sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

BATERIA DO GRAU NA PORTA

Em 18.10.2025 o Respeitável Irmão Edson Novoa, Loja Cavaleiros da Távola Redonda, 4064, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

BATERIA DO GRAU

 

No ritual, do REEA, quando da abertura dos trabalhos, a verificação da cobertura do Templo pelo Cobridor, no ritual diz que quando existe o cobridor externo, ambos cobridores dão a batida do grau, na porta. Em seguida, quando só tem o cobridor interno, o mesmo sai para verificar e no retorno da com a espada, a batida na porta.

No meu entendimento, no segundo caso, a batida com a espada, seria a batida do grau, pois se refere a mesma batida.

Contudo, na minha Loja, alguns irmãos acham que é só uma pancada com a espada.

Você, como o expert no assunto, e criador do novo ritual, pode nos esclarecer esse ponto, por
gentileza?

Te agradeço demais e aguardo o retorno.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Obviamente que o procedimento é o mesmo. Estando presente o Cobridor Externo, ou não, o Cobridor Interno sempre dará na porta, com o cabo da espada ou com o punho cerrado, as batidas do Grau em que a Loja estiver sendo aberta.

Assim, reitera-se, o procedimento nessa ocasião ocorre com a bateria do Grau, não existindo essa tal “pancada única”.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 


NÚMERO DE CANDIDATOS - DECRETO 2172/2023 - GOB

Em 16.10.2025 o Respeitável Irmão Dourival Marcelo Candido Carneiro, Loja Bento Gonçalves, 3113, REAA, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

 

NÚMERO DE CANDIDATOS

 

Minha dúvida pairava sobre a Sessão de Exaltação, em relação à quantidade de CComp que poderão ser Exaltados numa mesma Sessão. Como nossa Loja reúne-se quinzenalmente, invariavelmente temos um calendário bem apertado. Na última Sessão em 14/10/2025 de Companheiro tivemos todos os 04, aprovados para Exaltação. A Administração da Loja tem por objetivo realizar UMA ÚNICA sessão de Exaltação para os 04 CComp e eu como estou ORADOR dessa Administração fiz a óbvia sugestão para que não ultrapassássemos a sugestão/recomendação do GOB em mais que 3 “Candidatos” (ver pág. 72 2º parágrafo Ritual de 2001 e Pág. 95 2º parágrafo Ritual de 2009 para a Cerimônia de Iniciação). E como obviamente o sentimento de zelo e cuidado com os CComp devem ser o mesmo que aplicamos aos candidatos a entrar na Ordem. Pensei e fiz essa sugestão à Loja. Porém fui estudar toda a Literatura pertinente. (RGF – Rituais – Decretos). Diferentemente da Sessão de Iniciação onde havia expresso a recomendação de um limite de 03 Candidatos à Iniciação por sessão, nas Sessões de Elevação e Exaltação não há qualquer menção sobre essa restrição ou recomendação de que seja no máximo 3 e nunca mais de 3.

E quando do recebimento do novos Rituais 2024 me deparo com a “retirada” destes termos que apontei acima inclusive do Ritual Grau 1.

Bom, na minha opinião estamos “deixando” aberto para que as lojas façam as cerimonias de Iniciação-Elevação-Exaltação de tantos quantos forem os “candidatos”. 1,2,3,4,5 etc. E isso ao meu ver prejudica a logística ritualística dessas sessões. Estamos abrindo mão da “solenidade do Ato” para obtermos “celeridade”, ou ainda a quantidade de IIr. Com isso na minha interpretação quem perde é a Maçonaria, haja visto que pouco se absorverá em termos ritualísticos para os candidatos. Teremos tempos difíceis no que diz respeito ao aprendizado maçônico. Sem mais, e compreenda isso como um desabafo de quem ama a Maçonaria e sua Ritualística.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Inicialmente vale ressaltar que rituais do REAA anteriores aos de 2024, foram revogados, portanto nada neles vale para os atuais rituais vigentes, de 2024.

