domingo, 22 de dezembro de 2024

SINAL NA ABERTURA DOS TRABALHOS NO 2º GRAU

Em 17.04.2024 o Respeitável Irmão Antonio Carlos Manso, Loja Inconfidência e Liberdade, 2370, REAA, GOB MINAS, Oriente de São Gonçalo do Sapucaí, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão

 

SINAL NA ABERTURA

 

Esclarecimento se faz: Na abertura dos trabalhos de grau Companheiro durante o telhamento dos Vigilantes os irmãos das colunas Norte e Sul devem estar em pés com Sinal de Ordem no grau de Aprendiz ou Companheiro?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Conforme prevê o Ritual de Companheiro Maçom, REAA, edição 2024, do GOB, nos procedimentos para a abertura dos trabalhos e o exame efetuado pelos VVig, o Ven Mestre determina que todos nas Colunas fiquem em pé, sem o Sin de Ord.

Desta forma os VVig percorrem, cada qual a sua coluna, e submetem os IIr ao exame determinado pelo ritual. Os IIr do Or permanecem sentados porque ali não existe telhamento.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

CIRCULAÇÃO NA MESMA COLUNA

Em 17/04/2024 o Poderoso Irmão Ricardo Fernando, Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-MA, Oriente de São Luís, Estado do Maranhão, apresenta a questão seguinte:

 

NA MESMA COLUNA

 

Considerando que a circulação na mesma Coluna, o Mestre de Cerimônias ou Hospitaleiro pode ir e voltar, assim, na coleta de propostas ou óbolo, ao recolher do Tesoureiro (que seria o último cargo na Col do Norte), não tendo Companheiros na Coluna do Sul, não há necessidade de cruzar o eixo, poderá retornar e efetuar a coleta dos Aprendizes, correto?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Caso não estejam presentes Companheiros Maçons na Coluna do Sul e estando o oficial coletor ao Norte, ele pode efetuar diretamente a coleta dos Aprendizes.

Em um caso destes seria desnecessário atravessar do Norte para o Sul e logo novamente voltar ao Norte. Seria o mesmo que dar a volta ao mundo para parar no mesmo lugar.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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DEZ/2024

sábado, 21 de dezembro de 2024

CÂMARA DE REFLEXÃO - DECORAÇÃO

Em 17.04.2024, o Irmão Hélio Lima, Loja União Palmeirense, 1454, GOB-AL, REAA, Oriente de Palmeiras dos Índios, Estado de Alagoas, apresenta o que segue:

 

CÂMARA DE REFLEXÃO – DECORAÇÃO.

 

Estamos deixando nossa Câmara das Reflexões, montada para meditação dos IIr, entretanto, surgiu uma dúvida se podemos deixar o esq na mesma. Somos do REAA.

CONSIDERAÇÕES:

Inicialmente vale salientar que a Câmara é de Reflexão (singular) e não das Reflexões – ela opera uma reflexão no candidato.

Quanto à sua questão, adverte-se que como está previsto no novo ritual do REAA, edição 2024, título 1.4 Câmara de Reflexão, páginas 28 e 29, na Câmara de Reflexão não aparece nenhum esq ou qualquer outra representação de uma sep.

Rigorosamente, a decoração da Câmara deve estar de acordo com o que menciona o ritual.

O tablado (está proibido o uso de urna mort) que simula o fér somente aparece dentro do Templo) na Cerimônia de Exaltação. Fora isso, ele não decora nenhum outro ambiente do Templo.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

 

SAUDAÇÃO (CUMPRIMENTO) AO VENERÁVEL MESTRE

Em 16.04.2024 o Respeitável Irmão José Ydylio Machado dos Santos, Loja Fênix, 32, REAA, GLP (CMSB), Oriente de Ivaiporã, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte.

