segunda-feira, 23 de setembro de 2019

DIFICULDADE EM SE EXPRESSAR


Em 03/07/2019 o Respeitável Irmão Juliano Faria, Loja Liberdade e Amor, REAA, GOB-MG, Oriente de Cássia, Estado de Minas Gerais, pede esclarecimento para o que segue:

DIFICULDADE EM SE EXPRESSAR


Gostaria de saber se pode me ajudar:
1º - tenho muita dificuldade em falar na Loja. Onde posso conseguir ajuda? Existem livros que ajudam nessa parte?
2º - assumi o cargo de 2º vigilante. Sei que minha função é dar instrução aos Aprendizes e cuidar de minha coluna. Agora, existe algum diferencial que posso fazer nas sessões para que se torne mais aproveitável, principalmente para os Aprendizes e Companheiros?

CONSIDERAÇÕES.

Eu penso que se o Irmão tem essa dificuldade, na Loja os demais poderão ajuda-lo incentivando-o no seu ofício e compreendendo as suas dificuldades na desenvoltura do seu cargo. Certamente é obrigação dos que por ali passaram ajuda-lo trazendo suas próprias experiências.
Creio que em outro sentido, se o Irmão ainda achar necessário, deve então procurar ajuda de profissionais que atuem e tratem do comportamento humano e de suas interações com um ambiente físico e social.
Indicar livros nesse sentido eu não saberia, até porque eu não teria certeza se os conteúdos de fato seriam confiáveis.
A arte da retórica sobre o seu ofício certamente o Irmão irá adquirir na medida em que a sua experiência aumentar no cargo. Além disso, se for o caso, ainda existem profissionais que se dedicam a ensinar a arte da oratória (arte de falar em público).
Como Segundo Vigilante e instrutor dos Aprendizes, sugiro primeiro que o Irmão domine as instruções do ritual, estudando-as e as compreendendo. Nessa condição é que se deve passar o conhecimento.
Sugiro também que o Irmão busque bibliografia e se dedique ao estudo. Quanto mais enriquecer os seus conhecimentos melhores serão os resultados obtidos sobre a matéria oferecida ao aprendizado.
É bom que se diga que as instruções abrangem liturgia maçônica, história e filosofia da Ordem. As instruções do ritual são básicas e ali estão servindo de suporte para uma imensa grade de ensinamento e aprendizado.
De tudo, eu poderia lhe afirmar que conhecer não é apenas decorar o que está escrito, pois nem tudo o que está escrito é o correto. A primeira lição para o instrutor é a de que ele não fique só nas respostas vagas e preparadas. Perscrute a razão e o porquê das coisas. Certamente para tudo haverá uma explicação lógica.
Do conhecimento, o que sabemos é uma gota e o que desconhecemos é um oceano. Assim, se dedique a saber bem aquilo que sabes.
Desejo-lhe boa sorte.

T.F.A.

PEDRO JUK


SET/2019

OFÍCIO DO EXPERTO E SUBSTITUIÇÃO DOS VIGILANTES


Em 02/07/2019 o Respeitável Irmão Wilson Marcos Pereira, Loja Ponta Porã, 2.303, REAA, GOB-MS, Oriente de Ponta Porã, Estado do Mato Grosso do Sul, solicita o seguinte esclarecimento:

OFÍCIO DO EXPERTO


Ciente do conhecimento detido pelo Irmão, cuja luz já se fez sobre a ignorância desse Irmão que lhe escreve, me dirijo ao Irmão para esclarecer uma dúvida sobre o trabalho do 1º Experto em Loja do REAA.
No tempo transcorrido desde minha iniciação, ocorrida em 19/03/2011, tenho procurado estudar os cargos que ocupo e as respectivas atribuições. Tendo ocupado anteriormente os cargos de Tesoureiro, Secretário, Chanceler, Mestre de Cerimônias e Orador, desta vez estou como 1º Experto da minha Loja e uma dúvida me ocorreu após ler o livro "Cargos em Loja" - Francisco de Assis Carvalho/9ª Edição, relativamente à substituição dos Vigilantes quando de suas ausências. Em minha Loja o 1º Experto substitui sempre o 2º Vig.'. em suas faltas ou quando ele substitui o 1º Vig.'. nas faltas dele.
Na leitura do livro em questão (página 148) encontrei o seguinte texto:
"O Primeiro Experto substitui o 2º Vig\ quando ele estiver ausente; do mesmo modo substitui o 1º Vig\, no mesmo caso, enquanto o 2º Vig.'. conserva seu Malhete."
Gostaria de obter, mais uma vez, a luz da sapiência do Ir.'. sobre essa dúvida com a qual me deparei.

