quinta-feira, 17 de março de 2022

PAVIMENTO MOSAICO NA MODERNA MAÇONARIA

Em 09.09.2021 o Respeitável Irmão Ordálio Frizzo Júnior, Loja Saldanha Marinho, 1.601, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, faz a seguinte pergunta:

 

PAVIMENTO MOSAICO

 

Peço mais uma vez a gentileza de me ajudar com uma dúvida. A pouco tempo em uma conversa com um dos nossos Irmãos sobre o pavimento mosaico fui surpreendido com um comentário que o pavimento deveria ter um número certo de peças e este número 108. Particularmente nunca havia ouvido referência a quantidade de peças brancas e pretas que deveriam compor o pavimento, apenas sobre a posição das peças para o REAA.

Pergunto: Existe de fato alguma orientação quanto ao número de peças brancas e pretas ou alguma referência simbólica nisso?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Antes alguns comentários pertinentes ao Pavimento Mosaico na Moderna Maçonaria que se fazem necessários.

Esse elemento simbólico – o Pavimento Mosaico - é mencionado em muitos rituais maçônicos - não todos - como um dos Ornamentos da Loja de Aprendiz. No caso do GOB isso pode ser constatado na segunda instrução do Ritual de Aprendiz, REAA em vigência, página 175 e na página 22 in 1.3.2 - Planta do Templo, por exemplo.

Vale mencionar que o Pavimento Mosaico (mosaico de Moshé = Moisés) não é um símbolo unânime e tradicional na Maçonaria em geral, pois, como dito, muitos ritos maçônicos e mesmo rituais nem mesmo fazem menção a esse ornamento, ou elemento simbólico.

No REAA ele acabou ingressando no simbolismo por volta do século XIX na França, destacando que no primeiro ritual do simbolismo desse rito, o de1804, o Pavimento nem mesmo era mencionado.

Atualmente no REAA o Pavimento Mosaico é consagrado como parte integrante do seu corolário simbólico e sua ocupação como pavimento deve se dar rigorosamente sobre todo o piso ocidental da sala da Loja, inclusive no Átrio.

Ainda em relação ao REAA, o Pavimento Mosaico se apresenta disposto de forma oblíqua. Assim, a disposição do piso com quadrados brancos e pretos assentados diagonalmente servem como medidas regulares (distância) para orientar os passos do Grau. Nesse caso, as interseções (cruzamentos) das suas linhas oblíquas simulam sobre o piso a
posição dos pés quando colocados em esq
uun pelos cc (ângulo interno aberto para a frente).

Devido a isso, é aconselhável que cada elemento branco e preto que constitui o piso, nesse caso tenha a dimensão aproximada de um passo (entre as interseções das juntas). Estabelece-se uma distância mediada entre cada passo dado pela união dos cc na execução da Marcha do Aprendiz no REAA.

No que diz respeito ao seu simbolismo, alegoricamente o Pavimento Mosaico (Quadriculado) representa no REAA um segmento da superfície da Terra sobre o equador. É o caminho das pedras lavradas por onde se desloca o Iniciado em direção à Luz.

O Pavimento Mosaico é de origem sumeriana e em Maçonaria é composto por quadrados brancos e pretos. Em linhas gerais é um dos emblemas de harmonia social, destacando que apesar da diversidade de credos, cores, raças e religiões entre os que habitam a superfície da Terra, nela deve existir a mais perfeita harmonia. Em analogia aos trabalhos maçônicos que se dão sobre o piso da Loja na Moderna Maçonaria, o Pavimento sugere a conformidade que deve imperar entre os operários nos trabalhos da Oficina.

Sob a influência especulativa do Hermetismo na Moderna Maçonaria o Pavimento pressupõe os princípios existenciais da dualidade e do antagonismo – equilíbrio dos contrários (harmonia). Um se define pela existência do outro. Exemplo: o bem e o mal, o preto e o branco, o calor e o frio, etc.

Ainda sobre o Pavimento Mosaico, conta-se que esse pavimento quadriculado recebeu o nome de Mosaico por estar relacionado à lenda em que, durante o Êxodo, Moisés decorou o chão do Tabernáculo (templo portátil dos hebreus durante sua peregrinação pelo deserto) com pequenas pedras coloridas.

