página 42, saudações em Loja são feitas apenas ao Venerável Mestre quando alguém entra ou sai do Oriente em Loja Aberta, ou às Luzes da Loja (Venerável e Vigilantes) quando da entrada formal em Loja, ou ainda se a saída for definitiva dos trabalhos.

Obreiro portando um objeto de trabalho não fará saudação pelo Sinal, porém fará uma parada rápida e formal, ou seja, sem inclinar o corpo ou fazer meneios com a cabeça.

Não se compõe sinal “com” um objeto de trabalho, ou seja, não se usa um objeto de trabalho para “com” ele compor e fazer o Sinal.

Vale mencionar que a saudação maçônica é sempre feita a partir do Sinal de Ordem e dele executando o Sinal Pen do Grau.

Dito isto, no tocante à sua questão propriamente dita, o Venerável Mestre ao ser saudado pelo Sinal, permanece como está. Ele não responde a saudação, permanecendo sentado. Assim também ocorre na entrada formal em Loja e a saudação às Luzes. Do mesmo modo que o Venerável Mestre, as demais Luzes também permanecem como estão, sentados e sem nenhuma réplica.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

DEZ/2022

BOLSAS DE PROPOSTAS E INFORMAÇÕES E TRONCO DE BENEFICÊNCIA - ORDEM DE ABORDAGEM NA COLETA

Em 05.06.2022 o Respeitável Irmão Luiz Carlos, Loja Sagrado Tibete, 1898, REAA, GOB-RJ, Oriente do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

ORDEM DE ABORDAGEM NA COLETA

 

Na dinâmica ritualística para coleta das PProp e IInf. Estando o Grão-Mestre Geral ou Estadual devemos seguir as orientações e depois as cadeiras de Honra?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Se o Irmão estiver se referindo à dinâmica do SOR – Sistema de Orientação Ritualística, implantado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral e que se encontra na página oficial do GOB, plataforma GOB RITUALÍSTICA, a ordem de abordagem a ser seguida, tanto na Bolsa de PProp e IInf, como na coleta do Tronco de Benef, estando ou não presentes o Grão-Mestre Geral ou Estadual, é a seguinte:

             Independentemente de quem esteja ocupando as duas cadeiras de honra, abordam-se por primeiro os portadores dos malhetes (os dirigentes da Loja), iniciando pelo Venerável Mestre, depois os IIr 1º e o 2º Vigilantes respectivamente; ato seguido, o Orador, o Secretário e o Cobridor Interno; na sequência os ocupantes das duas cadeiras de honra e os demais ocupantes do Oriente; em seguida os Mestres da Coluna do Sul, os da Coluna do Norte, os Companheiros, os Aprendizes e, por fim, o oficial que estiver fazendo a coleta, esse geralmente ajudado pelo Cobridor Interno.

 Vale lembrar que no ato da abordagem, salvo os seis primeiros cargos logo acima mencionados, os demais oficiais são abordados sem distinção de ofício, isto é, sem nenhuma ordem de prioridade e junto com os Mestres sem cargo que ocupam o Oriente, o Sul e o Norte respectivamente.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2022


quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

PANCADAS (BATERIA) NA PORTA DO TEMPLO

Em 03.06.2022 o Respeitável Irmão Eduardo Amaral Gomes, Loja Estrela Betinense, 2120, REAA, GOB-MG, Oriente de Betim, Estado de Minas Gerais, formula as questões seguintes:

 

PANCADAS NA PORTA

 

Solicito do douto Irmão, Mestre em Ritualística, alguns esclarecimentos, pois fazendo um trabalho maçônico sobre Cobridor Interno e Cobridor Externo, observei alguns pontos conflitantes na Literatura Maçônica:

1 – Quando na abertura da Loja o 1º Vigilante pergunta ao Cobridor Interno se o Templo está coberto, no REAA, este responde com 3 pancadas na porta, com a espada, de modo
ternário? Estas 3 pancadas são independentes do Grau em que a Loja esteja atuando, ou 1 pancada somente? Ou pancadas do Grau em que a Loja esteja atuando?

2 – Quando um Irmão retardatário chega e a porta está fechada, este dá 1 pancada, 3 pancadas ou pancadas do Grau em que provavelmente a Loja esteja atuando, na porta pelo lado de fora?

3 – Quando houver Cobridor Externo, desejando este entrar no Templo, dará quantas pancadas na porta pelo lado de fora? E como o Cobridor Interno responderá às pancadas, pelo lado de dentro?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

  1. As pancadas na porta são dadas de acordo com o grau em que a Loja estiver trabalhando. Note que no Ritual há duas situações nesse pormenor. Uma delas é estando a postos o Cobridor Externo. Nesse caso, o Cobridor Interno, sem se armar, dá na porta com o punho cerrado da sua mão direita as respectivas pancadas do grau pelo lado de dentro. De imediato, o Cobridor Externo repete a bateria, o que significa que há cobertura. Desse modo, o Cobridor Interno comunica ao 1º Vigilante conforme previsto.

