Em 04.03.2026 o Respeitável Irmão Eric Taveira Domingues da Cruz Machado, Loja José de Souza Herdy, 3117, REAA, GOB-RJ, Oriente de Tanguá, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte:
ATRASADO
Minha dúvida é sobre a nova norma de como se proceder na batida em Loja, ao dar entrada ao Templo, ao chegar atrasado e ao se cobrir o Templo para certos Graus...
Me lembro que na Live que o Eminente irmão realizou, no ano passado, para explicar como era o procedimento do novo Ritual do REAA, o Eminente irmão comentou que agora se utilizaria apenas uma batida e que o Ritual seria igual o Original. Como hoje em dia que se utilizam muitos procedimentos que, na realidade, não existem ou foram inventados ao longo dos anos.
Mas estou com uma certa dúvida sobre o procedimento, pois utilizo como foi comentado pelo Eminente irmão, mas alguns dizem para mim que este procedimento não existe e está incorreto.
Poderia o Eminente irmão me ensinar e esclarecer!? Ficaria muito honrado e grato com o seu ensinamento...
CONSIDERAÇÕES
Em relação a qual bateria dada na porta para o ingresso do préstito na abertura dos trabalhos, a mesma está claramente explicada nos respectivos rituais. Assim, para o ingresso do préstito, o M∴ CCer∴ dá, com a mão direita fechada, as pancadas do Grau que a Loja será aberta.
No que diz respeito aos procedimentos para os que chegam atrasados, agora eles se acham previstos no ritual de Aprendiz do REAA vigente no GOB, nele a página 210, subtítulos: "Ir Atrasado", "Bateria na Porta" e "Desconhecido Atrasado".Acerca de procedimento inexistente, se o mesmo está no ritual vigente, então como é que tem Irmão dizendo que ele não existe? Ora, o que não existe mesmo são essas equivocadas batucadas oriundas de desnecessários aumentos de bateria na porta, inventadas por alguns.
A bem da verdade, esse batuque na porta do templo é que nunca esteve escrito em lugar nenhum, não passando de mera imaginação, mormente porque os rituais não foram construídos prevendo Irmãos chegando atrasados. Lamentavelmente, como o ato de chegar é uma realidade na Maçonaria, os novos rituais do REAA no GOB, agora trazem algumas orientações sobre o caso.
À vista disso, o ritual mencionado (página 210) orienta que no caso de Irmão atrasado, em qualquer grau o retardatário deve dar na porta a bateria universal de Aprendiz. Caso o momento seja propício para ingresso, o atrasado será recebido na forma de costume, conforme o grau que a Loja estiver trabalhando. Caso o momento não seja apropriado, o Cobridor Interno, pelo lado de dentro, repete a bateria universal de Aprendiz. Nesse caso, a bateria significa que o retardatário deve aguardar até que seja atendido. Assim, nessa ocasião não há troca de bateria de outro grau, pois cabe ao Cobridor Interno, em momento apropriado, verificar se o retardatário pode ou não ingressar.
É oportuno também lembrar que não existe a tal pancada única na porta para que o retardatário aguarde – essa pancada única é outra invencionice e não se encontra oficialmente escrita em lugar nenhum do ritual.
Em relação àqueles que devidamente carecem se retirar temporariamente dos trabalhos, ao se retirarem não existe necessidade de prestar saudação às Luzes da Loja, bastando que o M∴ CCer∴ os conduza na forma de costume para lugar devido, fora do templo, até que sejam chamados de volta.
Para o retorno, os retirantes temporários, reconduzidos pelo M∴ de CCer∴, são readmitidos sem formalidade (já estavam participando dos trabalhos).
Ao finalizar, vale observar que quem cobre o Templo é o “Cobridor”. No caso, quem sai é que tem para si o templo coberto, pelo Cobridor.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
ABR/2026

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