CONSIDERAÇÕES

Em que pese toda a sabedoria no meu saudoso Irmão Francisco de Assis Carvalho, apelidado carinhosamente pelo também saudoso José Castellani de Xico Trolha, no tocante a essa substituição houve um equívoco nessa afirmativa descrita no seu livro. Lembro que chegamos a conversar a respeito e o Xico ficou de estudar o assunto e posteriormente fazer uma revisão, o que infelizmente não aconteceu.
Na ausência precária do 1º Vigilante, seu substituto imediato é o 2º Vigilante que, por sua vez, é substituído pelo 2º Experto.
Na realidade o substituto é sempre o 2º Experto, seja na ausência do 2º Vigilante por ter que preencher o cargo do 1º Vigilante ausente, ou mesmo pela ausência do próprio 2º Vigilante.
Essa tem sido a regra mais conhecida nas eventuais ausências.
A função do 1º Experto é a de trabalhar nas Iniciações, Elevações e Exaltações, tendo como seu auxiliar imediato, se necessário o 2º Experto, sobretudo quando ele assume as funções do Ter\ ou mesmo do Sacr\.
Cabe também ao 2º Experto examinar minuciosamente os visitantes desconhecidos, aplicando-lhes o telhamento no átrio se não estiver presente o Cobridor Externo.


T.F.A.


PEDRO JUK


SET/2019

domingo, 22 de setembro de 2019

PARA A PERPENDICULAR AO NÍVEL


Em 02/07/2019 o Respeitável Irmão José Roberto D’Ambrozo, Loja Liberdade e Trabalho, 2.242, REAA, sem mencionar a Obediência, Oriente de Piracicaba, Estado de São Paulo, apresenta o seguinte comentário:

O PROGRESSO ACONTECE DA PERPENDICULAR AO NÍVEL


Prezado Ir.'. Pedro Juk,
Se ouvimos durante o diálogo ritualístico do REAA que, o Sol nasce no Or\ se oculta no Oc\ e é observado no seu meridiano, poderíamos afirmar que o Rito é um Rito Solar? Com toda certeza, sim.
Ao deitarmos olhos na decoração e distribuição dos cargos num Templo Maçônico, podemos sentir que a movimentação do Sol e o Corpo Humano deram diretrizes para sua montagem. Baseando no funcionamento do Corpo Humano, que recebe comandos cruzados dos hemisférios cerebrais, a lógica me induz pensar a que esse funcionamento está aplicada no funcionamento do Templo.
Como se sabe, o caminho mais curto entre dois pontos é uma reta. E pela lei do mínimo esforço, a natureza do corpo humano poderia ter-se desenvolvido de modo que o hemisfério direito comandasse o lado direito, e o hemisfério esquerdo comandasse o lado esquerdo. Mas, por razões minhas desconhecidas, é sabido que o hemisfério direito do cérebro é quem comanda o lado esquerdo, e o hemisfério esquerdo quem comanda o lado direito. Esse funcionamento no corpo humano foi descoberto pela observação direta em cadáveres de pessoas acometidas de derrames, onde constatou-se que, em vida, aquelas que tinham sido afetadas em seus movimentos regulares do lado direito, a lesão cerebral pelo derrame tinha ocorrido no hemisfério esquerdo. E vice-versa.
Ora, se no diálogo ritualístico é o 2° Vig\ quem chama os OObr\ para o trabalho, é ele quem os chama para fazer Força, logo tem relação com a Col\ B, a Col\ da Força.
E quando o Comp\ tem, diante de si, a tarefa de Nivelar a PC, adorno principal da Col\ J, a lógica me induz pensar, que o Comp\ deve buscar auxílio àquele que domina o manejo do Nível, que é o 1° Vig\.
Diante disso, a Sess\ Mag\ de Elevação me faz concluir que o progresso maçônico ocorre da Perpendicular ao Nível.