 

SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL MESTRE

 

Mais uma vez abusando de vosso conhecimento e paciência. Li uma resposta sua a um Irmão sobre o assunto em epígrafe em postagem de agosto de 2023, porém não contempla uma dúvida surgida em loja na sessão de hoje. Refere-se ao Irmão 1° Diácono, no momento que se desloca para pegar o Balaústre com o secretário e levar para o Venerável Mestre, se ele deve fazer a saudação? Ou como já está no Oriente e mesmo passando do Norte para o Sul não tem necessidade de fazer? Essa parte não consta na vossa resposta. Quando o 1° Diácono se desloca do Oriente para Ocidente levando a palavra para o 1° Vig.’. Pelo que entendi em sua resposta, como ele está de posse do Bastão, simplesmente faz uma rápida parada e desce os degraus. No retorno após a abertura a mesma coisa, após subir os degraus faz a rápida parada sem movimento do corpo ou saudação com a cabeça. O Orador quando se desloca para a abertura do LL. Sim faz o sinal do grau como saudação, quando desce para o acidente e quando retorna. Eu procuro alertar os irmãos para fazermos a ritualística com esmero e hoje ocorreu essa controvérsia.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Inicialmente, vale ressaltar que as respostas que constam no Blog do Pedro Juk procuram se basear, sempre que possível, na prática mais consagrada do REAA. Com isso, não quero discutir se o ritual desta ou daquela Obediência é o que está correto.

Assim, no tocante à sua questão sobre a condução do balaústre pelo 1º Diác, no REAA quem conduz o balaústre, expediente e outros documentos não é o 1º Diác, mas o M de CCer, o qual, dentre outros, é o imediato do Ven Mestre.

             Em se tratando dos DDiác, no verdadeiro REAA eles trabalham apenas na liturgia da transmissão da palavra sagrada que ocorre na abertura e no encerramento dos trabalhos da Loja. Também, no rito em questão, os DDiác não portam bastão e não existe formação de pálio.

É oportuno lembrar que no REAA primitivamente as obrigações dos candidatos eram tomadas sobre o Altar ocupado pelo Ven Mestre. Com o advento das Lojas Capitulares, em 1816 na França, foi criado um pequeno altar como extensão do altar-mor, o qual passou a ser chamado de Altar dos Juramentos.

Mais tarde, quando as Lojas Capitulares foram extintas, esse altar desmembrado acabou permanecendo separado no Oriente. Consagrado como Altar dos Juramentos, ele fica em frente ao altar principal.

É por isso que rigorosamente, no REAA, o Altar dos Juramentos deve ficar no Oriente e não no centro do Ocidente, como ocorre com as Lojas Azuis (Blue Lodges) norte-americanas, que nada tem a ver com o escocesismo.

No que diz respeito à circulação formal no Oriente, ela não existe, a não ser a regra de que para se ingressar no Oriente se faz pelo Nordeste (lado do Orador) e dele se sai pelo Sudeste (lado do Secretário).

Dito isso, em Loja formalmente aberta, quando alguém ingressar ou sair do Oriente deve prestar saudação, pelo Sin, ao Ven Mestre, nunca ao Delta.

Obreiro portando (segurando) objeto de trabalho, isto é, tendo as mãos ocupadas, não faz saudação pelo Sin, mas faz uma parada rápida e formal, sem meneios com a cabeça e nem inclinação com o corpo. A regra é não fazer o Sin com o objeto.

Infelizmente é realidade que no Brasil existem muitos rituais do REAA vigentes, enxertados com práticas ritualísticas de outros ritos, o que, de certa forma, resulta em inúmeros paradoxos.

À vista disso, muitas vezes é dificultoso tecer comentários sobre algumas passagens ritualísticas, ou mesmo para elas estabelecer regras, já que as mesmas não constam na evolução dos rituais franceses do REAA, a partir de 1804.

Desse modo, ao concluir sugiro uma atenta observação nas matérias que eu publico no meu Blog, no sentido de que muitas delas são direcionadas ao ritual de uma determinada Obediência, portanto não devem ser generalizadas. Nesse contexto, vale a pena ressaltar que no Brasil os rituais de um mesmo rito, mas de Obediências regulares distintas, podem trazer entre eles sensíveis diferenças.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

PROFANO (NÃO INICIADO) NA PORTA DO TEMPLO

Em 16.04.2024 o Respeitável Irmão Juan Carlos Pokrywieki, Loja Flor da Acácia, 3894, REAA, GOB-PR, Oriente de Francisco Beltrão, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

 

PROFANO NA PORTA DO TEMPLO

 

Gostaria de saber qual o procedimento em Loja, quando batem profanamente a porta do templo, em sessão de Aprendiz. Qual o Procedimento da Loja, se já estiver aberto o livro da Lei?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

               Veja, esta é uma situação que me parece um tanto inusitada, a despeito de que normalmente as Lojas se preocupam com a segurança, ou seja, não é assim tão simples um aventureiro chegar diante da porta do templo. Comumente o átrio, a antessala do templo, permanece com a sua porta trancada durante os trabalhos.