A outra possibilidade (a mais comum) é a de que não esteja presente o Cobridor Externo. Nesse caso, agora armado, com a espada em ombro-arma, o Cobridor Interno se retira do Templo e faz a verificação. De retorno, após ter fechado a porta, nela dá com o punho da espada a respectivas pancadas do grau e logo a seguir comunica ao 1º Vigilante conforme previsto.

Destaco que todas essas orientações oficiais em vigência se encontram no SOR – Sistema de Orientação Ritualística do GOB (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral). Confira na plataforma do GOB RITUALÍSTICA que se encontra na página oficial do GOB.

 

  1.  Procedimentos relacionados àqueles que chegam atrasados para os trabalhos não constam no ritual, justamente para não se regularizar o ato de se chagar atrasado.

Nesse interim qualquer bom ritual não traz em nenhuma das suas páginas esse assunto, pois admiti-lo oficialmente seria um desrespeito àqueles que rigorosamente chegam no horário marcado pelo calendário aprovado pela Loja.

Todavia não há como negar que em algumas circunstâncias o atraso existe. Nesse caso, então “recomenda-se” que não estando presente o Cobridor Externo, o retardatário, não importando o grau em que a Loja estiver trabalhando, deve dar na porta do Templo as três pancadas universais (do Aprendiz). De resto a Loja deve proceder na forma convencional para se admitir, ou não, a entrada de alguém.

Vale lembrar que se o momento não for propício para o ingresso, o Cobridor Interno deve repetir a tríplice bateria, o que nessa conjuntura significa que o atrasado deve aguardar. Recomenda-se nessa ocasião a não execução de qualquer outra bateria, a exemplo do imaginoso e inexistente “alarme” ou mesmo baterias subsequentes de outros graus. Depois de identificado o retardatário, em linhas gerais cabe ao Cobridor Interno ou ao 2º Experto comunicar o grau em que a Loja está trabalhando, depois de se certificar se o retardatário tem qualidade para ingressar.

 

  1. Nesse caso o Cobridor Externo deve aguardar o momento certo para ingressar, pois no caso do GOB, o ritual de Aprendiz do REAA (aplica-se também aos dois outros graus) é claro nesse particular.

Portanto, não está previsto nenhum pedido do Cobridor Externo para entrar. No momento adequado, conforme previsto no ritual e sem nenhuma “batucada” na porta, o Cobridor Interno o convida para entrar.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2022

JANELAS SIMBÓLICAS (MARCHA DO SOL) E LIVRO DE PRESENÇAS DA LOJA

Em 03.06.2022 o Respeitável Irmão Milton Souza, Loja União do Horizonte, 119, REAA, MRGLMGO (CMSB), Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta as dúvidas seguintes:

 

JANELAS E LIVRO DE PRESENÇAS

 

Sou leitor assíduo dos seus comentários e pesquisas e solicito opinião sobre dois assuntos:

1) Um excelente irmão de uma loja coirmã, escritor, pessoa bem formada, ex-Venerável, insiste em, se não, abrir fisicamente, pelo menos desenhar nas paredes do seu templo as janelas simbólicas do Painel de Aprendiz. Por mais que eu tente, não consigo demovê-lo
totalmente da ideia. Pode fornecer argumentos que funcionem?

2) O membro Honorário deve assinar no livro de visitantes, não é mesmo? Já no caso do Grão-Mestre, a nossa Constituição informa que o Grão-Mestre é membro efetivo de todas as lojas jurisdicionadas. Assim sendo, entendo que ele assina no juntamente com os Irmãos do quadro da loja. Mas, gostaria que se pronunciasse também sobre isto.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                       Não vejo razão para esse excesso de preciosismo. Se isso não estiver previsto no ritual - espero que não esteja - é improcedente a proposta. Aliás, o melhor argumento para convencer o autor a desistir dessa extravagante proposta é mostrar a ele que próprio ritual não contempla essa ideia.

Ora, as aberturas que marcam simbolicamente a passagem do Sol (as três janelas) aparecem perfeitamente no Painel do Grau, portanto não é indicado que elas
sejam literalmente transportadas para as paredes do Templo, isso é ponto pacífico.

A propósito, vale lembrar que o conteúdo simbólico do Painel é uma representação estilizada da Loja. Portanto, vamos deixar de lado essas invenções que nada contribuem para o crescimento iniciático.

Quanto a questão da assinatura no livro de presenças, no que diz respeito ao Grão-Mestre, não há dúvida que ele é o dirigente de todas as Lojas da sua jurisdição, portanto o mais lógico é que ele assine o livro de presenças dos Irmãos do quadro da Loja em que ele se fizer presente. Todavia, ao seu critério, nada o impede de assinar o livro de visitantes da Loja.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2022

REAA - SAUDAÇÕES EM LOJA.