CONSIDERAÇÕES.

O espaço onde os maçons se reúnem e trabalham é a Loja, comumente chamada de Templo na Maçonaria latina, porém é um espaço estilizado e decorado especulativamente baseado nas antigas oficinas de trabalho dos canteiros medievais.
A partir do século XVIII a Moderna Maçonaria adotou ritos que, por sua vez, com um objetivo comum, constituíram cada qual os seus arcabouços doutrinários.
Montado sob a égide alegórica da construção e do universo, cujo símbolo maior é o 1º Templo de Jerusalém, a sala da Loja obedece na sua constituição duas fontes fundamentais. A primeira obteve a orientação do espaço nas igrejas; a segunda trouxe boa parte da sua distribuição mobiliária copiada do parlamento britânico, já que o primeiro Templo da Moderna Maçonaria somente fora construído nos meados do século XVIII.
Sem entrar nesses detalhes, eu, como parte da banda dos autênticos, não comungo com essas colocações de que o Templo e a disposição dos lugares em Loja obedecem parâmetros funcionais do corpo humano, ou coisas desse gênero. Como eu não discuto aquilo que não entendo, prefiro colocar aspectos que me fazem sentido e que tenho buscado nos meus aproximados trinta anos de estudo acadêmico sobre a Sublime Instituição. Em assim sendo, deixo aqui breves comentários sobre o assunto no REAA.
Pela sua origem francesa, embora também com visíveis influências anglo-saxônicas (vide história do seu primeiro ritual simbólico em 1804), o REAA tem sua base doutrinária montada alegoricamente nas Leis da Natureza. Assim, seu espaço de trabalho (sala da Loja) fora idealizado e aperfeiçoado ao longo do século XIX. O Templo do simbolismo no REAA sugere seus limites como um quadrilongo sobre o equador terrestre orientado do Oriente para o Ocidente no seu comprimento e de Norte para Sul na sua largura. O movimento de trabalho se dá entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio demarcados pelas Colunas B e J respectivamente. No sentido longitudinal do espaço, entre as Colunas Vestibulares (B e J) passa uma linha imaginária (equador do Templo) que divide o recinto em dois hemisférios, chamados na Maçonaria como Colunas do Norte e do Sul. Seu piso é a superfície da Terra e o seu teto é a Abóbada decorada com astros e estrelas. Tudo para reproduzir o Mundo como uma oficina de trabalho onde os maçons trabalham incansavelmente para o aperfeiçoamento e o progresso da humanidade.
Com boa parte da sua doutrina de concepção deísta, o Rito Escocês Antigo e Aceito sugere uma senda iniciática baseada na evolução anual da Natureza (seu renascimento, ápice e morte), o que se constitui pelo movimento aparente do Sol na sua eclíptica do ponto de vista da Terra (particularmente do hemisfério Norte).
Com esse desiderato, o Iniciado, como parte integrante da Natureza, se sujeita às suas Leis – nascimento, juventude, maturidade e morte. Assim, nesse teatro iniciático as etapas da vida humana são comparadas aos ciclos da Natureza – primavera, verão, outono e inverno.
Com esse objetivo simbólico, o Candidato primeiro morre para, como Aprendiz, nascer para a Luz. Na trilha do aperfeiçoamento, o Iniciado cresce e se fortifica atingindo, por consequência, a juventude para daí adquirir experiência e alcançar a maturidade. Nessa última etapa deixa para os pósteros a sua obra de sabedoria – perfeita e durável.
Obviamente que todo esse ciclo iniciático objetiva melhorar o ser humano para atingir a máxima de que em se consertando o homem, haverá que se melhorar o Mundo.
Como herdeiros dos canteiros medievais, especulativamente construímos um Templo que se acomoda no interior de cada ser iniciado. É a magia de transformar a P\ B\ em P\ C\ utilizando instrumentos simbólicos hauridos do passado operativo e que hoje são os adereços da ética, da moral e da virtude na Maçonaria.