Sob o aspecto etimológico da palavra, o saudoso Irmão José Castellani nos conta que o vocábulo “mosaico”, se usado como substantivo, determina um pavimento feito de pequenas pedras, cuja disposição das suas cores dava a aparência de desenhos. Se usado como adjetivo refere-se a Moisés, por extensão ao judaísmo.

O termo Pavimento Mosaico é também conhecido na Maçonaria como Pavimento Quadriculado. Essa referência, de forma generalizada pode ser encontrada em antigos catecismos e manuscritos maçônicos. Cito como exemplo “Chackered Flooring” - A Beautiful Floor of the Lodge.

Conforme os costumes e práticas maçônicas (ritos e rituais) o Pavimento Mosaico pode ser encontrado tanto na forma oblíqua, quanto na de um tabuleiro de xadrez, podendo aparecer desenhado em muitos painéis de Loja, em pisos de templos maçônicos, em estandartes e mesmo em tapetes assim manufaturados.

A respeito da sua questão propriamente dita, a quantidade de elementos quadrados brancos e pretos que constituem o Pavimento Mosaico na Maçonaria, não existe. Ilações nesse sentido não passam de meras especulações que nada constroem, senão o de edificar fantasias. Essa do número de 108 peças então é puro fruto de imaginação.

Salvo a recomendação de que no piso dos Templos cada quadrado tenha a medida aproximada de um passo (principalmente no REAA), a quantidade total de elementos brancos e pretos que compõem o piso depende do tamanho da superfície do espaço da sala da Loja. O resto é mera invenção.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2022

 

segunda-feira, 14 de março de 2022

OCUPAÇÃO DO TRONO PELO SUBSTITUTO DO VENERÁVEL MESTRE

Em 08/09/2021 o Respeitável Irmão Iuri Pedrozo de Moraes, Loja União e Perseverança, 947, REAA, GOB, Oriente de Porto Velho, Estado de Rondônia, faz a seguinte pergunta:

OCUPAÇÃO DO TRONO

Ao tempo que apresento meus comprimentos, preciso esclarecer uma dúvida. Na substituição em uma única Sessão do 1º Vigilante ao Venerável Mestre o 1º Vigilante sentaria no Trono de Salomão (centro) ou na cadeira lateral, uma vez não ser Instalado no Trono de Salomão?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Entre tantas invencionices que assolam a nossa Ordem, essa é uma das que tem se apresentado ultimamente – é como procurar pelo em ovo.

Ora, essa de dirigir os trabalhos da cadeira lateral (de honra) não existe, pois não há essa condição para um substituto precário. No caso, o 1º Vigilante, ao preencher o cargo de Venerável Mestre na hipótese da sua ausência temporária, não está condicionado a ser um ex-Venerável (aqui conhecido como Mestre Instalado), portando na falta do titular o substituto assume o cargo de Venerável Mestre, por conseguinte, ocupa a cadeira central que é o lugar do titular
e nunca uma das cadeiras laterais.

É preciso compreender que no REAA instalação é uma inserção indevida que acabou se consagrando no GOB desde 1968 e virou uma prática consuetudinária. Não é tradicional no REAA.

Assim, a tradição de o 1º Vigilante ser o substituto eventual do Venerável Mestre é muito mais antiga do que o título distintivo de Mestre Instalado. Reitera-se que Mestre Instalado não é grau.

Obviamente que se o afastamento do Venerável Mestre for definitivo, aí sim é preciso seguir o regulamento empossando um novo Venerável que, no caso de não ser ainda um Mestre Instalado, então carecerá, conforme a legislação, ser empossado (instalado) no cargo.

No mais, substituição por eventual ausência, o substituto, mesmo não sendo Mestre Instalado, dirige a sessão ocupando o trono, ou a cadeira principal no Altar. Nessa oportunidade o que o substituto não deve usar são os paramentos do Venerável de Ofício, excetuando-se a joia distintiva do cargo que o substituto perfeitamente usará na ocasião. Sem invencionices - além das que já existem - esses são os usos e costumes utilizados no REAA.

