domingo, 26 de maio de 2019

SAUDAÇÃO NO INGRESSO E RETIRADA DO ORIENTE. ONDE FAZÊ-LA?


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Agenor Bonfim Neto, Loja 083, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Estado de São Paulo, apresentou a seguinte pergunta:

INGRESSO E RETIRADA DO ORIENTE. DE ONDE FAZER A SAUDAÇÃO?


A saudação feita ao entrar e sair do Oriente é feita no Oriente ou antes de entrar e sair do Oriente?

CONSIDERAÇÕES.

Estabelece-se como parâmetro que a saudação ao Venerável Mestre quando da entrada no Oriente será feita pelo Sinal assim que o protagonista ingressar no espaço oriental, ou seja, no piso do Oriente ao lado da balaustrada.
Quando em retirada a saudação será feita antes de descer o degrau, ou seja, ainda no piso oriental, ao lado da balaustrada e voltado para o Venerável Mestre.
O mesmo se dá àquele que porventura esteja empunhando um objeto de trabalho e faz uma breve parada formal.
O parâmetro de localização para a saudação, tanto no ingresso como na retirada, é a linha da balaustrada – assim que entrar e antes de sair.


T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística – GOB

MAIO/2019

REAA - INGRESSO NO ÁTRIO DO TEMPLO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Eduardo Gonçalves, Loja Carlos Gomes, 1598, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Estado de São Paulo, apresentou a seguinte pergunta:

INGRESSO NO ÁTRIO


Entrada no átrio os Irmãos têm que entrar na ordem dos graus?

Não existe ordem, nem de graus e nem de precedência para aqueles que se dirigem ao Átrio para a formação do préstito que será organizado pelo Mestre de Cerimônias para ingresso no Templo.
Os Irmãos, advindos da Sala dos PP\ PP\, onde se prepararam para os trabalhos, devem ingressar respeitosamente no átrio já vestidos das suas alfaias. Os que assumirão cargos em Loja recebem no Átrio, pelas mãos do Mestre de Cerimônias, apenas os colares com as joias correspondentes.
É bom que se diga que o Átrio da Loja é a antessala do Templo, portanto o lugar onde se aguarda o ingresso, e não lugar para deixar pastas, vestir aventais, balandraus, etc., e nem é o lugar para se assinar o livro de presenças e nem fazer acertos de tesouraria. Reuniões, encontros, cumprimentos, assinaturas, etc., seguramente devem ocorrer na Sala dos PP\ PP\.
É oportuno também mencionar que no REAA, no Átrio não existem orações, preces, apagar de luzes, minuto de silêncio e outros fatos do gênero. Para nele se ingressar não existe nenhum cerimonial e nem ordem de precedência. O que se exige é que nele reine sim um ambiente respeitoso. Como mencionado, é o lugar que antecede a Sala da Loja e onde ordeiramente o Mestre de Cerimônias organiza o ingresso conforme o previsto no Ritual.

T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística - GOB

MAIO/2019

GUARDA DE HONRA DO PAVILHÃO NACIONAL - QUANDO ABATE ESPADA?


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Leandro Pires Dias, Loja Antonio dos Santos Costa, 3012, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, apresentou a seguinte pergunta:

GUARDA DE HONRA DO PAVILHÃO NACIONAL


Durante a saudação a Bandeira, a Guarda de Honra deverá baixar espadas. Qual o momento correto. Durante a saudação, durante o hino à Bandeira, ou durante o tempo de execução mais a execução do hino?

CONSIDERAÇÕES.

Assim que o Porta-Bandeira estiver posicionado conforme descreve o Decreto 1476, e o Irmão encarregado de saudar iniciar o cumprimento, a Guarda de Honra abate espadas e assim permanece até que seja concluída a saudação. Concluída esta, a Guarda volta a se posicionar com as espadas à Ordem (ombro-arma) e assim permanece durante o canto da primeira e última estrofe do Hino à Bandeira. Reitero, durante a saudação a Guarda abate espadas, durante o hino, fica com as espadas à Ordem e assim se mantém para acompanhar o Pavilhão em retirada (a Guarda de Honra está à comando da Bandeira).
Em síntese, durante todo o processo, tanto de ingresso como o de retirada da Bandeira, a Guarda de Honra apenas abate espadas durante a “saudação” ao Pavilhão Nacional.