Em 02.06.2022 o Respeitável Irmão Paulo Ricardo Cantarutti, Loja Santo Grau, 4690, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita informações.

 

SAUDAÇÕES EM LOJA

 

Após a leitura e aprovação, quando o Venerável Mestre determina ao Mestre de Cerimônias para cumprir o vosso dever, este ao aproximar-se do Secretário deve saudá-lo?

Por sua vez, o Secretário deve levantar-se e também saudá-lo? Ou deve permanecer sentado? Espero que tenha me feito entender.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Por si só o próprio Ritual de Aprendiz, REAA, em vigência no GOB já responde quando menciona em sua página 42 que saudações em Loja são feitas somente ao Venerável Mestre quando da entrada e saída do Oriente e às Luzes da Loja nas entradas formais e em saída definitiva dos trabalhos.

Fora essas situações, entende-se que não existem saudações.

O SOR, Sistema de Orientação Ritualística oficial do GOB (Decreto 1784/2019) também dá essas orientações.

Desse modo, no caso da sua questão, não há saudação entre os protagonistas. O Mestre de Cerimônias ao abordar o Secretário não lhe presta nenhuma saudação, enquanto que o Secretário permanece sentado nessa ocasião. O Mestre de Cerimônias, enquanto aguarda as assinaturas, fica à Ordem, porém isso não é saudação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/20222

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

REAA - ACENDIMENTO DAS LUZES LITÚRGICAS E PRÁTICAS RITUALÍSTICAS NA BATERIA E ACLAMAÇÃO

Em 02.06.2022 o Respeitável Irmão Nelson Nascimento, Loja Cidade de Mongaguá, REAA, Oriente de Mongaguá, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguintes:

 

LUZES LITÚRGICAS E PRÁTICAS NA BATERIA E ACLAMAÇÃO

 

Estou como Secretário da Loja há muitos anos, uma dúvida me persegue com constância.

Na abertura dos trabalhos, a luz no Trono de Salomão, é acessa diretamente pelo Mestre de Cerimônias ou o mesmo deve acendê-la por uma outra vela já acessa (toquinho)?

Já fiz várias pesquisas sobre o assunto e, nenhuma foi esclarecedora, e, por outro lado, vejo defensores das duas formas para o acendimento da luz.

Enfim, o que o Rito Escocês Antigo e Aceito determina?

Outra questão que vejo controvérsias e diferentes práticas. Na abertura dos trabalhos, após o Venerável Mestre dizer “Pela saudação”, voltamos a Ordem ou esperamos, sem ficar a Ordem, “Pela bateria”?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Rigorosamente, no REAA as luzes litúrgicas - luzes acesas nos três candelabros de três braços que ficam sobre o altar ocupado pelo Venerável Mestre e mesas ocupadas pelos Vigilantes - deveriam ser acesas antes do ingresso do préstito no Templo, ou seja, acesas pelo Mestre Arquiteto na ocasião em que ele decora a Loja para o grau que ela será aberta.

                   Rigorosamente, no REAA não existe cerimonial de veneração, ou coisas desse gênero, para o acendimento dessas luzes, ocorre, todavia, que infelizmente muitos rituais, ao longo dos tempos, sofreram influências que causaram erros e deturpações.

Graças a isso é que ao invés delas serem acesas antes do ingresso dos Irmãos para os trabalhos, as mesmas passaram a ser acesas, conforme os rituais, logo após ter sido a Loja declarada aberta pelo Venerável Mestre. Do mesmo modo, ao final são apagadas logo que Loja seja declarada fechada e os trabalhos encerrados.

Nesse contexto, muitos rituais do REAA preconizam que sendo as luzes litúrgicas lâmpadas elétricas, no momento indicado pelo ritual o próprio Venerável Mestre, seguido dos seus Vigilantes, acionam cada qual seus dispositivos para acendê-las (geralmente existem interruptores localizados junto a cada candelabro).

Todavia, é bom que se diga que não existe nesse acendimento nenhuma reverência, ou qualquer cerimonial especial de evocação. O titular simplesmente acende a luz, ou luzes se for ocaso, correspondente ao seu candelabro com três braços no momento previsto pelo ritual.

Caso a Loja não possua lâmpadas elétricas, preferindo ainda utilizar velas de cera ou parafina nesse mister, então cabe ao Mestre de Cerimônias realizar o acendimento. Desse modo, ele desempenhará a sua missão de modo simples e sem nenhuma cerimônia especial ou firula ritualística. Nesse caso ele simplesmente acende as chamas das velas se servindo de uma outra vela auxiliar acesa que ele trará para facilitar a tarefa.

