quarta-feira, 25 de novembro de 2020

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO REAA - EMPUNHANDO A ESPADA DURANTE O FIAT LUX

 

Em 11/06/2020 o Respeitável Irmão Mário L. Caniato, Loja Francisco das Chagas Barros, 2.558, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, solicita a seguinte informação:

 

EMPUNHANDO A ESPADA

 

Estamos enfrentando uma dúvida de ritualística no ritual de Iniciação. Gostaria de saber se há alguma regra quando os Irmãos estiverem apontando as espadas ao recém-iniciado. Deverão estes portar a espada apoiada no antebraço esquerdo? Ou ficaria ape
nas apontando a espada ao recém-iniciado com o braço direito e o braço esquerdo colado no corpo.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

O protagonista ao empunhar a espada em direção ao Iniciando, imediatamente após o Fiat Lux, deve fazê-lo do seu lugar (primeira fileira de cadeiras nas Colunas Norte e Sul) com a mão direita e respectivo braço e antebraço esticados para frente (direção do Iniciando). Nessa ocasião, quem empunha a espada (mão direita) mantém o braço e antebraço esquerdo estendido (caído) ao longo do corpo normalmente.

Apontando a espada, o corpo o corpo deve se manter ereto, quer dizer, a prumo, e os pés em esq.

Como mencionado, os protagonistas ao apontarem as espadas o fazem do seu lugar, portanto não está prevista nenhuma formação semicircular diante do Iniciando.

Quanto ao gesto de apoiar a espada no antebraço esquerdo é pura invencionice e nada tem a ver com a solenidade do momento.

Se essa postura grotesca (apoiar a espada no antebraço esquerdo) estivesse prevista, certamente ela estaria descrita no Ritual e no Sistema de Orientação Ritualística (Decreto 1784/2019 do Grão-Mestre Geral), contudo isso não é mencionado em lugar nenhum.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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NOV/2020

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

PAINEL DA LOJA E O PAVIMENTO MOSAICO NO REAA

 

Em 03/06/2020 o Irmão Aprendiz Erich Silva, Loja Luz do Oriente, 2.625, REAA, GOSP, Oriente de Tremembé, Estado de São Paulo, faz a seguinte pergunta:

 

PAINEL DA LOJA DE APRENDIZ E O PAVIMENTO MOSAICO.

 

Primeiramente espero e desejo que esteja tudo bem com você!

Estou realizando um trabalho sobre o Painel da Loja do Aprendiz, e tenho estudado muito


o seu Livro a Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom. É possível o Irmão me tirar uma dúvida?

O pavimento mosaico, não aparece no painel do Aprendiz para o REAA do GOSP, similar ao usado pelo GOB. Em seu livro é mencionado o Pavimento como um Ornamento que não pertencente ao Painel do Grau 1, apenas que a Orla Denteada é um símbolo que cerca o Pavimento, portanto não seria certo eu escrever sobre o Pavimento Mosaico no trabalho do Painel. A minha dúvida seria essa, colocar ele no meu trabalho ou não, pois vejo alguns trabalhos do Painel do REAA que falam sobre o Pavimento mosaico, sem este estar no desenho.

Desde já agradeço por ter escrito o belíssimo livro.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No tocante ao Pavimento Mosaico, eu não mencionei no meu livro, Exegese Simbólica para o Aprendiz Maçom, que o Pavimento “não pertence” (sic), contudo escrevi que ele “não aparece” no Painel. Nesse contexto, então, o significado é bem diferente.

Assim, embora o Pavimento Mosaico não apareça, ele é mencionado em inúmeros rituais do REAA como um dos Ornamentos da Loja de Aprendiz. A própria segunda instrução do Ritual de Aprendiz do GOB em vigência menciona o Pavimento Mosaico na sua página 175. Do mesmo modo ele aparece na página 22 do mesmo Ritual in 1.3.2 - Planta do Templo.

Dadas essas explicações, vale a pena então mencionar que o Pavimento Mosaico (Moshé – Moisés), não é símbolo unânime na Maçonaria em geral, pois muitos ritos e mesmo rituais o mencionam.

