quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ABERTURA DA LOJA - REAA

Em 25/10/2025 o Respeitável Irmão Ronaldo Neris Batista, Loja Fé e Equilíbrio, 317, REAA, GLESP (CMSB), Oriente de São Paulo, Capital, faz a seguinte pergunta:

 

ABERTURA DA LOJA

 

Douto Irm Pedro Juk, espero que esse e-mail o encontre bem.

Venho aqui novamente recorrer aos seus sábios esclarecimentos, sobretudo na questão ritualística. Na abertura dos trabalhos, após o M CCer ocupar seu lugar, o Ven Mestre solicita aos IIrm que fiquem "em L" (sic).

Ora, se estamos com o L L fechado e antes de verificar se estamos devidamente ccob ainda não estamos nem deveríamos estar "em L".

Entendo que a fala correta deveria ser "à Ord, meus IIrm. Corrobora esse meu apontamento a fala do 1º Vig que ao conferir o Oc solicita para que os que ali estão fiquem "de pé e à Ord" e não "em L".

Parece uma questão trivial, porém nunca consegui uma resposta satisfatória a esse respeito. O que o irmão entende por isso?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Primeiramente, é bom que se diga que em qualquer circunstância é necessário seguir o que estiver escrito no ritual legalmente aprovado.

No que diz respeito ao M de CCer mencionar a expressão “em Loja, meus IIr, não há necessidade alguma disso, a despeito de que a Loja ainda vai entrar em processo de abertura e ssin só devem ser feitos quando a Loja estiver definitivamente aberta. A exceção é apenas quando o 1º Vig, no cumprimento da sua segunda obrigação de ofício, se certifica se todos nas CCol realmente são maçons. No REAA, esta é a única ocasião quem que o sin é composto antes da abertura do L da L.

Sendo assim, do ponto de vista mais aproximado da ritualística genuína do REAA, segue um roteiro abreviado dos procedimentos para essa ocasião:

  1. Depois de ingressarem e estarem todos nos seus lugares, ainda em pé, sem sin, o Ven Mestre, ordena para que todos se sentem (ele, e todos os demais se sentam). Genuinamente, não existe nessa ocasião nenhuma fala do M de CCer alertando: “Em Loja, meus IIr!”.
  2. A seguir o Ven Mestre determina ao 1º Vig que ele cumpra a sua primeira obrigação de ofício (verificar se o templo se acha coberto);
  3. Depois, determina que o 1º Vig cumpra a sua segunda obrigação de ofício (verificar se todos os presentes nas CCol são maçons);
  4. Para cumprir essa missão, o 1º Vig manda todos os que ocupam Oc ficarem à Ord; em seguida comunica a certificação ao Ven Mestre; todos do Oc desfazem o sin e voltam a se sentar; depois disso não se faz mais nenhum sin, até que a Loja esteja definitivamente aberta.
  5. O Ven Mestre então pergunta ao Chanc (que tem o livro de presenças sob sua guarda) se há número regular de obreiros. O Chanc fica em pé, sem sinal e responde;
  6. Ato continuo, o Ven Mestre pergunta ao M de CCer (que foi quem distribuiu os cargos na formação do préstito) se a Loja se encontra devidamente composta. O M de CCer fica em pé, sem sin e responde. Dão-se depois os demais procedimentos ritualísticos previstos no ritual até a abertura do Livro da Lei e a declaração definitiva da abertura da Loja.

Para concluir, reitera-se: originalmente não existe nenhuma locução por parte do M de CCer tal como a mencionada na sua questão.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

FEV/2026

 

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