Concluindo, vale mencionar que no GOB, havendo ausência do Venerável titular em uma sessão magna de Iniciação, Elevação ou de Exaltação, aí sim será obrigatória a presença de um Mestre Instalado da Loja (de preferência o mais recente) para conduzir os trabalhos. Isso ocorre devido a liturgia da constituição e sagração do Candidato. Nessa oportunidade também o substituto eventual dirigirá os trabalhos do Trono (cadeira central).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2022

domingo, 13 de março de 2022

ALTARES DE UMA LOJA SIMBÓLICA DO REAA

Em 15.09.2021 o Irmão Ricart Marques, Loja Oriente Unido, 1.469, REAA, GOB-AM, Oriente de Manaus, Estado do Amazonas, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

ALTARES DA LOJA

 

Estou fazendo uma pesquisa para o trabalho de aumento de salário sobre o tema os altares
da loja, o senhor poderia me orientar, quais seriam?

Estaria equivocado eu em afirmar que são nove os altares:

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No que diz respeito ao REAA, o que existe de fato é o Altar principal, que é
ocupado pelo Venerável Mestre, o dos Juramentos, que é uma extensão do Altar principal e o Altar dos Perfumes que equivocadamente permaneceu no simbolismo como resquício da liturgia de sagração do Templo.

Assim, o Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler e os Vigilantes ocupam mesas e não altares. Essa orientação se encontra perfeitamente esclarecida no Sistema de Orientação Ritualística do GOB RITUALÍSTICA, assim como nos próprios explicativos dos rituais onde eles são tradados como mesas.

Em todo esse contexto, vale mencionar que o Altar principal é o tradicional e era onde ficava o Livro da Lei nos primórdios do rito e era também onde ocorriam as tomadas as obrigações.

Todavia, devido às circunstâncias históricas, o REAA teve na sua estrutura, por um determinado tempo, as Lojas Capitulares (hoje já extintas). Nessas Lojas o Oriente era ocupado apenas por Irmãos detentores do 18º Grau, ou o Grau Rosa-Cruz (vide esse particular na história do REAA).

Desse modo, nesse sistema capitular, quando havia uma Iniciação, Elevação ou uma Exaltação, as obrigações eram tomadas na entrada do Oriente, isto é, no limite com o Ocidente, já que Aprendizes, Companheiros e Mestres não podiam adentrar no espaço oriental por se tratar de lugar reservado ao Capítulo.

Vale mencionar que nessa época o Athersata (governador), dirigente do Capítulo ou T VV P M, era também o Venerável Mestre da Loja simbólica. Então, para se adequar à conjuntura daquele momento, foi criado um pequeno móvel como extensão do Altar principal cuja finalidade era de tomar juramentos de candidatos que ainda não podiam ingressar no santuário Rosa Cruz que era o nome consagrado ao Oriente elevado e demarcado naquela época.

No momento das tomadas de obrigação, o pequeno Altar que ficava logo frente do principal era então transportado para a divisa do Oriente com o Ocidente, dessa forma os candidatos prestavam seus juramentos no Ocidente, porém o mais próximo possível do Oriente. Dessa forma, o Altar dos Juramentos não saía do Oriente, mas ficava acessível àquele que não podia ingressar no espaço oriental.

Mais tarde, com a extinção das Lojas Capitulares já no final do século XIX na França e meados do século XX aqui no Brasil, o Altar dos Juramentos acabou se consagrando como extensão do Altar principal e teve seu lugar consagrado no Oriente logo à frente do Altar ocupado pelo Venerável Mestre. Por essa razão é equivocada a colocação do Altar dos Juramentos no centro do Ocidente como mencionam alguns rituais brasileiros.

Quanto ao Altar dos Perfumes ele não tem nenhuma utilidade no simbolismo do REAA. É bastante provável que sua permanência no Oriente se pela sua utilização na liturgia de sagração (consagração) do Templo.

O Altar dos Perfumes no caso do simbolismo do REAA acabou inserido no ritual no item Planta do Templo e atualmente é um pequeno móvel localizado próximo à mesa do Secretário não servindo para nada, a despeito de que no REAA não existe nenhum cerimonial de incensação do Templo. É um elemento perfeitamente dispensável na liturgia do REAA, salvo quando um novo ambiente é consagrado para os trabalhos maçônicos.