Em se tratando do REAA ele acabou ingressando no corolário simbólico do rito por volta do século XIX, destacando que no primeiro ritual do simbolismo do rito (1804) ele


nem mesmo era mencionado.

Atualmente como parte integrante do simbolismo do REAA, o Pavimento Mosaico deve ocupar rigorosamente todo o piso do espaço ocidental, inclusive no Átrio, tendo a sua construção apresentada de forma oblíqua cujas intersecções, que formam os seus quadrados brancos e pretos em diagonal, como medidas regulares (distância) dos passos do Grau. As linhas oblíquas também marcam a posição dos pés quando colocados em esq (ângulo interno aberto para a frente).

No que tange ao seu simbolismo, em linhas gerais o Pavimento Mosaico (Quadriculado) representa a superfície da Terra e, na Sala da Loja, como o caminho das pedras lavradas por onde passa o Iniciado.

De origem sumeriana, esse pavimento retém uma característica de harmonia ao mencionar que num solo ocupado por homens de diversas raças, credos e religiões, deve sempre reinar a mais perfeita harmonia.

Sob sua característica hermética, em Maçonaria o Pavimento pressupõe os princípios de existência da dualidade e do antagonismo.

Na verdade, esse Pavimento Quadriculado recebeu o nome de Pavimento Mosaico por estar relacionado a uma lenda em que Moisés, durante o Êxodo, assentou no chão do Tabernáculo (templo portátil dos hebreus durante sua peregrinação pelo deserto) pequenas pedras coloridas.

Sob o aspecto etimológico da palavra, o saudoso Irmão José Castellani mencionava que o vocábulo “mosaico”, se usado como substantivo, determinava um pavimento feito de pequenas pedras, cuja disposição das suas cores dava a aparência de desenhos, contudo, se usado como adjetivo ele aludia a Moisés, por extensão ao judaísmo.

O termo Pavimento Mosaico é também conhecido em Maçonaria como Pavimento Quadriculado, cujas referências generalizadas são encontradas como “Chackered Flooring” – A Beautiful Floor of the Lodge.

Reitera-se que esse pavimento no REAA possui construção oblíqua, enquanto que em outros ritos ou trabalhos geralmente ele pode ser encontrado no formato de um tabuleiro de xadrez.

Concluindo, aparecendo ou não no Painel do Grau, o Pavimento Mosaico, ou Quadriculado é um adorno consagrado no REAA, sendo mencionado inclusive nas instruções dos rituais, bem como nas plantas esquemáticas relacionadas à topografia do Templo.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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NOV/2020

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

BORLAS DOS CANTOS DA LOJA

 

Em 26.05.2020 o Respeitável Irmão Alexandre de Lavra Pinto, Loja Heráclito Vitória, 3.168, Rito Brasileiro, GOB-RS, Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

 

BORLAS DO TEMPLO

 

Um Aprendiz me indagou a respeitos das Borlas do Templo.

Revisando e até onde lembro elas são duas, na porta do templo, no término da corda de 81 nós. No livro do Irmão Castellani, Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom, p


ágina 49, parágrafo segundo ele cita apenas duas.

Revisando na internet achei esse site (https://bibliot3ca.com/as-quatro-borlas/), muito bem explicado, a exceção que fala sobre o circumponto, na minha opinião.

O Castellani só resumiu e são realmente as quatro conforme o artigo acima?

O que devemos considerar, as duas ou as quatro?

Na bibliografia do link acima também tem esse artigo muito bom nesse site ao qual sempre confio, como fonte segura (http://www.freemasons-freemasonry.com/don13.html).

Grato meu Irmão e desculpe se pelo incômodo, mas cada vez que me aprofundo nos estudos da nossa Ordem, mas me encanto e mesmo sendo Mestre, cada vez vejo como temos que ler e ler e ler.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em linhas gerais, independente de Rito, se a referência estiver relacionada às duas borlas correspondentes às extremidade da Corda de 81 Nós que ficam junto à porta de entrada, as mesmas geralmente terminam à meia altura de cada lateral interna da porta e ali estão assim dispostas para ornamentar o pórtico da Loja e ao mesmo indicar que a entrada do Canteiro Especulativo (Loja) da Maçonaria sempre estará aberta à evolução da ciência e das artes.