Dito isto, os novos rituais simplesmente seguem a determinação do Decreto 2172 de 17/11/2023 do Grão-Mestre Geral, cuja súmula expressa que "autoriza a iniciação de mais de três candidatos (o grifo é meu), numa mesma sessão, em Lojas da Federação".

Não obstante referência à Iniciação de Candidatos, este mesmo Decreto menciona no seu Artigo 3º que "revogam-se todas as disposições em contrário nos rituais dos graus simbólicos dos Ritos (o grifo é meu) praticados no Grande Oriente do Brasil". Note que o Artigo menciona a revogação nos Rituais dos Graus Simbólicos, o que se subentende que são os de Aprendiz (Iniciação), Companheiro (Elevação) e Mestre (Exaltação).

            Graças a isso é que nos rituais do REAA vigentes, e de outros Ritos que virão, não consta mais a recomendação de no máximo três Candidatos para as respectivas cerimônias.

No entanto, o Decreto é bem claro no seu Artigo 2º, quando menciona o rigor ritualístico previsto no ritual. Isto quer dizer que exceto a teatralização da Lenda no 3º Grau, onde apenas um candidato participa da encenação, todos os demais procedimentos, nos três graus, não importando o número de Candidatos, devem ser rigorosamente cumpridos pelo Venerável Mestre.

Assim, toda a liturgia e ritualística deve ser aplicada um a um dos Candidatos. Penso que este Artigo, especificamente, faz as Lojas repensarem antes de iniciar, elevar ou exaltar número excessivo de Candidatos.

Observe que essas advertências constam no próprio ritual, onde todos, absolutamente todos, individualmente têm que passar pelas provas e passagens iniciáticas.

Assim, fomos obrigados a seguir o Decreto mencionado.

Ao finalizar, posso lhe garantir que sou partidário de no máximo três, todavia, como cumpridor da Lei que sou, obedeço ao Decreto do Grão-Mestre Geral.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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FEV/2026

PALAVRAS SAGRADAS - GRAUS 1 E 2

Em 15.10.2025 o Irmão Maylon Lucas Occhi, Loja Filho dos Pelicanos, 3886, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, apresenta as questões seguintes:

PALAVRA SAGRADA

Saudações fraternas.

Entro em contato para solicitar gentilmente o esclarecimento de duas dúvidas que surgiram em nossa Loja, inclusive, uma delas já havia sido encaminhada pelo Ir Bruno Baldo ao Ir em 2020, ocasião em que o irmão nos respondeu gentilmente.

As dúvidas são as seguintes:

1 - Palavra Sagrada: Sabemos que a Palavra Sagrada é ...OA..., contudo, em várias Lojas observa-se o uso de ...OO.... Na nota que o Ir publicou à época, mencionava-se que essa questão seria corrigida no novo ritual, entretanto, ao analisarmos o ritual atual, verificamos que não há qualquer observação ou esclarecimento sobre o tema, assim, gostaríamos de saber como devemos proceder, especialmente diante do fato de que diversas Lojas ainda utilizam a forma ...OO...Z.

2 - Pronúncia da Coluna “J”: Outra dúvida refere-se à pronúncia da Coluna J. Sabemos que, em razão da origem francesa, a pronúncia correta seria ...cqu...; porém, na prática ritualística de muitas Lojas, utiliza-se J...n. Poderia o Ir nos orientar sobre qual forma é a mais adequada segundo o entendimento oficial?

Agradeço desde já pela atenção e pela disponibilidade em nos auxiliar no esclarecimento dessas questões.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Embora a Maçonaria brasileira seja filha espiritual da França, portanto constituída por ritos de origem francesa, também é inegável que ela adota ritos de origem anglo-saxônica. Por conta disso acabam sendo utilizadas duas versões bíblicas na sua liturgia, a da Vulgata (latina), traduzida do hebraico para o latim por S. Jerônimo, e a Septuaginta (dos Setenta), traduzida do hebraico para o grego para atender judeus helenistas.

            No que diz respeito à Pal Sagr de Aprendiz do REAA, na versão da Bíblia latina a sua grafia aparece como “...OO...”, ou seja, com vogais dobradas, enquanto que na versão bíblica da Septuaginta ela é escrita como “...OA...”, isto é, sem vogais dobradas, como originalmente deve ser na língua hebraica.