É bom que se diga que nada do que se passa ou acontece no interior do Templo tem algum fito sobrenatural ou oculto. O que ocorre são lições de exemplo e aplicação de tolerância e de bons costumes adquiridos pela perfeita aplicação das ferramentas.
Todo esse acontecimento memorável se dá pelo advento da Iniciação, Elevação e Exaltação e, para tal há que existir um espaço de trabalho decorado e estilizado para atender todo esse mecanismo simbólico. Assim é que esse sistema de moral foi instituído para ser velado por símbolos e alegorias (Templo).
Nesse sentido, reitero que essa decoração e distribuição de lugares na Loja é simbólica e procura despertar a consciência do homem para o bem e não levá-lo à experiências de ocultismo e nem de crenças e credos particulares.
Com base no hemisfério Norte da Terra, a Coluna da Força está simbolizada no REAA como a Coluna B\, lugar onde tomam assento os Aprendizes. Sentam no topo do norte para seguir os ciclos (estações naturais) da primavera (nascimento) e do verão (adolescência). Essa jornada encontra-se muito bem representada pelas seis primeiras Colunas Zodiacais.
O nome do personagem bíblico B\  que dá nome à Coluna Vestibular  da esquerda de quem entra no recinto significa “na força”, ou “em força”.
Cabe reafirmar mais uma vez que a ocorrência das estações da primavera e do verão nesse ideário maçônico se dão simbolicamente no hemisfério norte da Terra, cuja meia-esfera é onde nasceu a Maçonaria. Nessa alegoria, os Aprendizes, que iniciaticamente buscam a Luz, seguem do topo do setentrião em busca de mais Luz numa jornada que se destina ao meio-dia.
Assim, ao contrário do que menciona a sua questão, o Segundo Vigilante no REAA nada tem a ver com a Coluna B\ e isso pode ser constatado em se observando que a Coluna Vestibular  que marca a passagem do Trópico de Câncer no Templo, fica no Norte e não no Sul. Outra referência para essa afirmativa é a de que a Coluna Zodiacal relativa à constelação de Câncer se coloca no topo da Coluna do Norte (parede norte). Afirma-se assim que B\ (força e apoio) tem a ver mesmo é com o Primeiro Vigilante.
O Segundo Vigilante corresponde à Coluna Vestibular J\, cuja qual marca simbolicamente à passagem do Trópico de Capricórnio ao Sul no Templo (Meio-Dia). A Coluna Zodiacal J\, relativa à constelação de Capricórnio, está localizada no topo da Coluna do Sul. Assim, afirma-se que J\ tem a ver é com o Segundo Vigilante (beleza).
No tocante à chamada dos obreiros para o trabalho, entenda-se que quando o Segundo Vigilante os chama, essa atitude nada tem a ver com a Força que está no Norte. Ele assim procede porque o mesmo ocupa lugar no meridiano do Meio-Dia para acusar a passagem do Sol por esse meridiano. Em síntese, significa que o Sol está no ápice e a iluminação é total, momento em que, dentre outros, traz melhores condições para o trabalho. Esotericamente, a plenitude da Luz está intimamente relacionada à Sabedoria (necessária para entender os planos da Obra). Entenda-se que é dever do Segundo Vigilante chamar e instruir os Aprendizes, porém quem os coloca no labor é o Primeiro Vigilante que no Norte tem junto de si a P\ B\ e as ferramentas.
Joias dos Vigilantes no REAA – quem nivela é o Primeiro Vigilante, enquanto que quem apruma é o Segundo Vigilante.
Historicamente nos canteiros de obra operativos (Maçonaria de Ofício) os cantos das construções eram nivelados e aprumados pelos auxiliares imediatos do Mestre da Obra (não era grau de Mestre). Para tal, antes do inicio dos trabalhos o Mestre solicitava que os wardens (zeladores), mais tarde Vigilantes, assim procedessem. Então ambos percorriam o imenso canteiro nivelando e aprumando os cantos que serviriam de referência para a elevação das paredes. Reitero, um dos ofícios do Primeiro Vigilante era o de nivelar e do Segundo era o de aprumar. Cabia ao Mestre, quando ele entendesse necessário, conferir o esquadro dos cantos. Ao termino nas etapas de trabalho, o mesmo procedimento era comum para se verificar a qualidade dos trabalhos antes de encerrar as atividades no canteiro e pagar os obreiros despedindo-os contentes e satisfeitos.