Agora, se a referência estiver se relacionando às quatro borlas que comumente representam a Justiça e a Prudência no Oriente; a Temperança e a Coragem no Ocidente, estas não aparecem fisicamente “penduradas” nos quatro cantos da Sala da Loja (Templo), já que essa alegoria aparece normalmente representada em cada um dos quatro cantos da Orla Denteada (Marchetada) que contorna o conjunto simbólico que perfaz o Painel da Loja.

O mais comum é que essas quatro borlas apareçam como figuras gravadas nos cantos do Painel da Loja e não literalmente pendentes dos quatro cantos altos da sala, até porque o Painel, com seu conjugado simbólico, tem sido a representação da Loja conforme o Grau de trabalho.

Por fim, cabe destacar que as quatro borlas são símbolos originais da Maçonaria anglo-saxônica e são mencionadas geralmente nas explanações da Tábua de Delinear. Para os ritos de origem francesa (latina) esses símbolos não são originais, contudo, acabaram aparecendo indevidamente nas instruções latinas ao ponto de se tornarem consuetudinários. O mais apropriado para ritos latinos seriam apenas as duas borlas que ficam nas extremidades da Corda de 81 Nós.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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NOV//2020

terça-feira, 3 de novembro de 2020

O SUBSTITUTO PRECÁRIO DO 2º VIGILANTE NO REAA

 

Em 25/05/2020 o Respeitável Irmão Adriano Silveira, Loja Joaquim Rodrigues D'Abreu, sem mencionar o nome do Rito, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a questão seguinte

 

SUBSTITUIÇÃO EM SESSÃO DO 2º VIGILANTE.

 

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar a sua contribuição para os assuntos Maçônicos. Obrigado, por muitas vezes, ter dirimido as minhas dúvidas e de todos os Irmãos que acompanham os seus meios (canais) de comunicação. Meu nome é Adriano Também me orgulha muito em ter o nosso atual 1º Vigilante Flavio Radamarker (meu Irmão Gêmeo). Atualmente represento a minha Loja e o nosso Estado junto a SAFL, no cargo de Deputado Federal. Não querendo incomodar o valoroso Irmão que aqui vos escrevo, gostaria


se possível saber da sua opinião sobre a seguinte questão: Na falta temporária do Irmão 2º Vigilante em uma sessão. Por tradição, quem deve assumir o cargo como Ad-Hoc? Desde já meus cumprimentos e admiração.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em se tratando do REAA, numa eventual ausência do Segundo Vigilante, quem o substitui precariamente é o Segundo Experto. Este, por ocupar lugar na Coluna do Sul e próximo ao meridiano do Meio-Dia tem sido o substituto ocasional.

Destaco que esta não é obrigatoriedade de ofício do Primeiro Experto como muitos acham, alegando uma questão de hierarquia em relação ao Segundo Experto. Nada disso tem a ver.

Há que se mencionar que o titular da segunda vigilância pode estar ausente por duas possibilidades: uma devido a sua própria falta à sessão e outra se estiver preenchendo o cargo do Primeiro Vigilante no caso da sua ausência.

Assim, o imediato substituto do Segundo Vigilante é, como dito, o Segundo Experto.

Isso é consuetudinário e é parte dos usos e costumes do REAA. Vem desde quando foi inserido a figura dos Expertos nos primórdios dos seus rituais.

Cabe mencionar que os Expertos são cargos naturais da Maçonaria Francesa (latina).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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NOV/2020

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

BOAZ - SIGNIFICADO DA PALAVRA

 

O Irmão Bruno Leonardo Baldo Gonçalves, Aprendiz Maçom da Loja Filhos do Pelicano, REAA, GOB-PR, Oriente de Cianorte, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PALAVRA SAGRADA

 

Sou Aprendiz Maçom e estou fazendo meu trabalho para aumento de salário sobre a palavra sagrada, pois sempre fico me perguntando o que significa? Por que essa palavra? Assim fiz algumas pesquisas, inclusive muitas em seu blog, pedi ajuda a alguns irmãos Mestres e obtive bastante material, porém não consegui entender ainda o que significa a palavra BOO


Z, qual seria seu significado na íntegra da palavra. Vi em um post no blog o porquê tem BOOZ e BOAZ. mais com minha inquietude de Aprendiz fico me perguntando o que significa as duas palavras.