Ressalte-se que na escrita hebraica não existem vogais dobradas, portanto “...OA...” é a sua grafia original. Essa versão bíblica (Septuaginta) é comumente adotada por ritos maçônicos de origem inglesa (anglo-saxônica). Também as Bíblias protestantes trazem a escrita tal como se encontra na versão Septuaginta (dos Setenta), “...OA...”.

Na Maçonaria brasileira os ritos maçônicos de origem latina seguem geralmente a versão bíblica da Vulgata, a qual adota a corruptela “...OO...”, com as vogais dobradas.

Graças a isso, e para que se evitem conflitos desnecessários, no Grande Oriente do Brasil ambas as palavras, “...OA...” ou “...OO...”, são aceitas.

Em relação a palavra “...chi...”, ou “...ki...”, por ela ser de origem hebraica, nada tema ver com pronúncia francesa. Desse modo, sem excessos de preciosismo, segue-se sua pronuncia tal como ela estiver escrita, que tanto pode ser com “chi”, “ki”, ou “qui”.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ORDEM DO DIA - CONCLUSÕES DO ORADOR

Em 13.10.2025 o Respeitável Irmão Cleiton Rocha Matos, Loja Guardiões do Olimpo, 3368, REAA, GOB-MT, Oriente de Nova Olímpia, Estado do Mato Grosso, formula a seguinte questão.

 

ORDEM DO DIA

 

Boa tarde meu Eminente irmão Pedro Juk, gostaria de tirar uma dúvida, referente a ordem do dia. A ordem do dia quando não tiver votação ou assunto pertinente a discussão, é preciso passar para o irmão orador para suas conclusões ou o venerável mestre já dá ela como encerrada?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No período da Ordem do Dia, antes da votação de cada matéria, o Orador deve se manifestar pela sua legalidade. Logo, se não houver nenhuma discussão e votação em pauta, não haverá manifestação do Orador, podendo o Venerável Mestre dar por concluído esse
período.

As matérias da Ordem do Dia devem ser pré-agendadas pelo Venerável Mestre, salvo se tiver sido colhida, na bolsa de propostas e informações, alguma coluna gravada que mereça atenção urgente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

FAIXA DE MESTRE II

Em 12.10.2025 o Respeitável Irmão José Roberto da Conceição, Loja 03 de Maio, 1228, REAA, GOB-SP, Oriente de Martinópolis, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta.

 

FAIXA DE MESTRE

 

Gostaria que o Irmão esclarecesse uma dúvida.

No Ritual de Aprendiz, ed. 2024, pág., 35, consta: "Os Mestres Maçons que ocupam cargo ficam dispensados de vestir a Faixa de Mestre, exceto aqueles que, por dever de ofício, usam uma espada como objeto de trabalho".

No Ritual de Mestre, ed. 2024, pág. 22, consta: "O Mestre Maçom que estiver exercendo cargo de Cobridor (Interno ou Externo) ou Experto traz, vestida sob o colar com a joia do cargo, também a Faixa de Mestre...".

A dúvida levantada por alguns Irmãos é que, em Loja de Aprendiz, não haveria necessidade de uso da Faixa de Mestre pelos Irmãos que estão nos cargos de Cobridor e Expertos, já que o Ritual de Aprendiz não especifica; embora eu entenda que, nesse caso, devemos levar em consideração, também, o contido no Ritual de Mestre.

 

CONSIDERAÇÕES

 

A ideia é de que os Oficiais que têm a espada como seu objeto de trabalho, usem a faixa para acondiciona-la. Assim, os Cobridores e os Expertos usam a faixa de Mestre, tanto nos graus de Aprendiz e Companheiro, como no de Mestre. Vestem a faixa por baixo do colar com a joia distintiva do cargo.