Desse costume do ofício (Maçonaria Operativa) é que na Maçonaria Especulativa herdou o Esquadro (operativo – com cabo e graduado) como a joia distintiva do Venerável Mestre, o Nível como a do Primeiro Vigilante e o Prumo como a do Segundo Vigilante.
De modo figurado, o Primeiro Vigilante confere os blocos desbastados pelos Aprendizes se certificando da qualidade das pedras preparadas para que eventuais defeitos não comprometam no alicerce o nivelamento das bases para a segunda etapa da obra - a elevação das paredes. Por sua vez, o Segundo Vigilante se certifica se a elevação da obra está a contento, de modo que as paredes assentadas permaneçam na sua verticalidade (Eis que o Senhor tinha um prumo nas mãos...).
De certo modo há duas lições para o iniciado. A primeira é que ele deve adquirir ensinamentos estáveis ao ponto de lhe tornar igual entre os capazes na sociedade – a força e a sustentação dependem dos ensinamentos primários. Por segundo a ação e o trabalho devem ser coroados com uma obra repleta de beleza e de justiça – na elevação da construção o Prumo não pende como as oblíquas.
A Moderna Maçonaria (especulativa por excelência) adotou no básico universal três graus, o do Aprendiz, iniciante no ofício; o do Companheiro, ativo e executor da construção e por fim o Mestre que representa toda a experiência adquirida nos anos do seu ofício.
Do grau de Aprendiz para o grau de Companheiro – “para a perpendicular (fio de prumo) ao nível”. É essa a expressão correta, ou seja usando a preposição “para” no sentido de um adjunto que exprime lugar ao qual alguém ou algo se dirige, ou para onde volta a vista.
No caso é o Aprendiz que, tendo cumprido o seu tempo, se dirige do Norte para o Sul, ou seja, vai do Nível (horizontal) para a perpendicular (vertical), daí ele ir para a perpendicular e não da perpendicular. Figuradamente, o Aprendiz ao cruzar a linha do equador deixa o topo do Norte (final do verão – constelação de Vigem) para agora como Companheiro Maçom se colocar no topo da Coluna do Sul iniciando assim a sua nova jornada no meridião a partir da Coluna Zodiacal que corresponde à constelação de Libra.
A travessia do Norte para o Sul nada mais é do que o cumprimento das etapas da alegoria da Natureza onde o Iniciado, como Aprendiz, renasceu para a Luz na primavera (constelação de Áries) e seguindo seu curso pelo Norte, passando depois pelo Sul, segue para completar a sua jornada no último ciclo natural, o do inverno, mas agora já como Mestre.
Reitero, o Iniciado, do topo do Norte para o topo do Sul, vai do Nível (1º Vigilante - horizontal) para o Prumo (2º Vigilante - vertical). Em se analisando com com cautela o símbolo que vai no avental do Mestre Instalado, observar-se-á que nesse símbolo existem dois segmentos de reta, um na horizontal (nível) e outro na vertical (prumo). O segmento vertical ligado ao centro do segmento horizontal constitui a perpendicular ao nível. Infelizmente, alguns tratam o símbolo nível/prumo por “tau invertido”, provavelmente por mero desconhecimento da origem desse importante símbolo.
Assim, seria mais adequado afirmar que na Elevação o progresso ocorre indo do Nível para a Perpendicular, ou seja indo para a perpendicular ao nível, o que no mínimo resulta na passagem do ambiente mais escuro para o mais claro, ou seja, das sombras do Norte para o ambiente mais iluminado do Meio-Dia. Não a toa que no Segundo Grau, mais luzes litúrgicas se acendem junto às Luzes da Loja, o que em primeira análise representa o homem iniciado mais evoluído – as luzes da Sabedoria afastam as trevas da ignorância. Esse é o propósito da Maçonaria no aprimoramento do Iniciado.


T.F.A.

PEDRO JUK


SET/2019