Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:
ABERTURA DA LOJA
Douto Irm∴ Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.
Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M∴ CCer∴ ocupar seu lugar, o Ven∴ Mestre solicita aos IIrm∴ que fiquem "em L∴" (sic).
Ora, se estamos com o L∴ L∴ fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob∴ ainda não estamos nem deveríamos estar "em L∴".
Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord∴, meus IIrm∴. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig∴ que ao conferir o Oc∴ solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord∴" e não "em L∴".
Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?
CONSIDERAÇÕES
Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.
No que diz respeito ao M∴ de CCer∴ mencionar a expressão “em Loja, meus IIr∴”, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin∴ só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig∴, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol∴ realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin∴ é composto antes da abertura do L∴ da L∴.
Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:
- Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin∴, o Ven∴ Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M∴ de CCer∴ alertando: “Em Loja, meus IIr∴!”.
- A seguir o Ven∴ Mestre determina ao 1º Vig∴ que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);
- Depois, determina que o 1º Vig∴ cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol∴ são maçons);
- Para cumprir essa missão, o 1º Vig∴ manda todos os que ocupam Oc∴ ficarem à Ord∴; em seguida comunica a certificação ao Ven∴ Mestre; todos do Oc∴ desfazem o sin∴ e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin∴, até que a Loja esteja definitivamente aberta.
- O Ven∴ Mestre então pergunta ao Chanc∴ (que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc∴ fica em pé, sem sinal e responde;
- Ato continuo, o Ven∴ Mestre pergunta ao M∴ de CCer∴ (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M∴ de CCer∴ fica em pé, sem sin∴ e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.
Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M∴ de CCer∴ tal como a mencionada na sua questão.
T.F.A.
PEDRO JUK
http://pedro-juk.blogspot.com.br
FEV/2026

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