Vale lembrar que a faixa traz nela preso um dispositivo anelar que serve para prender a espada. Isso evita que o titular empunhe a espada desnecessariamente.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

SAÍDA TEMPORÁRIA DOS TRABALHOS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão que se identifica apenas como Tonetti, Loja Guaicurus, 4317, REAA, GOB-MS, Oriente de Campo Grande, Estado Do Mato Grosso do Sul, solicita esclarecimentos:

 

SAÍDA TEMPORÁRIA

 

Peço orientação ritualística quanto a saída temporária do Templo, uma vez que o ritual página 43 fala em entrada e saída do oriente e entrada formal ou saída definitiva do templo, porém não fala sobre o procedimento para se ausentar temporariamente e seu retorno ao templo. Gostaria de saber:

1) A quem pedir dentro do templo (Vigilante da Coluna ou diretamente ao Venerável).

2) Uma vez autorizado saída, é preciso ser conduzido pelo Mestre de Cerimônia. Deve cumprimentar o Venerável.

3) Quando da entrada temporária tem que cumprimentar somente o Venerável ou as Luzes. Deve ser conduzido ao seu lugar pelo Mestre de Cerimônia ou não.

 

CONSIDERAÇÕES

 

               Inicialmente, vamos combinar que não há necessidade de se introduzir no ritual um período ritualístico para suprir as diversas situações que levam um Irmão a se retirar temporariamente do Templo.

Para isso, o Venerável Mestre tem poder e competência para conduzir as diversas
situações ritualísticas que porventura possam advir durante os trabalhos.

Vamos às respostas:

  1. Quem estiver nas colunas, obviamente pede para o Vigilante respectivo. Este, por sua vez, solicita ao Venerável Mestre, o qual poderá ou não autorizar a saída temporária. Quem estiver no Oriente, pede autorização diretamente ao Venerável Mestre.
  2. Sim, a despeito de que uma das funções do M CCer é a de ser o condutor nos trabalhos da Loja. Nesse caso, como a retirada é temporária, não há o porquê de o retirante, ao sair da Loja, prestar alguma saudação.
  3. De retorno ao Templo, sendo conduzido pelo M de CCer, o retirante volta aos trabalhos. Nessa condição, o Ven Mestre deve dispensar as formalidades, isto é, sem marcha e saudação às Luzes.

Concluindo, existem várias outras situações nesse contexto que poderão vir a acontecer, portanto, à vista disso não há como registrar todas elas no ritual. O Venerável Mestre, como condutor dos trabalhos. certamente tem aptidão para tomar as providências cabíveis, evitando os excessos de preciosismo que, ao contrário de abrilhantar a sessão, apenas atrapalha a fluidez e a beleza dos trabalhos.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

LOJA DE MESA II - LOJAS INCORPORADAS

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Evaldo Shuster, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, REAA, GOB-SP, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, solicita esclarecimentos:

 

LOJA DE MESA

 

1 - Em uma iniciação de dois candidatos, que professam religiões diferentes, os livros devem ser dispostos igualmente no altar dos juramentos? O Esquadro e o Compasso ficam sobre os dois ao mesmo tempo?

2 - Pertenço ao GOB-SP. Podemos realizar uma sessão de banquete de mesa em conjunto com uma loja da GLESP e outra do GOP, sendo que temos tratado de reconhecimento mútuo?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

               1) Cerimônia de Iniciação - No caso, a Bíblia aberta, com o Esq e o Comp armados sobre ela, permanece no centro do Altar dos Juramentos. O outro Livro Sagrado, fechado, com Esq e o Comp armados sobre ele, fica à direita da Bíblia.

A Bíblia atende à obrigação prestada pelo Candidato que nela professa a sua fé,
enquanto que o outro Livro Sagrado, fechado, atende à obrigação prestada pelo outro Candidato. Reitera-se, a Bíblia estará presente sempre no centro do Altar dos Juramentos e dali não pode ser retirada durante a sessão.

2) Loja de Mesa - Conforme prevê o RGF, Art. 108, § 1º, VIII, uma Loja aberta em Banquete Ritualístico trabalha em uma "sessão ordinária".

