quinta-feira, 24 de outubro de 2024

MESTRE INSTALADO - DECRETO DE 1968

Em 21.02.2024 o Respeitável Irmão Vanderley Schaly, Loja Cavaleiros do Templo, 2664, REAA, GOB-GO, Oriente de Rio Verde, Estado de Goiás, apresenta o que segue:

 

DECRETO DE 1968.

 

Já li seus comentários a respeito do Mestre Instalado, inclusive tem um que fala sobre o Decreto, novamente levantou-se o polêmico assunto na Loja referente ao uso das iniciais M I na assinatura do ex Venerável e um Ir, apresentou o decreto de 11/06/1968, nº 2085. Qual é a sua consideração a respeito do assunto? Segue o decreto em anexo.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Veja, salvo se eu estiver enganado - pelo que me penitencio - eu nunca disse que o Mestre Maçom Instalado não poderia se utilizar da sigla MI. O que eu tenho sempre dito é que MI não é um grau iniciático, porém é uma categoria especial honorífica (Art. 42 do RGF) e uma autoridade da Faixa 1 (Art. 219, § 2º, I do RGF).

        À vista disso, eu, particularmente, prefiro não usar as iniciais M I porque Mestre Maçom Instalado não é grau. Sendo assim, eu entendo que seria mais bem apropriado somente utilizar apenas da sigla M M - como eu comumente faço. Reitero, isto é, a minha opinião.

Quanto àqueles que preferirem usar a sigla M I, ora, simplesmente basta que a usem. Entendo que deve ficar a critério de cada um, pois o Decreto 2085 de 1968 é claro ao mencionar na sua súmula que "permite usar", não afirmando que "tem que usar".

O que eu continuo reafirmando é que Mestre Instalado não é grau iniciático. No GOB, a cerimônia de instalação somente foi inserida no REAA (e em outros ritos também) em 1968 por Álvaro Palmeira e depois sacramentada por Moacyr Arbex Dinamarco.

Assim, não estou afirmando que a cerimônia de instalação não existe, pois pelo tempo que ela se encontra em uso no GOB - desde 1968 – sem dúvida ela é uma realidade consuetudinária.

O RGF trata Mestre Instalado como uma categoria especial honorífica e o Decreto 2085/1968 menciona que por ter sido eleito Venerável Mestre, o Mestre Instalado tem o direito de usar esta sigla, porém não há obrigatoriedade

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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OUT/2024

 

sábado, 19 de outubro de 2024

CORREÇÕES NA ABÓBADA CELESTE - REAA

 

Em 20/02/2024 o Respeitável Irmão Juliano L. Bochi Brum, Loja Obreiros da Arte Real, 3932, GOB-RS, Oriente de Santiago, Estado do Rio Grande do Sul, faz a seguinte apresentação.

 

ABÓBADA CELESTE

 

Atualmente estou 1º Vigilante e coordenando, junto com outros irmãos do quadro, a pintura simbólica e a organização luminosa da abóbada celeste do nosso Templo. Na busca de materiais mais específicos, encontrei e realizei a leitura de seu artigo, Abóbada do Templo Maçônico - REAA, aonde referes a existência de um anexo: plano de teto do Templo.

Gostaria, portanto, se possível, acesso completo ao referido material - anexo, para fins de melhor elucidação do conteúdo e condução do estudo proposto.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Em relação ao anexo, lamento, mas não o tenho mais. Acabou se perdendo com o tempo.

De qualquer forma, recomendo que se siga a decoração da abóbada constante no Ritual de Aprendiz em vigência do REAA/GOB, com as seguintes ressalvas: 

 

a)    Retirar uma estrela de cor vermelha que aparece ao Sul, próxima ao planeta Saturno. Deve ser retirada, pois a Estrela Flamejante não é parte do mapa estelar da abóbada, tanto que ela fica pendente do teto e não nele fixada;

b)    Outra ressalva é corrigir a constelação da Ursa Maior. O conjunto estelar deve possuir sete estrelas e não cinco. Vale lembrar que termo "setentrião", como região relativa ao hemisfério Norte da Terra, relaciona-se ao número sete, que é a quantidade de estrelas que formam esta constelação;

c)    Entre Arcturos e a constelação da Ursa Maior deve ser acrescentada a Estrela Polar, referência importante de orientação no hemisfério Norte. É uma das estrelas que constituem a constelação da Ursa Minor (Menor);

d)    Sete é número de estrelas que formam as Plêiades. Junto com o Cinturão de Órion (3) e as Híades (5), elas representam os números identitários dos graus de Aprendiz (3), Companheiros (5) e Mestres (7);

e)    Saturno deve ser representado tendo com nove luas ao seu redor;

f)     A Lua, ao Ocidente, em quarto crescente no hemisfério Norte, deve se parecer com a letra “D” não “C”.

