quinta-feira, 13 de julho de 2023

SETE MESTRES E O VENERÁVEL MESTRE

Em 01/04/2023 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Sabedoria, Equilíbrio e Poder, 4407, REAA, GOB, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta o que segue:

 

SETE MESTRES

 

Gostaria da explicação sobre o seguinte:

Diz o ritual que para abrir uma sessão em uma loja maçônica é necessário a presença de sete mestres. Entre esses mestres, não estão presentes nenhuma das luzes da Loja. Um irmão usou da palavra falando que qualquer um dos mestres poderia assumir o veneralato e ou vigilâncias, já que no grau 3 somos chamados de irmão Venerável.

Inclusive mencionou que consta na constituição maçônica a qual é superior a um decreto.
Sabemos que na constituição maçônica estão as leis e o que estamos discutindo é ritualística.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

É mesmo lamentável que Irmãos usem da palavra para levantar esse tipo de discussão na Loja. Ora, dos sete Mestres necessários para abrir uma Loja, três deles devem ser as Luzes da Loja. Meu Deus, isso é um Landmark - uma Loja é dirigida por três Luzes, um Venerável Mestre e dois Vigilantes.

À vista disso, nossos regulamentos preveem que toda a diretoria da Loja seja regularmente eleita. Independente do rito praticado, entre os eleitos obrigatoriamente estarão as Luzes da Loja – três governam a Loja, cinco a compõe e sete a completam. Inclusive, nesse contexto, o Venerável Mestre deve passar pela cerimônia de Instalação.

Não se pode confundir o tratamento de Venerável Irmão dado aos Mestres em Câmara do Meio, com o cargo de Venerável Mestre que, em Loja de Grau 03 possui o tratamento de Respeit Mestre, enquanto as demais Luzes são chamadas de VVenerab IIr.

De resto, sinceramente não vale a pena perder mais tempo com questões como essa. Vale lembrar que que nenhuma Loja será regular se não possuir suas três Luzes eleitas e empossadas conforme a legislação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUL/2023

terça-feira, 11 de julho de 2023

CALENDÁRIO DA LOJA E PEDIDO DE RETORNO DA PALAVRA

Em 30.03.2023 o Respeitável Irmão Antonio Nagib Barbosa, Loja Vigilância e Fraternidade, REAA, GOB-GO, Oriente de Inhumas, Estado de Goiás, apresenta o seguinte:

 

CALENDÁRIO DA LOJA

 

 Novamente venho trazer algumas dúvidas que, se possível, gostaria que o senhor pudesse elucidar:

Existe alguma obrigatoriedade que as Lojas realizem Sessões de Companheiros e/ou Mestres? Pergunto isso porque nossa Loja tem realizado apenas Sessões de Aprendiz e, quase nenhuma de Mestres. Nossa Loja não tem Companheiros.

Durante o giro da palavra (Ordem do Dia ou Palavra a Bem e da Ordem), quando um Irmão de outra Coluna, ou mesmo da minha Coluna, argumenta, questiona ou apresente dúvidas sobre algum comentário que eu já tenha feito, como eu faço para utilizar a palavra novamente?

Antecipadamente Muito Obrigado pela sua atenção.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Calendário da Loja - Todas as Lojas devem elaborar e aprovar o seu calendário anual de trabalho. Obviamente que a o calendário deve contemplar sessões para os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

                     Por via de regra, os regulamentos das Obediências prevêem a realização de um número mínimo para sessões do 3º Grau. Em caso de dúvida a esse respeito o Orador da Loja, que é o responsável pelo andamento legal dos trabalhos, deve consultar a Secretaria Estadual da Guarda dos Selos no sentido de obter informações sobre o número mínimo de sessões de Mestre a serem realizadas no exercício.

Nessa conjuntura, todos os graus são importantíssimos para a formação do maçom, portanto, a Loja deve contemplar no seu calendário sessões inerentes aos três graus do simbolismo, mesmo que eventualmente possa não existir no quadro Irmãos Aprendizes ou Companheiros. O que regula o número de sessões é o calendário da Loja, cujo qual deve ser discutido pelo quadro e aprovado nos conformes da lei.