Bom, como sei que o Irmão é conhecedor de muita coisa da maçonaria, gostaria se possível me ajudasse.

 

CONSIDERAÇÕES

 

BOAZ é o nome de um personagem bíblico mencionado no Antigo Testamento. Tido como um judeu morador de Belém e pertencente à Tribo de Judá, era um homem rico e respeitado proprietário de terras em Belém. A sua história é encontrada no livro de Rute em Rt. 2:1-3 e 1 Cônicas 2:12.

Segundo a descrição bíblica, BOAZ era filho de Salmom e pai de Obed, sendo o bisavô do rei Davi.

BOAZ, por ter sido, segundo a genealogia bíblica, trisavô do Rei Salomão, também aparece dando nome a uma das Colunas Vestibulares do Templo de Jerusalém.

Nome de origem hebraica, BOAZ, segundo alguns autores, significa “rapidez”, contudo, esse significado se altera quando se apresenta junto a uma outra palavra título. Assim, Boaz também significa “na força” ou “em força”.

De acordo com estudiosos, BOAZ, se utilizado como termo complementar de JAQUIM (nome da outra Coluna e que significa “Ele”, ou “Deus” estabelecerá) forma a seguinte frase: “Ele” (Deus) estabelecera com força.

Em primeira análise isso significa o estabelecimento por Deus do Reino de Israel.

Destaco que a leitura em hebraico é feita no sentido da direita para a esquerda.

Vale mencionar que o nome BOAZ também aparece na bíblia, conforme a versão, como BOOZ. Na verdade, trata-se de um equívoco de escrita na tradução da versão latina da Bíblia, conhecida como Vulgata. Já na versão Septuaginta (dos Setenta), do hebraico paro o grego, o nome é grafado como BOAZ.

Cabe mencionar que grafia BOOZ não se coaduna com a escrita hebraica (origem desse nome) já que nesse vernáculo não existem vogais dobradas.

De fato, BOOZ é um erro de grafia na Vulgata que a Igreja resolveu não corrigir em respeito a São Jerônimo, o tradutor da Bíblia para a língua latina.

Comentários a parte, racionalmente não se justifica homenagear alguém perpetuando um erro (informações mais completas a respeito veja no Blog do Pedro Juk – http://pedro-juk.blogspot.com.br - título: BOOZ ou BOAZ?).

Em Maçonaria B, de modo igual também aparece como o nome dado a uma das Colunas do pórtico do Templo. Particularmente o REAA segue alegoricamente a mesma disposição das Colunas do lendário Templo de Jerusalém e descrita em I Reis 7:15-22; II Reis 25:17; II Crônicas ou Paralipômenos 3:15-17 e 4:12-13.

Eram essas as considerações apropriadas para essa ocasião.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2020

terça-feira, 27 de outubro de 2020

REAA - LITURGIA DA TRANSMISSÃO DA PALAVRA.

 

Em 26.10.2020 um Respeitável Irmão do GOB-ES, Oriente de Vitória, Estado do Espírito Santo formula a seguinte questão pertinente ao REAA:

 

PRÁTICA RITUALÍSTICA NA TRANSMISSÃO DA PALAVRA.

 

Eminente e estimado irmão Pedro Juk. Preciso de mais um socorro seu: Diz o Ritual que, na transmissão da Palavra Sagrada, “O 1º Diácono sobe os degraus do Trono, pelo lado norte...”

Dúvida: Sobe pelo lado norte no sentido norte-sul, ombro direito do Venerável Mestre, (tendo eventualmente uma autoridade entre ele e o Venerável Mestre) ou sobe pelo lado norte, mas na parte frontal do trono, ficando de frente para o Venerável Mestre (quase face a face)?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Deixei isso bem claro no Sistema de Orientação Ritualística – GOB Ritualístic
a, item 42.