No GOB, uma Loja de Mesa em Banquete Ritualístico trabalha em sessão ordinária atendendo ao ritual vigente, no caso o que consta em Rituais Especiais (Sessões Exclusivas), edição 2016 – Banquete (Loja de Mesa).

Seguem alguns procedimentos legais que devem ser atentamente observados para realização desses trabalhos em uma sessão ordinária:

a) Uma Loja poderá estar presente à sessão de uma coirmã como incorporada, quando ambas, da mesma Obediência, funcionarem na mesma sessão e no mesmo rito;

b) Caso a Loja coirmã não atue no desenvolvimento dos trabalhos ritualísticos, ou não seja do mesmo Rito, será uma Loja Visitante.

c) As Lojas incorporadas ingressarão no Templo juntamente com a Loja anfitriã e com ela dividem a realização dos trabalhos, em sessão conjunta.

d) Essas informações constam na página 74 do Ritual de Aprendiz, REAA, 2024).

Assim, em face ao exposto, as Lojas da GLESP e COMAB, não obstante a existência de tratado mútuo de reconhecimento, serão recebidas como Lojas Visitantes e não poderão dividir os trabalhos em sessão conjunta.

No GOB, conforme a legislação, para a incorporação de Lojas e trabalhos conjuntos é preciso que as Lojas sejam da mesma Obediência (GOB) e do mesmo rito. No caso, os trabalhos se darão em conformidade com o ritual de Banquete (Loja de Mesa) elaborado e aprovado somente Lojas do Grande Oriente do Brasil.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

sábado, 21 de fevereiro de 2026

DELTA - NO RETÁBULO OU NO DOSSEL?

Em 09.10.2025 o Respeitável Irmão Gilbert Povidaiko, Loja Fraternidade Acadêmica Guarulhos, 3253, GOB-SP, REAA, Oriente de Guarulhos, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:

 

DELTA NO DOSSEL

 

Tenho visto em quase a totalidade dos Templos que visito, uma representação "dobrada" do Criador: o Olho da Providência, dentro do Delta Radiante, no retábulo, e um outro Delta, com o IOD, mas na parte central e frontal do dossel (vide anexo ilustrativo).

O Ritual vigente nada diz sobre essa decoração no dossel, o que me leva a crer ser desnecessária. Numa futura reforma, devemos retirá-la? E em se tratando do REAA, o Delta Radiante do retábulo ficaria mais de acordo com a premissa deísta do rito com o IOD ao invés do Olho? Grato por antecipação.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante ao Delta fixado na parte frontal do dossel, de fato este símbolo não consta no ritual vigente. Na verdade, ele é uma reminiscência de anacronismos encontrados em velhos rituais.

Sobre o Delta Luminoso, previsto pelo Ritual de Aprendiz no título Disposição e Decoração do Templo, página 15, somente é mencionado um Delta, o que fica no Retábulo do Oriente. Nada consta sobre Delta fixado no dossel.

              Cabem ainda outras observações sobre o Delta. O REAA é um rito deísta de nascimento (deísmo francês), não obstante, por questões históricas, ele também carregue consigo um forte apelo teísta, herdado, principalmente da Grande Loja dos Antigos (1751). Ambas as vertentes influenciaram a construção, em 1804, do seu primeiro ritual para o simbolismo, na França.

No tocante aos símbolos que se encontram no interior do Delta, temos a letra hebraica IÔD, ou mesmo o TETRAGRAMA inteiro – ambos são símbolos de conotação teísta, hauridos, principalmente, da vertente inglesa de Maçonaria. Há ainda o Olho Onividente, ou do Criador (Providência) – este de conotação deísta, haurido do racionalismo francês.

Tudo isso acabou se misturando na construção da doutrina do REAA no século XIX, razão pela qual acabariam aparecendo na decoração de muitos templos do escocesismo.

De tudo, o fato é que o Delta (triângulo equilátero), com a letra hebraica IÔD, com o TETRAGRAMA, ou como o Olho Onividente é, em qualquer caso, o símbolo do CRIADOR na Loja.

 

T.F.A.

