quarta-feira, 18 de março de 2026

BATERIA NA PORTA DO TEMPLO

Em 14.11.2025 o Respeitável Irmão Valcir Viana Martins, Loja Gênesis, 3089, REAA, GOB-RS. Oriente de Cachoeirinha, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a seguinte questão:

 

ATRASADO BATENDO

 

Colocando seus conhecimentos aqui em minha Loja. Alguns Irmãos me questionaram de onde vinham estas orientações (Pancadas, na Porta do Templo), Eu relatei que busquei no seu conceituado Blog... Mas o questionamento continuou, pois alegavam que sempre tiveram a informação de que de um M M chegar atrasado e bater no grau de Apr, o Cobridor iria retribuir as mesmas pancadas o que daria a entender que não estaríamos trabalhando no grau I, e o retardatário seguiria com as baterias até chegar no grau 3 para saber que a Loja está trabalhando neste grau.

Poderia o Irmão me sustentar de argumentos para estes Irmãos? Pois gostariam eles de obter fundamentos pela minha orientação de apenas se bate no Grau I

 

CONSIDERAÇÕES

É mesmo lamentável que Irmãos que aprenderam praticas erradas, não queiram se corrigir para praticar o que é certo. O interessante disso é que essa verdadeira "batucada" na porta do Templo, que ocorre por conta de atrasados, com aumentos de bateria, nunca esteve escrita nos rituais do GOB.

               À vista disso, o Ritual de 2024 do REAA/GOB, Aprendiz Maçom, agora contempla, na sua página 210, três parágrafos sobre retardatários e a bateria na porta. Até então, nenhum ritual sequer mencionava procedimentos relativos ao atraso.

Desse modo, consta no Ritual de 2024 que nos atrasos, independente do Grau, a única bateria que é dada na porta é a de Aprendiz (universal), pois cabe ao Cobridor Interno, se não houver Cobridor Externo, verificar por primeiro se o retardatário tem, ou não, grau suficiente para ingressar.

Dessa forma, as orientações constantes da página 210, das Normas e
Comportamentos Ritualísticos do Ritual de Aprendiz, valem para os três Graus do REAA.

Esse equivocado aumento de bateria na porta do Templo é fruto de pura imaginação. Nunca isso esteve escrito em nenhum ritual dos últimos 25 anos no GOB.

Todavia, a forma oficializada de se proceder agora está escrita no Ritual, portanto é só o segui-lo, não obstante seja melhor ainda não chegar atrasado e assim não criar atrapalhos à fluidez dos trabalhos, bem como respeitar aqueles que se apresentaram pontualmente aos trabalhos.

Finalizado, vale lembrar que ritual em vigência é para ser respeitado e seguido, portanto, não há o porquê dessa discussão.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Or. Ritualística/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

RITUALÍSTICA - OBSTÁCULOS DA 1ª VIAGEM

Em 13/11/2025 o Poderoso Irmão Claudio Paulino dos Santos, identificando-se como Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-AL, Oriente de Maceió, Estado de Alagoas, apresenta a seguinte questão:

 

OBSTÁCULOS

 

Estou Secr de Ritualística em Alagoas. Fui consultado pelo Grão Mestre para solicitar ao Irm que emitisse um comentário sobre os obstáculos na Iniciação. O Ritual diz que são simbólicos, mas tem VVen Mestres que não estão entendendo assim. Pode ser direcionado e algo não muito complexo, fico no aguardo.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Sendo essa uma questão pertinente ao REAA praticado no GOB, os obstáculos
"simbólicos" mencionados na primeira viagem são fictícios, portanto, não existem fisicamente, sendo apenas e tão somente simulados, de modo respeitoso, pelo guia. Em assim sendo, nenhum obstáculo deve ser literalmente colocado no trajeto do Candidato.

Se de fato houvessem empecilhos físicos no trajeto do recipiendário, certamente isso estaria claramente descrito no ritual.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

ESTRELAS NA COMISSÃO DE RECEPÇÃO

Em 13.11.2025 o Respeitável Irmão Jefferson Paião, Loja Segredo e Lealdade, 990, GOB-RO, REAA, Oriente de Ji-Paraná, Estado de Rondônia, apresenta a seguinte questão:

 

ESTRELAS

 

Minha dúvida é sobre o uso de estrelas no cerimonial de recepção de autoridades em sessão magna no REAA, se ao fazer a abóbada de aço se utiliza a estrela no, ou ela somente é utilizada na recepção do pavilhão nacional.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em que pese eu estar aqui sempre à disposição para sanar dúvidas dos Irmãos, também é preciso que os Irmãos adquiram o hábito de ler na íntegra tudo o que está escrito no ritual vigente.