Nesse sentido, a transmissão se dá pelo lado norte do altar e sob nenhuma hipótese pela frente. Se na oportunidade a cadeira da direita do Venerável estiver ocupada por quem de direito, o ocupante se afasta um pouco para dar lugar para o procedimento entre o Diácono e o Venerável.

Reitero que o ato ritualístico da transmissão nessa oportunidade, se dá pelo lado norte do altar (ombro direito do Venerável). Nessa ocasião o Venerável e o 1° Diácono ficam de frente um para o outro - o Venerável para tal se volta ao Diácono, e nunca o Diácono que se coloca pela frente do Altar, tendo a mesa (altar) entre ambos.

É bom que se diga que o Decreto1469/2016 do GOB que regulamenta a ocupação das cadeiras de honra menciona apenas “duas” cadeiras, uma à direta do trono e outra à esquerda, nenhuma mais. Portanto, na transmissão da palavra é muito mais razoável que o ocupante da cadeira dê espaço para o ato litúrgico da transmissão do que o Diácono ficar se equilibrando sobre o último degrau do sólio pela frente do altar.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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OUT/2020

domingo, 11 de outubro de 2020

VISITANTE DE OUTRO RITO

 

Em 22/05/2020 o Respeitável Irmão José Antônio Wengerkiewicz, Loja União 3ª Luz e Trabalho, 664, REAA, GOB-SC, Oriente de União da Vitória, Estado de Santa Catarina, solicita esclarecimentos para o que segue:

 

VISITANTE – SINAL DE OUTRO RITO.

 

Solicito que me auxilie na seguinte questão/dúvida. Ao visitarmos Loja de outro Rito, devemos fazer os sinais da Loja visitada ou do nosso Rito, mormente quando se é Aprendiz


. Nesses 31 anos de iniciação, talvez por ignorância de minha parte, não achei norma sobre tal procedimento.

Agradeço a atenção.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Conforme nomeia o Art. 217 do Regulamento Geral da Federação, o maçom regular tem o direito de ser admitido nas sessões que permitem visitantes até o grau simbólico que ele possuir.

Destaca ainda esse mesmo Art. no seu parágrafo único: “O visitante está sujeito à disciplina interna da Loja que o admite em seus trabalhos e é recebido no momento determinado pelo Ritual respectivo.

Desse modo, sob o ponto de vista do Diploma Legal mencionado, o visitante deve se sujeitar às normas da Loja visitada, pois é o que exprime a expressão: “estar sujeito à disciplina...”.

A bem da verdade, a palavra “disciplina” faz referência nesse contexto à resolução que convém ao funcionamento regular da Loja, sempre observados seus preceitos e normas, isto é, o de se submeter ao regulamento.

Em se tratando de Irmãos visitantes, há que antes se lançar mão do bom senso, ou seja, estar informado do Rito que a Loja a ser visitada pratica. Assim, se o visitante não conhecer o Rito praticado, pelo menos procurar antes informações a respeito e até mesmo aprender.

Desse modo, recomenda-se que o visitante evite situações de última hora, chegando com antecedência, de tal maneira a antes aprender as regras ritualísticas da Loja visitada. Esses detalhes são importantes e previnem futuras situações embaraçosas.

Existe um aspecto importante na ritualística, a qual é seguir a proposta doutrinária dos trabalhos (forma de se trabalhar do Rito). Com isso, uma sessão aberta em um determinado Rito deve produzir uma liturgia conforme o seu ritual.

Partindo dessa premissa é que todos os presentes na sessão de uma Loja aberta, inclusive visitantes, devem trabalhar conforme a liturgia do Rito praticado pela Loja anfitriã.

Por óbvio que isso não poderia ser o contrário e é por isso que o visitante se sujeita às regras da Loja que o admite – entre essas regras está o de seguir o Rito que ela adota.

Assim, em tudo deve imperar o bom senso, tanto por conta do visitante como por conta do visitado. O visitante se sujeitando às regras do anfitrião, e o visitado se dispondo, com afinco e gentileza, explicar os procedimentos conformes e necessários.

Encerrando esses comentos, nunca é demais lembrar que “bom senso” é uma qualidade que reúne noções de razão e sabedoria, pautando as ações conforme as regras e costumes apropriados para um determinado contexto.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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OUT/2020