P.S. – Observar a postura com a espada, à Ordem, em deslocamento e abatida conforme demonstrei no Seminário de Padronização.

T.F.A.

PEDRO JUK


MAIO/2019

sábado, 25 de maio de 2019

ESTAR ENTRE COLUNAS


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Thiago Alexandre, Loja Malkhut, 3859, GOB-SP, Oriente de Santos, Estado de São Paulo, formulou a seguinte questão:

ENTRE COLUNAS


Estar “entre Colunas” é entre as Colunas Norte e Sul ou entre a J e B?

CONSIDERAÇÕES.

Até pouco tempo atrás, a expressão “entre Colunas” no REAA era tida como ficar entre as Colunas B e J. Isso se dava porque as Colunas Vestibulares (de vestíbulo) encontravam-se, no REAA, equivocadamente interiorizadas, isto é, dentro do Templo. Com essa contradição e levando-se em conta que alguém que fica entre Colunas geralmente se coloca no extremo do Ocidente, havia a falsa impressão de se estar entre as Colunas Vestibulares B e J interiorizadas.
Como felizmente as coisas acabaram voltando ao seu lugar de origem, os rituais do REAA no GOB, passaram a trazer as Colunas B e J no átrio junto à porta de entrada, exatamente como na citação bíblica (I Reis, II Crônicas).
O nome Colunas Vestibulares, relacionado às Colunas B e J, se dá porque segundo a Bíblia elas ficavam no vestíbulo do Templo de Jerusalém.
Dessa forma o REAA, sem estereotipar a Loja, coloca então as Colunas no átrio conforme se dá nas citações bíblicas.
Foi graças a isso - com as Colunas B e J (vestibulares) situadas no lado externo da porta - que se desmanchou o equívoco de se achar que em Loja aberta, estar entre Colunas, era o mesmo que ficar entre as Vestibulares B e J.
Destaque-se que na liturgia maçônica o termo “entre Colunas” significa ficar entre as Colunas do Norte e do Sul, mais precisamente sobre o eixo longitudinal do Templo (equador).
É bom que se diga, entretanto, que as Colunas do Norte e do Sul correspondem, do ponto de vista de quem entra, a todo o espaço ocidental situado respectivamente a esquerda e a direita do equador imaginário do Templo (da parede ocidental até o limite com o Oriente).
Embora o termo entre Colunas seja genérico ao espaço ocidental do Templo, consuetudinariamente estabeleceu-se que alguém posicionado entre Colunas deve se colocar no extremo do Ocidente (próximo a porta) e de frente para o Oriente – corresponde ao marco inicial da jornada pela Marcha do Grau no REAA.


T.F.A.

PEDRO JUK


MAIO/2019

CANDIDATO DESISTIU NA HORA DA INICIAÇÃO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Dourival Carneiro, Loja Luz do Ocidente, 2706, GOB-SP, Oriente de São Caetano do Sul, Estado de São Paulo, formulou a seguinte questão:

DESISTIR DA INICIAÇÃO


Na sessão magna de Iniciação, se o Candidato resolver não consentir na sequência do ritual de Iniciação, o que fazer? Existe instrução para isso?

CONSIDERAÇÕES.

Numa situação dessas o Candidato deve ser retirado do Templo e devolvido à sua residência. Se o desistente for candidato único o Venerável, com a aquiescência do Orador encerra ritualisticamente os trabalhos. Na hipótese de haver mais candidatos, a cerimônia prossegue.
Disso cabe um comentário: é preciso que a Loja procure averiguar as razões que levaram o Candidato desistir no ato da sua Iniciação. Deve-se apurar o porquê desse lamentável acontecimento. Há que se apurar amiúde como transcorreu todo o processo que trouxe o Candidato à Iniciação. Esclarecer a razão desse acontecimento é no mínimo necessário, já que não houve desistência no decorrer do processo, porém após ter sido o Candidato sindicado, aprovado no escrutínio e obtido placet de Iniciação.
Instrução para isso, eu acredito que num caso desses, o processo se instruí de acordo com a situação.