 

 

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FEV/2026

 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

TEMPO DE ESTUDOS E AUMENTO DE SALÁRIO

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Hiram Andreazza de Freitas, Loja Regente Feijó III, 1456, GOB-SP, Oriente de Itu, Estado de São Paulo, apresenta o que segue:

 

TEMPO DE ESTUDOS

 

Surgiu uma dúvida em minha loja. Sobre as instruções após a iniciação, elevação e exaltação. No meu entender, não deveriam ser consideradas como Tempo de Estudos, teríamos a instrução na ordem do dia e depois abertura do Tempo de Estudos, e assim o Irmão apresentaria a peça de arquitetura. Qual seria a sua interpretação sobre esse assunto.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

         Se o Irmão estiver se reportando às instruções que constam nos rituais, as mesmas são sempre apresentadas no Tempo de Estudos. Neste período, também são apresentadas peças de arquitetura e outros elementos inerentes às instruções para o aperfeiçoamento do Iniciado.

Observe-se, no entanto, que matérias pertinentes a aumento de salário (colações de grau), como o questionário elaborado pela Loja e respectiva sabatina, devem seguir os trâmites especificados nos artigos competentes do RGF.

O Tempo de Estudos existe para que nele sejam apresentadas as instruções, já o exame final de avaliação, onde haverá transformação de Loja e votação nominal, deve ocorrer na Ordem do Dia.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026

 

ESTANDO EM PÉ - CONDUTAS RITUALÍSTICAS DO REAA

Em 07/10/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as seguintes questões:

 

ESTANDO EM PÉ

 

1⁰) na última sessão, um irmão questionou sobre as posições dos irmãos Orador e Secretário estarem à Ordem, na conferência das peças pelo Venerável. Na página 59 do ritual 2024, não menciona que fiquem à ordem. Quis saber se a postura havia mudado.

2⁰) no REAA, podemos colocar a Loja em recreação, para se discutir algum assunto?

3⁰) no encerramento da sessão, o Venerável usando o ritual para ler, ele pode ficar em pé, sem estar à Ordem? Já que está com seu instrumento de trabalho.

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Isso é tão elementar que não precisa estar escrito no ritual. É amplamente conhecido que em Loja aberta do REAA, quem estiver em pé, deve se colocar à Ord, ou seja, em pé, corpo ereto, pés em esquadria, compondo o Sin de Ord do grau. Sinceramente, penso ser inacreditável que ainda há IIr do REAA que desconhecem essa regra.

À vista disso, obviamente que os IIr Orad e o Secr, ficam à Ord nessa ocasião. Sempre foi assim, e nada mudou. À propósito, é bom lembrar que ninguém fica à Ord sentado.

2 – Conforme menciona o ritual vigente do REAA no GOB, não está previsto se colocar a Loja
em recreação, ou em família, durante os trabalhos. O que está previsto é no Tempo de Estudos, se a ocasião demandar, o Ven
Mestre pode ocasionalmente dispensar o giro na palavra para melhor fluidez durante os debates, se alguma instrução demandar. Concluídos os debates no Tempo de Estudos, imediatamente é restabelecido o giro da palavra. Isso não pode ser confundido com colocar a Loja em recreação, ou em família.

Discussões que mereçam votação ocorrem na Ordem do Dia. Conforme o ritual, nesse período também não está prevista a colocação da Loja em recreação para debates. Assim, recomenda-se, se o assunto for polêmico e requerer longos debates, que o VenMestre marque, na forma regimental, uma sessão administrativa e transfira para ela o debate, trazendo, posteriormente, as conclusões para serem votadas na Ordem do Dia de uma sessão ordinária regular. Vale ressaltar que em uma sessão administrativa os debates são isentos de giro ritualístico da palavra, embora ordeiros. Por tudo isso, reitera-se: não há período de recreação previsto no ritual.

3 - Se na ocasião, o Ven Mestre estiver em pé e com as mãos ocupadas, por certo ele estará impedido de compor e fazer o sinal, no entanto, mesmo assim deverá se manter em pé, corpo ereto e os pés em esquadria. Seria o caso se ele estivesse segurando o ritual para efetuar alguma leitura.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2026