Não havendo Cobridor Externo e na hipótese de algum intruso conseguir chegar e bater profanamente na porta, ou forçar a entrada, mediante aviso do Cobridor Interno, o Venerável Mestre, com um golpe de malhete, imediatamente deve suspender os trabalhos sem formalidades ritualísticas até que o forasteiro seja retirado das dependências, inclusive é prudente fazer contato com alguma autoridade policial para as devidas providências. Afinal, houve uma invasão de propriedade.

Enfim, cada caso tem o seu desenvolvimento, que pode ser meramente simples e fácil de resolver, ou de caráter grave e emergencial.

No tocante à legislação maçônica, diante de uma situação como esta, o Venerável Mestre pode encerrar os trabalhos sem as formalidades do ritual (Art. 116, XIII do RGF).

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

LEITURA DE PEÇA DE ARQUITETURA

Em 16.04.2024 o Respeitável Irmão Gustavo Goulart, Loja Concórdia, 0368, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, pede esclarecimentos.

 

LEITURA DE PEÇA DE ARQUITETURA

 

Surgiu uma dúvida em nossa Loja na última Sessão.

Quando um Companheiro precisa apresentar uma Peça de Arquitetura em Loja de Grau 1, é necessário realizar a transformação para loja de Grau 2, ou basta fazer os Irmãos Aprendizes cobrir o templo e apresentar a Peça de Companheiro em Loja de Grau 1 apenas com a presença de Companheiros e Mestres?

Atenciosamente, aproveito para externar meus votos de elevada estima e consideração.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Se de fato houver necessidade de se apresentar uma Peça de Arquitetura relativa ao
2º Grau e a Loja estiver aberta no 1º Grau, primeiro é preciso transformar a Loja de acordo com o previsto no Ritual de Companheiro Maçom vigente.

Primeiro os Aprendizes se retiram temporariamente para que a Loja seja transformada. Assim feito, a peça de arquitetura é apresentada e a Loja volta a trabalhar no 1º Grau. Por fim, os Aprendizes são readmitidos.

Não é possível apresentar uma peça de arquitetura do 2º Grau em Loja do 1º Grau, mesmo que não estejam presentes Aprendizes. É preciso antes transformar a Loja.

É importante lembrar que os Irmãos que se retiram temporariamente não são os que cobrem o templo. Quem cobre o templo é o Cobridor. No caso, ele cobre o templo àqueles que se retiram.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024

QUEM PROCLAMA O RESULTADO DA VOTAÇÃO

 Em 15.04.2024 o Respeitável Irmão Antonio Luiz de Souza, Loja Alferes Tiradentes, REAA, GOB-ES, Oriente de Vila Velha, Estado do Espírito Santo, apresenta a seguinte questão:

 

RESULTADO DA VOTAÇÃO

 

Minha dúvida: em uma votação na Loja, sobre assuntos diversos. O Venerável Mestre, pede para fazer o sinal de costume. O ato votado sendo aprovado ou não, deve ser dito que foi aprovado ou reprovado por unanimidade, por maioria ou só diz aprovado ou rejeitado?

 

COMENTÁRIOS.

 

               Legalmente, quem proclama o resultado da votação é o Venerável Mestre (Art. 116, VIII do RGF). O Mestre de Cerimônias, se a ocasião necessitar, pode auxiliar ajudando na contagem votos, por exemplo, tantos a favor, tantos contra, etc.

Ao anunciar o resultado, é redundante, portanto, dispensável, o Venerável informar que foi aprovado pela maioria, ou por tantos votos a favor, tantos contra, por unanimidade, etc. O que vale é apenas e tão somente o resultado.

A título de esclarecimento, vale lembrar que o Venerável Mestre só vota nos escrutínios secretos (votação em urna), todavia lhe é reservado o voto de qualidade no caso de empate nas votações nominais (Art. 117 do RGF).

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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DEZ/2024