Estas correções estarão presentes na abóbada no novo ritual de Aprendiz do REAA previsto para esse ano (2024).

Finalmente, vale lembrar que a disposição estelar estilizada da abóbada celeste se refere ao firmamento do hemisfério Norte, o mesmo em que nasceu o REAA.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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OUT/2024

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

ESCRUTÍNIO SECRETO NA ORDEM DO DIA?

Em 19/02/2024 o Respeitável Irmão Jefferson Paião, Loja Segredo e Lealdade, 990, REAA, GOB-RO, Oriente de Ji-Paraná, Estado de Rondônia, formula a seguinte questão:

 

ESCRUTÍNIO SECRETO

 

Minha dúvida é se o processo (leitura das sindicâncias e circulação) do escrutínio secreto é realizado antes ou dentro da Ordem do dia no REAA?

Pois alguns irmãos me falam que é dentro da Ordem do dia, porém no Ritual de 2009 do REAA, se entende que é antes da ordem do dia.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

                Como está previsto no ritual em vigência e assim será no novo ritual previsto para esse ano (2024), o Escrutínio Secreto, depois de marcado com antecedência pelo Venerável Mestre, ocorre em período próprio, ou seja, antes da Ordem do Dia, e dele só participam Irmãos regulares do quadro.

Devido a esta característica, no dia em que ocorrer o Escrutínio Secreto, evitando-se ingressos em família, recomenda-se que os visitantes somente ingressem após a Ordem do Dia, conforme previsto no ritual.

Como não existe abstenção no Escrutínio Secreto, é melhor que durante este período estejam presentes apenas Irmãos do quadro.

Diferente das votações pela forma de costume, cujo voto é revelado diante dos demais, no Escrutínio o voto é, como diz o seu nome, “secreto”, portanto, sujeito às regras previstas no RGF. No Escrutínio Secreto vota, inclusive, o Venerável Mestre.

Nesse sentido, reitera-se: o Escrutínio Secreto não ocorre na Ordem do Dia, senão como o previsto no ritual em vigência, dele participando apenas os Irmãos do quadro.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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OUT/2024

REAA - MODELO DA GRAVATA

Em 18.02.2024 o Respeitável Irmão Natanael Fernandes de Souza, Loja Estrela de Camburi, REAA, GOB-ES, Oriente de Vitória, Estado do Espírito Santo, apresenta a dúvida seguinte

 

GRAVATA BORBOLETA

 

Revirando fotos antigas, encontrei algumas com irmãos numa sessão do REAA e TODOS usando gravata borboleta preta.

Lembrei-me então que fui iniciado usando gravata borboleta BRANCA e a troquei por PRETA a ser exaltado.

Pesquisei sobre o assunto e nada encontrei sobre o assunto, inclusive, quando e o porquê hoje utilizamos, TODOS, gravata lisa standard preta e lisa.

Peço, portanto, que me tire dessa ignorância.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Não há nada de iniciático no modelo e uso de gravatas utilizadas nos trajes maçônicos. Na verdade, o uso da gravata é apenas uma regra adotada pela Obediência visando dar uniformidade às vestimentas utilizadas pelos maçons durante os trabalhos maçônicos.

No caso do simbolismo do REAA, o mais natural tem sido o uso apenas de gravata
preta, tradicional (standard), lisa e sem ornamento.

Cabe destacar que vestimenta iniciática é apenas o Avental, motivo pelo qual o maçom não pode se apresentar para os trabalhos sem estar com ele vestido.

Não obstante ao uso obrigatório do Avental, os rituais dos diversos ritos maçônicos determinam o tipo e a cor do traje que deve ser usado pelo maçom nas Lojas.

No GOB, os novos rituais para os graus simbólicos do REAA (2024), que está prestes a entrar em vigor, orienta para que a gravata seja apenas a preta, modelo tradicional (standard), lisa e sem ornamento. Deste modo, não está previsto o uso do modelo de gravata “borboleta”, independente da sua cor.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2024

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

CHAPÉU, SOLIDÉU OU KIPÁ

Em 17/02/2024 o Respeitável Irmão José Bento de Oliveira da Loa Ordem e Progresso, 133, REAA, GOMG (COMAB), Oriente de Belo Horizonte, Estado Minas Gerais, pede esclarecimento para o que segue:

josebento85@yahoo.com.br

 

SOLIDÉU OU KIPÁ

 

Rogando pela sua paciência, vimos solicitar o seguinte esclarecimento;

Em sessão de grau 3, no REAA (a única que usamos), qual a razão histórica dos Irmãos
usarem o solidéu ou quipá?