Retorno da Palavra - Em se tratando dessa questão, caso ela ocorra nas Colunas, pede-se o retorno ao respectivo Vigilante. Este, por sua vez, transmitirá o pedido diretamente ao Venerável Mestre que então avaliará criteriosamente a necessidade de autorizar a volta da palavra.

O retorno da palavra possui caráter esporádico, devendo o Venerável somente autorizar mediante necessidade premente, longe de ser uma prática corriqueira.

No Oriente o pedido de retorno da palavra será feito diretamente ao Venerável Mestre. O critério de autorizar ou não será o mesmo utilizado nas colunas.

Caso o retorno da palavra seja autorizado, em qualquer situação ela deverá recomeçar em giro completo, ou seja, independentemente de onde alguém a pediu novamente, sua volta se dará sempre a partir da coluna do Sul.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK

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JUL/2023

 

segunda-feira, 10 de julho de 2023

CIRCULAÇÃO DA BOLSA NA AUSÊNCIA DE COMPANHEIROS

Em 28.03.2023 o Respeitável Irmão Décio Fraga Júnior, Loja Nilson Alves Garcia, 2033, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte.

 

CIRCULAÇÃO DA BOLSA.

 

Gostaria de mais uma gentileza sua quanto a uma dúvida.

Circulação do Saco de Propostas e Informações e Tronco de Beneficência.

Não tendo Companheiro Maçom na Coluna do Sul, o Irmão que está exercendo as suas funções, tem que após passar pela Coluna do Norte, passando pelo último Mestre Maçom da
Coluna do Norte, deve circular o Painel e voltar aos Aprendizes para finalizar a coleta?

Fui em uma loja e aconteceu este fato que achei estranho.

Está correto a situação?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Não havendo Companheiros presentes, e o titular responsável pela coleta se encontrar cumprindo o seu ofício na Coluna do Norte, o mesmo, ao concluir a coleta dos Mestres, não precisa se deslocar até Sul para em seguida retornar ao Norte. Nessa condição, pela ausência Companheiros, o titular passa imediatamente a efetuar a coleta dos Aprendizes.

Dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar, como relata o Irmão, é algo no mínimo estranho e de fato desnecessário.

 

E.T. – Me comove e emociona ao ver uma Loja que em homenagem póstuma possui o nome do meu saudoso Irmão Nilson Alves Garcia.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2023

PLENITUDE MAÇÔNICA E PLENITUDE DOS DIREITOS MAÇÔNICOS

 

Em 25/03/2023 o Respeitável Irmão Marcos Roberto Baliscei, Loja Obreiros Adonhiramitas, 104, Rito Adonhiramita, Grande Oriente do Paraná (COMAB), Oriente de Maringá, Estado do Paraná, solicita esclarecimentos.

 

PLENITUDE MAÇÔNICA

 

Questiono: Qual a diferença entre PLENITUDE MAÇÔNICA e PLENITUDE DOS DIREITOS MAÇÔNICOS?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

A plenitude maçônica significa que o obreiro, ao alcançar o 3º Grau, chegou à integralidade dos seus direitos. No caso da Maçonaria, a plenitude também é a chegada ao ápice da jornada iniciática do simbolismo, ou seja, quando o maçom recebe a chave da Grande Iniciação.

                      Nesse contexto, o que não se pode confundir é plenitude (integralidade) maçônica com o alcance dos graus superiores, até porque esses altos graus se diferenciam em número de acordo com os ritos que os praticam. Graus acima do de Mestre Maçom não alteram a conduta iniciática da Maçonaria Universal (Aprendiz, Companheiro e Mestre).

À vista disso, nenhum rito maçônico é melhor que o outro por possuir mais ou menos graus acima do 3º Grau. Vale lembrar que existem ritos que nem mesmo possuem graus acima do 3º e nem por isso são considerados menos qualificados.