No simbolismo do REAA, salvo o Altar mor (Venerável), o dos Juramentos (Livro da Lei) e o dos Perfumes (que não serve para nada), os demais moveis ocupados pelo ofício e distribuídos pela sala da Loja são tratados simplesmente como “mesas”, portanto, em termo de Altares, eles são apenas três.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2022

quarta-feira, 9 de março de 2022

REAA - SINAL, BATERIA E ACLAMAÇÃO - DO SINAL PARA A BATERIA

O Respeitável Irmão Emerson Cesar Vaccaro, Assessor do Gabinete do Grão-Mestre Geral, Loja Pilar da Arte Real, 3677, REAA, GOB, Oriente de Pilar do Sul, Estado de São Paulo, apresenta as dúvidas seguintes:

 

DO SINAL PARA A BATERIA

 

Tomei a liberdade de pedir seu apoio como grande sábio do REAA para dirimir algumas dúvidas.

1 - Quando estamos no sinal de ordem e precisamos fazer a bateria do grau, o correto é: a) desfazer o sin, levando a m até o o d, descender o braço sobre o corpo e depois fazer a bateria do grau. b) retira a mão direita da g e já faz a bateria do grau.

2 - Vi sua postagem desta semana no Facebook sobre as novas orientações do Mestre


Maçom que estão no SOR e que devemos implantar imediatamente. O mesmo se aplica aos demais orientações publicadas no SOR dos graus de Aprendiz Maçom e Companheiro Maçom?

3 - Existe alguma previsão para emissão de novos rituais que contemplem estas novas orientações?

Amanhã com certeza estarei assistindo sua palestra.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Quando dessa passagem ritualística na abertura dos trabalhos o procedimento é o que está indicado no Sistema de Orientação Ritualística do 1º e 2º Grau, isto é, nessa oportunidade, antes de executar a Bat não se volta ao Sinal de Ord. Explica-se: faz-se o Sin Pen e, sem voltar ainda ao Sin de Ord, coloca-se primeiro a m esq espalmada à frente - que fica parada - e nela se dá com a m dir as ppanc do Grau – depois volta-se à Ordem. Notadamente, em se estando com o Sin de Ord composto, em nenhuma condição ele é desfeito se não pelo Sin Pen respectivo, isto é, não se desfaz o Sin diretamente sem antes completa-lo pela pen simbólica (vide explicações no Cobridor do Grau – SOR, Aprendiz). Dada a essa regra ritualística é que na ocasião mencionada (antes da Bat), não se volta à Ordem naquele momento, mas imediatamente prepara-se o gestual para a execução do aplauso pela Bat.

2 – O Sistema de Orientação Ritualística, amparado pelo Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral é para aplicação imediata nos rituais dos três graus simbólicos. Destaco que o guardião dos Rituais do GOB é o Grão-Mestre Geral.

3 – Creio que em breve o Soberano Grão-Mestre autorizará as novas edições e, certamente nelas estarão inseridas todas as correções e orientações previstas pelo SOR.

Concluindo, os rituais por muito tempo vêm sendo editados com vícios e equívocos. O Sistema de Orientação Ritualística busca assimilar e justificar as práticas antes de uma nova edição. Esse é o principal objetivo do SOR, ou seja, justificar e ensinar a ritualística para que o maçom saiba dos porquês do Rito e da sua liturgia maçônica. A estrutura dos rituais permanecerá a mesma, contudo, aperfeiçoada.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2021

segunda-feira, 7 de março de 2022

COBRIDOR INTERNO. A QUEM ELE SE DIRIGE?

Em 02/09/2021 o Respeitável Irmão Fernando Luiz Koehler, Loja Plácido de Castro, GORGS, REAA, Oriente de Cruz do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão:

 

A QUEM SE DIRIGE O COBRIDOR INTERNO

 

Ao pesquisar o assunto supracitado fiquei com algumas dúvidas.

A posição na nossa ritualística consta como lugar de trabalho do Cobridor Interno na linha do equador, ou seja, diante da porta de entrada e bem no meio do templo.

O Primeiro Vigilante pede ao Cobridor se podemos dar início aos trabalhos e verificar a situação. Até aí OK.