 

COMENTÁRIOS

 

Inicialmente, gostaria de mencionar que o solidéu e a kipá são espécies de cobertura para a cabeça. O solidéu é um pequeno barrete em forma de calota e é habitualmente utilizado por autoridades eclesiásticas da Igreja Católica. A kipá é um barrete semelhante, porém usado pelos judeus em determinadas ocasiões, como na sinagoga, por exemplo.

Em linhas gerais, o solidéu, do latim soli + Deo, significa “só a Deus”, “apenas Deus” ou “só para Deus é tirado da cabeça”. Simboliza a soberania divina e mostra a importância de ser guiado por Deus. A kipá vem da tradição antiga do judaísmo e dá testemunho da presença constante de YHWH. Simboliza a submissão do homem ao Criador.

Sobre a cobertura da cabeça na Maçonaria, para os ritos que adotam esse costume, o mais comum utilizado é o uso de um chapéu negro e desabado.

Em se tratando de misticismo maçônico, a cobertura da cabeça com chapéu é de influência hebraica e também denota a submissão ao G A D U. Seu simbolismo é para mostrar que acima da mente falível do homem estão a onisciência, a onipresença e onividência de Deus. Este conceito se adequa melhor para ritos maçônicos teístas.

   De modo figurado, o chapéu negro e desabado simboliza, na Maçonaria, a igualdade entre os pares.

             No REAA, rito maçônico de origem francesa e de conotação deísta/teísta, em Loja de Grau 3, todos os Irmãos devem se apresentar cobertos, enquanto que em Lojas de Aprendiz e Companheiro, apenas o Venerável usa o chapéu. Comparado com uma reunião de monarcas, o rei e os seus pares se apresentam cobertos, já o rei, diante dos seus súditos, somente ele usa cobertura.

O uso do chapéu desabado na Maçonaria também pode ser explicado como uma forma de preservar o anonimato em uma época em que os maçons se reuniam secretamente nas Lojas para conspirar contra a tirania e buscar novas conquistas sociais. Visando escapar das perseguições dos poderosos, o chapéu negro e desabado era usado como um artifício para esconder a face no intuito de preservar a identidade.

À vista destes comentários, o mais comum no simbolismo maçônico é o uso do chapéu, não da kipá (kapale) ou do solidéu.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2024

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

QUEM ENCERRA O LIVRO DE PRESENÇAS DA LOJA

Em 16.02.2024 o Respeitável Irmão André Roque, Loja Barão do Rio Branco, 03, REAA, GOIPE (COMAB), Oriente de Arcoverde, Estado de Pernambuco, apresenta a dúvida seguinte:

 

QUEM ENCERRA O LIVRO DE PRESENÇAS

 

Gostaria de fazer a seguinte consulta:

Em nossa Obediência quando o Grão-Mestre está presente é ele quem assina por último a lista de frequência. Um de nossos Irmãos fez um questionamento se essa prática era legal uma vez que na opinião dele quem deveria assinar por último e assim fechar a lista de frequência seria o Venerável Mestre que é a maior autoridade da Loja. Diante do exposto consulto o Irmão se essa prática do Grão Mestre assinar por último a lista de frequência está correta?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Em que pese o Grão-Mestre ser também o dirigente de todas as Lojas da sua jurisdição, sob o aspecto legal, quem definitivamente fecha o rol de presenças é o Venerável Mestre da Loja que é o detentor do primeiro malhete na direção dos trabalhos.

                Não sei o que menciona o Regulamento da vossa Obediência, pois no GOB, citando-o como exemplo, o Regulamento Geral da Federação prevê que uma das obrigações do Venerável Mestre é o de encerrar o livro de presenças da sua Loja – RGF(GOB), Art. 115, XVI.

Assim, em linhas gerais, o normal é que o livro de presenças seja encerrado pelo Venerável Mestre, até porque costumeiramente no GOB o Grão-Mestre, ao receber o malhete logo devolve-o ao Venerável Mestre para a condução dos trabalhos. À vista disto, nada mais natural DE que o Venerável encerre o rol de presenças, inclusive para preservá-lo contra fraudes, já que depois do Venerável ninguém mais pode assinar o livro.

No entanto, é a admissível que o Grão-Mestre, na qualidade de maior autoridade do Poder Executivo e dirigente de todas as Lojas da sua jurisdição possa também encerrar o livro de presenças da sessão em que ele porventura possa estar presente.

Repito ao concluir: vale consultar o Regulamento da vossa Obediência, dado que o conteúdo acima é compatível com a legislação do GOB.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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OUT/2024