Desse modo, na esteira do 3º Grau todos os maçons são iguais no mestrado. É por isso que as Obediências Simbólicas abrigam apenas os três graus que compõem a Maçonaria Universal (Aprendiz, Companheiro e Mestre).

Concluindo, "plenitude maçônica" é o alcance do 3º Grau no simbolismo, ou Maçonaria Universal, enquanto que "plenitude de direitos maçônicos" são os direitos constitucionais maçônicos garantidos àquele que alcançou a plenitude maçônica de Mestre Maçom.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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JUL/2023

 

sexta-feira, 7 de julho de 2023

POSIÇÃO DO PAINEL DO GRAU EM LOJA DO REAA

Em 24.03.2023 o Respeitável Irmão Juliano C. Vasconcellos, Loja Itaipu, 2226, REAA, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

POSIÇÃO DO PAINEL DO GRAU

 

Em nossa loja os painéis do Grau ficam dispostos em um suporte e que, de acordo com o grau, o irmão Mestre de Cerimônias assim o mostra de acordo com o grau em que nossa oficina trabalha. 

Minha dúvida é a seguinte:

Esse suporte, onde é o lugar correto?

No topo do pavimento mosaico próximo ao oriente ou na parte mais ocidental do mesmo pavimento mosaico?

Em nossa Loja o suporte fica na parte mais ocidental do pavimento mosaico (foto anexo), de forma que o mestre de cerimônia contorna em sentido horário o pavimento, desvira o painel
correspondente e segue ao seu lugar sem passar por cima do pavimento mosaico.

Em visita a uma loja também jurisdicionada ao GOB RJ e do mesmo rito que o nosso (REAA), os irmãos posicionam esse suporte no topo do Pavimento mosaico, na parte mais próxima ao oriente. De forma que o Mestre de Cerimônias, após acompanhar o irmão Orador circula no sentido horário o pavimento, posiciona-se sobre linha imaginaria do Equador na parte mais ocidental do pavimento mosaico, caminha sobre o pavimento mosaico até o suporte, desvira o painel do grau e sai logo a esquerda do suporte.

A questão é: tem certo ou errado?

Em anexo envio uma imagem do nosso templo e o local onde posicionamos o suporte com os painéis do Grau. Na parte mais ocidental do Pavimento Mosaico.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No REAA o Painel do Grau inquestionavelmente é exposto em um dispositivo apropriado sobre o eixo imaginário do Templo no centro do Ocidente.

O Pavimento Mosaico, cujos quadrados brancos e pretos ficam dispostos de maneira oblíqua, recobre todo o espaço ocidental (colunas do Norte e do Sul) da Loja e não apenas um espaço restrito de forma retangular que fica entre colunas ao centro – vide a disposição do Pavimento Mosaico e do Painel do Grau na página 22 do Ritual de Aprendiz do REAA em vigência no GOB.

Corrigido desde 1996, o pequeno retângulo feito um tabuleiro de xadrez que imitava o Pavimento Mosaico não mais existe nas Lojas do REAA no GOB, devendo o Pavimento recobrir todo o piso ocidental do recinto.

Assim, as circulações no Ocidente são feitas no sentido horário sempre que alguém necessite passar de uma para outra coluna.

Ingressa-se no Oriente a partir da coluna do Norte pela banda próxima ao Orador (nordeste) e dele se sai pela banda próxima ao Secretário (sudeste) em direção à coluna do Sul. Isso pode ser constatado na página 42 do ritual de Aprendiz do REAA vigente, assim como no SOR – Sistema de Orientação Ritualística criado pelo Decreto 1784/2019 e hospedado na página oficial do GOB.

Ao finalizar, reitera-se que o Pavimento Mosaico recobre todo o piso ocidental da Loja e não apenas um retângulo centralizado. A vista disso, o Painel do Grau fica exposto em um aparelho (suporte) apropriado sobre o Pavimento, ao centro do Ocidente.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JULHO/2023

terça-feira, 4 de julho de 2023

ASSENTO NO ORIENTE E O LUGAR DOS MESTRES INSTALADOS

Em 23.03.2023 o Respeitável Irmão Rubens C. Batista, Loja Constância, 1147, REAA, GOB-SP, Oriente de Campinas, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

ASSENTO NO ORIENTE

 

Se possível, esclarecimentos sobre que tem direito a ocupar lugar no Oriente da Loja Simbólica.