               Vale ressaltar que o ritual de 2024 do REAA (GOB) traz muitas informações e orientações, todavia é preciso consultá-lo.

Assim, destaco que na página 70, e seguintes do ritual do REAA consta que as Autoridades são recebidas conforme a sua faixa por uma Comissão de Recepção armada de espadas e munida de estrelas.

Nesse mesmo ritual também constam todas as faixas e os procedimentos sobre as respectivas recepções. Nesse particular, vale a pena observar que a única faixa que não é recebida por Comissão com abóbada e munida de estrelas é a faixa de nº 01. Para todas as demais há abóbada de aço e "estrelas". Confira.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

RITUALÍSTICA - APONTANDO AS ESPADAS E OUTROS

Em 12/11/2025 o Respeitável Irmão Gilmar Dietrich, Loja Perseverança e Vigor, 2638, REAA, GOB-SP, Oriente de Rio Claro, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguintes:

 

POSIÇÃO DAS ESPADAS E OUTROS

 

Escrevo-lhe em nome de nossa Loja, a ARLBS Perseverança e Vigor nº 2638, pois algumas dúvidas surgiram em nossa última Oficina e, com a certeza de sua vastíssima experiência e expertise em Ritualística, recorremos à sua valiosa orientação.

As questões que gostaríamos de submeter à sua análise são as seguintes:

Sessão Magna de Iniciação – Posição dos Irmãos com Espadas:

- Durante a cerimônia em que o Venerável Mestre dá a Luz ao novo Aprendiz, os Irmãos do Ocidente (Mestres Maçons) apontam suas espadas ao Iniciado.

Notamos que alguns Irmãos se postam em um semicírculo à frente do Aprendiz. Nossa interpretação é que deveríamos permanecer postados em nossas Colunas, à frente das cadeiras, para executar o procedimento. Qual é o procedimento Ritualístico correto para a posição dos Irmãos nesta saudação com espadas?

- Transformação de Grau e Contagem de Presenças/Sessões:

Em algumas Sessões, há a necessidade de transformar a Loja para o Grau de Companheiro (Grau 2) e/ou Mestre (Grau 3) para tratar de assuntos pertinentes a esses Graus. Essa transformação conta como uma Sessão específica do Grau para: Confirmação de presenças nos distintos Graus? Atendimento a artigos do Regulamento Geral da Federação (RGF) que exigem um número mínimo de sessões em determinado Grau?

- Transformação de Grau (Aprendiz para Companheiro) Apenas para Instrução:

É permitido que uma Loja aberta no Grau de Aprendiz seja transformada no Grau de Companheiro (Grau 2) unicamente para a instrução dos Companheiros e/ou para a apresentação de trabalhos pertinentes ao Grau?

- Uso das Esferas (Brancas e Pretas) em Votações Não-Secreta: As esferas de escrutínio secreto (brancas e pretas) são usadas para votações secretas (como o Escrutínio Secreto para aceitação de candidatos).

Podem essas esferas ser usadas para outras votações que não exijam o sigilo, ou as votações abertas devem ser sempre feitas por manifestação (levantar o braço ou bater a mão)?

No aguardo de suas valiosas respostas, que certamente contribuirão para a correta prática em nossa Oficina, antecipo, em nome de todos, nossos mais sinceros agradecimentos.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Seguem os apontamentos:

  1. ESPADAS - A página 159 do Ritual de Aprendiz, REAA, vigente, está escrito que os Mestres Maçons nas fileiras frontais das Colunas se colocam em pé e, do seu lugar, com a mão direita, apontam as espadas para o Candidato. O ritual é bem claro nesse particular, portanto, fazer de outra forma é desrespeitar o mesmo. Semicírculo diante do Candidato é conduta de outro Rito. No REAA os Mestres das fileiras frontais das colunas apontam as espadas (dos seus lugares).
  2. SESSÃO NORMAL - Esta não é uma questão específica de ritualística, portanto, vou dar apenas a minha opinião, desse modo, não a tome como laudatória. Entendo que não pode ser contada como Sessão Ordinária normal, pois apenas houve uma transformação temporária. A Loja foi aberta em um determinado Grau e assim será encerrada. Ademais, no livro de presenças consta apenas a sessão em que a Loja foi aberta, não a transformada.
  3. TRANSFORMAÇÃO - Embora não seja proibida, entendo que não é recomendável essa transformação, salvo se em caso estritamente necessário. Preferencialmente, a instrução de um determinado grau deve ocorrer no Tempo de Estudos de uma sessão ordinária desse grau. É o mais lógico.
  4. VOTAÇÕES - As votações que utilizam esferas são secretas e não nominais. Nesse sentido, nas votações nominais previstas legalmente é inadmissível o uso de esferas brancas e negras. O uso delas é restrita às votações com caráter secreto. Ninguém escolhe a forma de votar, pois o que determina é o ritual e a legislação.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

terça-feira, 17 de março de 2026

PARADA FORMAL

Em 12/11/2025 o Respeitável Irmão Adilson Godoy de Carli, Loja Barão de Ramalho, REAA, GOB-SP, Oriente de Pirassununga, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

PARADA FORMAL

 

Antes de iniciar, gostaria de expressar minha gratidão pela sua atenção e parabenizá-lo pelo excelente trabalho apresentado no blog. Estou buscando esclarecimentos sobre alguns pontos específicos do ritual e procedimentos maçônicos. A minha dúvida é a seguinte:

É praxe que o Irmão, sempre que estiver de pé em Loja, permaneça ao Sinal de Ordem. Sabe-se, igualmente, que se realiza uma parada formal antes de adentrar o Oriente.

Diante disso, considerando que o Irmão esteja com as mãos livres (não portando objetos), indaga-se: é necessário executar o Sinal de Ordem durante a referida parada para acessar o Oriente?

De modo análogo, é preciso fazê-lo antes de o Irmão tomar assento?

 

CONSIDERAÇÕES

 

          Parada formal somente se faz quando alguém, em Loja aberta, estiver com as mãos ocupadas e for ingressar ou sair do Oriente. Nesse caso, deverá fazer uma parada rápida e formal, sem inclinação com o corpo e nem meneios com a cabeça. Essa parada formal é dirigida ao Venerável Mestre.

Nessa mesma conjuntura, se as mãos estiverem livres, então presta-se a saudação ao Ven Mestre pelo Sinal de Ordem do Grau. Note que tudo isso está claramente escrito no ritual.

Vale a pena observar que em Loja aberta, aquele que ingressar ou sair do Oriente, obrigatoriamente deve saudar o Ven Mestre. Para tal, assim que se adentre ao Oriente, faz-se a saudação pelo sin. Concluída a mesma, segue-se imediatamente no deslocamento. Obviamente que no ato da saudação pelo sinal, fica-se à Ord, portanto parado, pois não se faz sinal durante a perambulação pela Loja.

Quanto à parada formal em si, ela somente ocorre se no momento a(s) mão(s) estiver(em) ocupada(s).

No que diz respeito àquele que retorna ao seu lugar vindo de um deslocamento pela Loja, senta-se diretamente, não fazendo nenhum sinal.

Em Loja aberta, quem estiver no seu lugar em pé e parado, deverá se colocar à Ordem. Nesse caso, antes de se sentar novamente deve desfazer o Sinal de Ordem pelo Sinal Penal (isso não é saudação).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

 

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA E APROVAÇÃO DE ATA

Em 11/11/2025 o Respeitável Irmão Thadeu Ortona, Loja Marques de Pombal, 1220, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a seguinte questão:

 

TRANSFORMAÇÃO DE LOJA

 

Tenho uma dúvida: no REEA, quando abrimos a sessão ordinária em grau 1, e transformamos a Loja para Grau 2, podemos ler uma ata de grau 2?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Em Loja transformada temporariamente para uma determinada finalidade não cabe leitura e aprovação de Ata de outra sessão, mesmo que do mesmo grau para a qual ela fora transformada.