T.F.A.

PEDRO JUK

MAIO/2019

INSÍGNIAS NA COMPOSIÇÃO DA LOJA E COMPROMISSO PRESTADO EM PÉ NA FILIAÇÃO


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Eraldo Ferraz de Oliveira, Loja Adam Smith, 3290, GOB-SP, Oriente de Santo André, Estado de São Paulo, formulou as seguintes perguntas:

COMPOSIÇÃO DA LOJA E FILIAÇÃO.


1 – O Mestre de Cerimônias responde ao Venerável Mestre que todos os Irmãos estão revestidos de suas insígnias. Quais as insígnias dos Aprendizes e Companheiros?
2 – Por que na filiação de um obreiro em Loja no ritual não se pede que o mesmo se ajoelhe?

CONSIDERAÇÕES:

1 – Insígnias do Aprendiz e do Companheiro - O Mestre de Cerimônias ao responder, menciona que que todo o corpo constituído pela diretoria da Loja, assim como outros oficiais estão revestidos com as joias concernentes aos seus cargos. Conforme especifica o Art. 229, § 1º do Regulamento Geral da Federação – os cargos são privativos de Mestre Maçom. Assim, Aprendizes e Companheiros, por não poderem ocupar cargos, não são revestidos com joias.
Reitero, nesse caso, insígnias são as joias dos cargos.
2 – Muito mais do que o ato de se ajoelhar, o mais importante é o empenho da palavra daquele que presta a obrigação. O ato de genuflexão utilizado pelo simbolismo do REAA se dá apenas nas tomadas de obrigações com formalidades iniciáticas. Assim, no rigor da liturgia, o ato de se ajoelhar diante das Três Grandes Luzes Emblemáticas ocorre apenas nos juramentos iniciáticos, ou seja, na Iniciação, na Elevação e na Exaltação. Já uma Filiação ou uma Regularização atende apenas às formalidades legais da Loja e da Obediência, portanto não possui viés iniciático. Assim, o protagonista empenha a sua palavra em pé.


T.F.A.


PEDRO JUK


MAIO/2019

sexta-feira, 24 de maio de 2019

REAA - CIRCULAÇÃO NO ORIENTE. EXISTE?


Em 18/05/2019 no 1º Seminário de Padronização Ritualística do REAA – GOB, realizado em Santos, São Paulo, o Respeitável Irmão Ubirajara Nascimento, Loja Raphael Simioni, 3.707, GOB-SP, Oriente de São Sebastião, Estado de São Paulo, apresentou a seguinte pergunta:

CIRCULAÇÃO NO ORIENTE.


Circular no Oriente. À frente ou em volta do Livro da Lei?

CONSIDERAÇÕES.

No REAA, quem transitar pelo Oriente não obedece a nenhuma padronização de circulação. Estipula-se apenas que nele se ingressa pelo lado nordeste (vindo da Coluna do Norte) e dele ser sai pelo lado sudeste (em direção da Coluna do Sul). Estipula-se também que por mera condição de praticidade, o Venerável chega ao sólio pelo lado Norte do Altar e dele sai pelo lado Sul.
Não existe nenhum giro (circulação) em torno do Altar dos Juramentos, assim como também não existe nenhum impedimento para passagem ente o Altar dos Juramentos e o Altar ocupado pelo Venerável Mestre. Transitando no Oriente, do lado do Orador para o do Secretário, ou vice-versa, também não existe impedimento para se passar pela frente ou pela retaguarda do Altar dos Juramentos.
Geralmente, o Altar com as Três Grandes Luzes Emblemáticas, que fica no Oriente no REAA, é colocado a uma distância mediana (dependendo do espaço) entre o meio do limite como o Ocidente e o Altar ocupado pelo Venerável.
Outro aspecto: o Venerável Mestre, salvo na prova da Taça que ocorre durante a Iniciação, será sempre abordado no sólio pela sua direita (ombro direito).


T.F.A.

PEDRO JUK

MAIO/2019