"Mestres Maçons, detentores da Comenda Dom Pedro I, com tratamento de Sapientíssimo, tem direito de tomar assento no Oriente? Em caso, positivo, qual seria o lugar correto?"

Acredito que tomam assento no Oriente:

Venerável Mestre, as Dignidades do Orador e do Secretário, Mestres Instalados (Veneráveis/Ex-Veneráveis) e Autoridades maçônicas, por fim os Oficiais que por dever de ofício ali tomam assento – Primeiro Diácono, Porta Espada, Porta Bandeira e Porta Estandarte.

Entendo que Mestre Maçom, que tem *tratamento de Sapientíssimo*, portanto, não é Mestre Instalado, não teria direito de assento no Oriente, mas ficam aqui as dúvidas de alguns Irmãos!

Agradeço suas orientações sobre este assunto! Logo, teremos muitos Irmãos nessa situação!

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Antes de tudo eu gostaria de registrar que o Oriente da Loja não é exclusivamente lugar para Mestres Instalados, até porque Mestre Maçom Instalado, conforme menciona o Art. 42 do RGF é uma categoria especial honorífica concedida àqueles que foram eleitos para exercer o veneralato de uma Loja. Portanto, Mestre Instalado é o mesmo que um ex-Venerável e não um grau iniciático. O franco-maçônico básico, conhecido como simbolismo, possui apenas e tão somente três graus, Aprendiz, Companheiro e Mestre. Isso é ponto pacífico.

                      Se a regra fosse de que no Oriente ingressassem apenas Mestres Maçons Instalados, então o Orador, o Secretário, o 1º Diácono, o Porta-Bandeira, o Porta-Espada, o Porta-Estandarte, e outros que por ali circulassem, obrigatoriamente também teriam que ter título honorífico de Mestre Instalado. Todavia, para ocupar esses cargos, ou mesmo circular pelo Oriente, o suficiente é ser um Mestre Maçon.

No contexto iniciático do REAA, o Oriente é reservado aos Mestres Maçons porque ele simboliza o final da jornada de aperfeiçoamento, cabendo ao iniciado antes passar pela cerimônia de Exaltação até alcançar o 3º Grau. Graças a isso é que Aprendizes e Companheiros ocupam as Colunas do Norte e do Sul respectivamente, ou seja, transitam apenas pelo Ocidente da Loja.

Historicamente, nos primórdios do simbolismo do REAA na França (1804), não havia Oriente elevado e separado. No início o piso da Loja era todo no mesmo nível. Isso só mudou com o advento das Lojas Capitulares, onde o Oriente separado e elevado era reservado apenas àqueles que possuíssem o 18 grau, ápice do Capítulo Rosa Cruz no escocesismo. Nessa conjuntura, o Athersata, dirigente do Capítulo, era também o Venerável Mestre da Loja simbólica. Assim, o capítulo ocupava o Oriente e o simbolismo ficava restrito apenas ao Ocidente.

Quando o sistema de Lojas Capitulares definitivamente desapareceu, no final do século XIX e início do XX, o simbolismo passou a ocupar todo o espaço da Loja, de tal maneira que o Oriente elevado e separado agora seria privativo dos Mestres Maçons e, por extensão, dos Ex-Veneráveis (Mestres Instalados) e das autoridades maçônicas, obviamente todos detentores do 3º Grau.

À vista disso, no caso de um Irmão com o tratamento de Sapientíssimo - que certamente é um Mestre Maçom - ocupa lugar no Oriente junto às autoridades abaixo do sólio, ou mesmo, conforme as circunstâncias, ocupando uma das duas cadeiras de honra que ladeiam o trono - vide o Decreto 1469/2016 que regulamenta a ocupação das duas cadeiras de honra que ladeiam o trono.