Aprovação de Ata de uma sessão ordinária normal deve ser feita no período indicado pelo Ritual em Loja aberta de uma sessão ordinária normal que ocorre imediatamente após aquela que gerou a Ata.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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MAR/2026

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

Em 11/11/2025 o Respeitável Irmão Nivaldo Guirao Vera, Loja Vigilantes da Fraternidade, REAA, GOB-SC, Oriente de Botuverá, Estado de Santa Catarina, apresenta as seguintes questões:

 

APRESENTAÇÃO DE TRABALHO

 

Respeitável Irmão Pedro Juk, gratidão por toda a Luz que emana em seus preciosos comentários. Tomo a liberdade para fazer alguns questionamentos.

Questões:

1-) No tempo de estudos, o Aprendiz e o Companheiro são obrigados a fazer leitura, somente, entre colunas?

2) Após a leitura do trabalho, é proibido haver qualquer tipo de debate ou comentário? Se
possível, quando é realizado?

3-) Somente o Orador pode comentar o trabalho apresentado pelo Aprendiz e Companheiro?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Não há obrigatoriedade. Inclusive, nesse particular recomenda-se que a apresentação de trabalhos, leituras de textos e outros congêneres sejam feitos do próprio lugar do apresentante na Loja. Não há o porquê de se deslocar para entre colunas para fazer apresentações.

2 - Respeitando-se o tempo de 30 minutos previstos para o Tempo de Estudos no ritual, o Ven Mestre ordeiramente pode até dispensar o giro da palavra em caso de haver debates e arguições – inclusive, isso está previsto no ritual.

3 – Não está previsto em lugar nenhum que apenas o Orad pode tecer comentários a respeito. Com critério e atenção ao tempo previsto, outros irmãos podem arguir ou comentar. Inclusive, é de bom alvitre que o Vig instrutor sempre se manifeste sobre a apresentação.

ATENÇÃO: Essas são condutas para simples apresentação de trabalhos e outros afins do gênero. Quando se tratar de atividades correlatas a procedimentos para aumento de salário, atentar para o que prevê o Diploma Legal (RGF) nos artigos pertinentes às "colações de graus".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026

quarta-feira, 11 de março de 2026

DISPOSITIVO DA BANDEIRA E O USO DE LUVAS

Em 09/11/2025 o Respeitável Irmão Robson Augusto Apolinário, Loja Liberdade e Justiça, 3837, sem mencionar o Rito, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

RECEPÇÃO À BANDEIRA

Estimado irmão, peço uma orientação a respeito da formação da Guarda de Honra, para sessões magnas, recepção ao Pavilhão Nacional.

São 13 mestres que se postam nas Colunas. É necessário o *uso de luvas* para tal função. Desde já agradeço a atenção.

CONSIDERAÇÕES.

Isso vai depender do rito que a Loja pratica. No caso dela ser praticante do REAA, não está mais previsto o uso de luvas para os integrantes da comissão de recepção, da guarda de honra e para o próprio Porta-Bandeira.

O Decreto 1476/2016 do GOB que dispõe sobre o cerimonial para ingresso e saída do Pavilhão Nacional, não menciona o uso de luvas para o dispositivo e nem para a comissão de recepção.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

SINAL DO GRAU - REAA

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Júnior, Loja Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimentos.

 

SINAL DO GRAU

 

Gostaria de tirar uma dúvida e, se possível, pedir sua orientação.

Não compreendo como ainda existem IIr que insistem em contrariar a orientação já esclarecida em oportunidades anteriores. Para mim, esse assunto estava totalmente pacificado desde os rituais de 2009, pois sempre entendi — com base em suas explicações — que não é permitido desfazer o sinal de um Grau passando diretamente ao sinal do Grau seguinte, seja deixando a mão cair, seja por qualquer outro movimento improvisado ou não previsto no Ritual.

Ou seja: o sinal deve ser finalizado e desfeito exclusivamente pela penal do próprio Grau.

Sempre interpretei dessa forma — e assim tenho orientado em Loja — porque os sinais não são meros gestos mecânicos, mas expressões ritualísticas com profundo significado iniciático e simbólico.

Com a publicação do novo Ritual de 2024, tal entendimento tornou-se ainda mais explícito, pois nele está expressamente determinado que o sinal somente pode ser desfeito pela penal ritualística do próprio Grau (1º, 2º ou 3º).

Contudo, alguns IIr insistem em afirmar que o sinal pode ser desfeito de forma direta, ignorando a pena ritualística, o que contraria frontalmente o texto do Ritual e a doutrina consolidada.

Dessa forma, peço respeitosamente:

- Poderia confirmar, de forma inequívoca, que o procedimento correto é obrigatoriamente desfazer o sinal pela penal do Grau correspondente, não sendo permitido desfazê-lo de outra maneira?