Na hora da palavra o Cobridor Interno deve se reportar ao Primeiro ou ao Segundo Vigilante? Como ele não está sentado na Coluna do Sul nem na coluna do norte, ao meu ver ele deve
se reportar ao Primeiro Vigilante e não ao Segundo Vigilante. Até porque quem solicita ao Cobridor Interno se está tudo ok para dar início aos trabalhos é o Primeiro Vigilante.

Por que nas pesquisas que fiz e também através da leitura dos posts em teu blog, o Cobridor Interno deve se reportar ao Segundo Vigilante?

É uma posição minha após os estudos e pesquisas que realizei de que o Cobridor Interno deve se reportar ao Primeiro Vigilante.

Gostaria muito de ouvir a tua opinião pelo exposto neste e-mail.

Agradeço a sua atenção e fico no aguardo de suas preciosas observações.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Sem discutir o ritual da sua Obediência, em se tratando do REAA, o lugar originalmente consagrado do Cobridor Interno é na Coluna do Sul, isto é, pelo lado de dentro do espaço da sala da Loja encostado na parede ocidental ao lado meridional da porta.

Assim, não é apropriado o lugar do Cobridor Interno sobre a linha do equador próximo à porta no Ocidente como mencionado na sua questão.

No tocante a quem o Cobridor Interno se dirige durante os procedimentos para a abertura dos trabalhos, ele se comunica diretamente com o 1º Vigilante porque a Loja ainda não está aberta. Note que a ordem de verificação dada ao Cobridor Interno veio do 1º Vigilante - ambos se colocam em Loja no extremo do Ocidente.

Não obstante às considerações até aqui dadas, vale mencionar que nas cerimônias de Iniciação, Elevação e Exaltação, muitos rituais, quando o Candidato e seu guia pedem ingresso no Templo, o Cobridor Interno, nessa ocasião, se dirige ao 2º Vigilante e não ao 1º como ocorrera na abertura dos trabalhos.

Explica-se essa diferença porque na primeira situação (verificação de cobertura) a Loja ainda não está aberta, enquanto que na segunda situação (o candidato pedindo ingresso) a Loja já se encontra aberta.

No que diz respeito a com quem fala o Cobridor se ocupando lugar sobre o eixo eu nada poderia responder, pois esse não é o seu lugar de ofício quando se trata do simbolismo do REAA. Qualquer resposta dada de minha parte a respeito me tornaria cúmplice de uma situação contraditória, assim é melhor desconhecê-la.

Salvo melhor juízo, nas minhas colocações publicadas no meu Blog, o Cobridor Interno pede a palavra ao 2º Vigilante porque ele ocupa a Coluna do Sul e a Loja já está aberta. Isso nada tem a ver com o diálogo ritualístico entre o 1º Vigilante e o Cobridor Interno quando da verificação de cobertura. Atente para esse detalhe.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2022

sábado, 5 de março de 2022

USO DE PARAMENTOS MAÇÔNICOS FORA DE LOJA

Em 01/09/2021 o Respeitável Irmão Eduardo Lopes Albuquerque, Loja Acácia de Boa Vista, sem mencionar o nome do Rito e Obediência, Oriente de Boa Vista, Estado de Roraima, apresenta a pergunta seguinte:

 

USO DE PARAMENTOS FORA DE LOJA

 

Atualmente ocupando o cargo de 1º Vigilante, gostaria de esclarecimentos quanto ao uso de paramentos no evento de hasteamento da Bandeira realizado em área externa ao Templo.

CONSIDERAÇÕES.

Genericamente nada existe, em termos de legislação maçônica, que proíba o uso de paramentos maçônicos em eventos maçônicos que venham a ocorrer fora de Loja,
isto é, em ambiente não coberto.

É possível conferir isso em gravuras e fotos consagradas onde maçons são vistos paramentados participando de desfiles cívicos, hasteamento de bandeiras e outras atividades pertinentes em ambiente outdoor.

No que concerne ao sigilo e os paramentos, não há nenhum segredo que proíba a exposição deles em público, desde que o seu uso se dê com critério e em atividades que justifiquem tal prática. Em síntese, não é uma liberação geral, mas nas oportunidades em que a ocasião justificar.

Em linhas gerais, essas considerações se referem à legislação do GOB já que na sua questão não me foi informada a sua Obediência.

Em não sendo a sua Loja do GOB, acho prudente também consultar nos regulamentos da sua Potência.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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MAR/2022