Vale mencionar que a vela auxiliar utilizada para acender as demais também não possui absolutamente nenhum significado esotérico. Cumprida a missão de acender as chamas das velas (luzes litúrgicas), a chama auxiliar deve ser imediatamente apagada pelo próprio Mestre de Cerimônias, e ponto final.

A missão dada ao Mestre de Cerimônia para o acendimento das chamas das velas nos candelabros tem apenas o desiderato de dar uniformidade à prática, evitando com isso que o Venerável Mestre e os Vigilantes nessa ocasião fiquem a riscar palitos de fósforos ou outros artifícios.

No encerramento, o apagar as luzes litúrgicas ocorre no mesmo processo, isto é, sem nenhum cerimonial esotérico, de veneração ou outros artifícios do gênero. Isso não é natural do REAA.

Resumindo, encerrados os trabalhos, sendo as luzes litúrgicas lâmpadas elétricas, os próprios titulares as apagam, sendo velas, o Mestre de Cerimônias, munido de um abafador as aparará. A utilização de um abafador nessa ocasião também não possui nenhum significado esotérico. Ele simplesmente é empregado como um artefato para facilitar o procedimento.

Cabe esclarecer ainda que as luzes litúrgicas que respectivamente são acesas conforme o grau nos candelabros de três braços, representam inicialmente as três Luzes da Loja, ou seja, os dirigentes da Loja. Já iniciaticamente elas simbolizam o “esclarecimento do maçom”, isto é, significa que havendo mais luzes litúrgicas acesas (conforme o grau), existe mais esclarecimento (conhecimento, aprimoramento intelectual). Nesse caso as luzes indicam no simbolismo a evolução do maçom no percurso da sua senda iniciática.

Com o intuito único de uniformizar a prática ritualística, geralmente as luzes dos três candelabros de três braços são acesas obedecendo a ordem hierárquica das Luzes da Loja, e são apagadas na ordem inversa.

De resto, no REAA nada mais há de que mereça comentário nesse procedimento. Outras práticas que porventura possam ocorrer, além das que aqui foram descritas, não fazem parte do REAA.

Nessa conjuntura, vale lembrar que não raras vezes encontramos práticas enxertadas de outros ritos maçônicos. Podemos citar nesse caso, por exemplo, o belíssimo cerimonial de acendimentos das luzes que ocorre originalmente no Rito Adonhiramita, contudo, no Rito Adonhiramita onde ele é original, nunca no REAA - cada macaco deve cuidar do seu galho.

No tocante a sua outra questão, o termo correto não é “pela saudação”, todavia, "pelo Sinal". Isso implica que estando a Loja aberta, após desfazer o Sinal de Ordem pelo Sinal Penal do Grau, não se deve voltar à Ordem nessa ocasião, porém se deve preparar de imediato a mão esquerda à frente, espalmada e voltada para cima, para que em ato continuo a mão direita espalmada dê sobre a esquerda, por palmas ritmadas, a Bateria do Grau. Em seguida volta-se ao Sinal de Ordem quando se pronuncia a Aclamação. No entanto, no encerramento dos trabalhos não há composição de Sinal, isto porque a Loja já se encontra fechada. Resta então fazer apenas a bateria e pronunciar a aclamação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blobspot.com.br

 

 

DEZ/2022

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO DO MESTRE DE CERIMÔNIAS

Em 01/06/2022 o Respeitável Irmão Rodolfo Vacari, sem mais nenhuma identificação, REAA, faz a pergunta seguinte:

 

MESTRE DE CERIMÔNIAS

 

Uma pergunta sobre ritualística: Mestre de Cerimônia pode circular livremente pela Loja, sem autorização expressa do Venerável Mestre?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                    No REAA o Mestre de Cerimônias é o imediato do Venerável Mestre.

Dado a essa função, ele, no exercício do seu ofício, tem liberdade de locomoção pelo recinto, desde que com critério e dentro dos ditames litúrgicos do Rito.

Nesse sentido, ele pode se deslocar livremente pela Loja sem a necessidade de pedir autorização ao Vigilante da sua coluna, ou ao Venerável Mestre.

Isso, contudo, não dá ao Mestre de Cerimônias o direito de indiscriminadamente ficar passando de uma para outra coluna, ou mesmo se dirigir ao Oriente, para como obreiro fazer uso da palavra.

Entretanto, a sua liberdade de ofício não pode ferir as práticas litúrgicas e ritualísticas. Em síntese, por dever de ofício o Mestre de Cerimônias tem sim liberdade de locomoção pelas colunas e pelo Oriente, porém como obreiro, se ele quiser usar da palavra na Ordem do Dia, ou no período da Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular, ele deve se pronunciar do seu lugar em Loja, ou seja, da Coluna do Sul pedindo, para tal, autorização ao 2º Vigilante.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

DEZ/2022