Ao finalizar, vale ressaltar que um Mestre Maçom da 5ª faixa (RGF, Artigos 219 e 220), portador da Comenda D. Pedro I, também tem o tratamento de Sapientíssimo Irmão, portanto ocupa o Oriente da Loja, mesmo que não seja efetivamente um Mestre Maçom Instalado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2023

 

segunda-feira, 3 de julho de 2023

POSTURA DO COBRIDOR, SAUDAÇÃO MAÇÔNICA E SUBSTITUTO DE CARGO

Em 22.03.2023 o Respeitável Irmão Edson dos Santos, Lojas Sabedoria, Equilíbrio e Poder, 4407 e Regeneração Sul Bahiana, 994, ambas do REAA, GOB-BA, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta as dúvidas seguinte:

 

POSTURA DO COBRIDOR, SAUDAÇÃO E SUBSTITUTO.

 

1 - Ao cobrir o templo por momentos para um Irmão, qual a postura do Cobridor?

2 - Na saudação e no encerramento dos trabalhos, estando presente um irmão sapientíssimo, ele será o primeiro a ser mencionado? Isto é, antes do Venerável?

3 - Estando ausente o 1⁰ Vigilante, o Venerável de honra pode presidir a sessão?

 

CONSIDERAÇÕES

 

1 - Existem várias situações que podem acontecer nesse contexto, portanto não dá para abordar um a um dos casos possíveis. Creio que as situações por si só definem o procedimento a ser adotado. Seria um excesso de preciosismo trazer por escrito cada uma dessas possibilidades.

Em linhas gerais, o Cobridor, com a espada em ombro-arma, deve se dirigir à porta, abrindo-a para a saída do retirante temporário, fechando-a em seguida antes de volta ao seu lugar. No momento requisitado para o retorno do retirante, assumindo a mesma postura o Cobridor abre a porta para o ingresso e, antes de retomar o seu lugar fecha-a novamente. Outras informações a respeito podem ser encontradas no SOR – Sistema de Orientação Ritualística hospedado na página oficial do GOB.

2 – Inicialmente vale mencionar que o modo protocolar de se dirigir a Loja não é saudação maçônica, até porque em se tratando de saudações em Loja o Ritual de Aprendiz do REAA prevê na sua página 42 que saudações em Loja são feitas apenas ao Venerável Mestre quando se ingressa ou se sai do Oriente, ou ainda às Luzes da Loja quando de uma entrada formal (após a Marcha do Grau).

Assim, sem confundir o ato de se dirigir à Loja com saudação maçônica, estando presentes na sessão o Soberano Grão-Mestre Geral, ou o Sapientíssimo Grão-Mestre Geral Adjunto, ou outros Sapientíssimos, ou ainda outras autoridades, quem for usar a palavra deve protocolarmente à Ordem se dirigir por primeiro às Luzes da Loja (Venerável, 1º e 2º Vigilantes) e depois ao Soberano, Sapientíssimo ou outra autoridades. Em qualquer situação, menciona-se por primeiro os que estiverem de posse dos respectivos malhetes. Outras informações nesse sentido podem ser encontradas no SOR.

3 – A falta de duas das Luzes eleitas para dirigir a Loja me parece ser uma situação bastante anormal, embora ela possa ocorrer esporadicamente. Mesmo que de modo não muito apropriado, em um caso desses o 2º Vigilante preenche o cargo do 1º Vigilante faltoso, enquanto que o 2º Experto ocupa o lugar do 2º Vigilante. O ex-Venerável mais recente da Loja é quem substitui o Venerável titular ausente. Em uma sessão ordinária, se estivesse presente o 1º Vigilante seria ele quem substituiria o Venerável Mestre ausente.

Concluindo, a vista disso, não dá para escrever regulamentos prevendo todas as inúmeras situações que podem porventura ocorrer no desenrolar dos trabalhos maçônicos. O que precisa ter é bom senso, pois nem tudo é possível estar escrito.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2023