- Poderia também indicar em qual parte dos Rituais (1º, 2º e 3º Graus — edição 2024) essa determinação está registrada, para que eu possa apresentar sua resposta ipsis litteris e, assim, encerrar essa discussão com os IIr que insistem em contrariar a doutrina ritualística?

Sua orientação será de grande valia para cessar interpretações equivocadas e assegurar a correta observância do Ritual, preservando a harmonia, o respeito e a uniformidade dos trabalhos.

Agradeço desde já sua atenção, paciência e dedicação em nos instruir.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Infelizmente ainda existem Irmãos que aprenderam errado e não fazem questão de instruir-se na forma correta, mesmo que o ritual traga a orientação do que deve ser feito.

Aliás, o maçom, que mediante promessa se comprometeu a seguir o ritual em vigência, se não o fizer, no mínimo estará desrespeitando a Lei.

Dito isso, vamos aos esclarecimentos.

A execução do Sin do Grau ocorre em duas etapas, ou fases. Uma depende da outra. Assim, a omissão de uma delas seria o mesmo que se fazer o sin pela metade. Fazer o sin pela metade não está previsto no ritual.

À vista disso, ensina-se que o Sin do Gr possui duas partes, sendo a primeira parte a correspondente ao Sin de Ord, que é ato de se preparar para executar o Sin Pen, enquanto que a segunda parte é propriamente a execução do Sin Pen do Grau. Dependendo do grau simbólico, o Sin Pen também pode ser chamado de Sin Gut, Cord ou Ventr∴.

Graças a isso é que o Sin do Gr (de Ord e Pen) é necessariamente feito em duas partes, a sua preparação (estática), e a sua execução (dinâmica).

Tudo isso está bem claro nos Cobridores dos respectivos graus que se encontram nos rituais em vigência. No Ritual de Aprendiz do 1º Grau do REAA, página 39, consta: "Obrigatoriamente o Sinal de Ordem será desfeito pelo Sinal Gutural; ainda nesse mesmo Ritual, página 203, consta: "Desfazer o Sinal - Em qualquer condição, o Sinal de Ordem é desfeito pelo Sinal Penal". No Ritual de Companheiro, dele a página 20 consta: "Desfaz-se o Sinal de Ordem obrigatoriamente pelo Sinal Penal [Cord]; todas as saudações em Loja são feitas pelo Sinal Penal. No Ritual de Mestre Maçom, dele a página 40, consta: "Em qualquer situação, a Saudação Maçônica se faz pelo Sinal Penal do Grau; para se desfazer o Sinal de Ordem, obrigatoriamente, faz-se pelo Sinal Penal".

Acredito que mais claro do que tudo isso é impossível. Quem fizer o contrário do que está previsto, estará simplesmente afrontando o ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

MAR/2026

terça-feira, 10 de março de 2026

REVESTIR O AVENTAL

Em 07/11/2025 o Respeitável Irmão Giovani Bolina, Loja Amor e Luz, 1159, REAA, GOB-GO, Oriente de Pires do Rio, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

AVENTAL

 

Nossa dúvida é em relação ao uso do avental pelo Ir Comp na sessão de Exaltação. O Irmão 1º Exp ao examinar o Ir Comp (pág. 112 do ritual) arranca-lhe o av e após deixa sobre a mesa do Irmão 1º Vig. E assim segue a ritualística. Porém, na pág. 150, no momento em que o Mestre de Cerimônias irá vestir o Ir com av e faixa de Mestre, diz que “só retira o av de Comp do novo Mestre depois de ter vestido, por cima, o av do 3 grau”.

A dúvida é, o Irmão já não estava sem o av de Comp?

 

CONSIDERAÇÕES

 

              Quanto ao avental retirado do Candidato pelo 1º Exp, e o vestir do avental de Mestre Maçom no recém exaltado, remeto-o à página 141 do Ritual do 3º Grau.

Observe, então, que o Respeitab Mestre em determinado momento da cerimônia solicita ao M de CCer que conduza o Candidato para fora do Templo a fim dele recompor seu vestuário, inclusive vestir novamente o seu avental de Comp, o qual havia sido anteriormente retirado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

http://pedro-juk.blogspot.com.br

jukirm@hotmail.com

 

 

MAR/2026