quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

USANDO A PALAVRA E CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO

Em 13/08/2024 o Respeitável Irmão Arimar Marçal, Loja Santo Graal, 4690, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta as questões que seguem:

 

USANDO A PALAVRA E CONVOCAÇÃO

 

Sempre com o objetivo de aprender e transmitir ensinamentos de forma correta, recorro novamente ao Grande Secretário de Ritualística do GOB.

Nossa rotina nas Sessões é sempre mesclada com opiniões divergentes e, entendo como positivas pois proporcionam a possibilidade de debatermos, sempre em busca do aprendizado eficiente. Do contrário, corremos o risco de aprender de forma errada se formos instruídos somente pelas opiniões pessoais dos Obreiros.

AS DÚVIDAS:

1. O Orador eleito ou o seu Ad Hoc tem o direito de falar como Obreiro no momento que a Palavra circula nas Colunas (depois no Oriente)?

2. No encerramento da Sessão, como suas últimas palavras, o Venerável Mestre CONVOCA os Obreiros para a Sessão seguinte (normalmente para 7 dias após). Pode o Venerável Mestre “convocar os Obreiros” sem dizer o Grau da Sessão seguinte?

3. Entendo que a “convocação” precisa obedecer ao intervalo mínimo de 7 dias e sim, indicar em qual Grau será a Sessão seguinte.

4. Após a convocação em Grau 1 (respeitando os 7 dias) pode a Administração MUDAR (no meio da semana, 4 dias antes da Sessão) o Grau da Sessão originalmente convocada em Grau 1?

Como sempre, agradeço e exalto os ensinamentos prestados pelo Poderoso Irmão.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No que se refere ao Orador falar como obreiro, obviamente que sim, pois ele, além de ser o Guardião da Lei, é também um membro regular do quadro. Assim, durante a Palavra a Bem da Ordem ele naturalmente pede a palavra ao Venerável Mestre para dela fazer uso (como membro da Loja).

O que o Orador não deve fazer é falar como obreiro do quadro quando lhe é dada a palavra para as “conclusões finais”. Neste instante ele deve falar apenas como representante do Ministério Público maçônico, devendo, por dever de ofício, saudar os visitantes e declarar os trabalhos justos e perfeitos.

É oportuno lembrar que o Orador, por ocupar lugar no Oriente, fala sentado, a não ser nas ocasiões em que o ritual determine que ele fale em pé.

Com respeito à convocação feita pelo Venerável, saliento que esse não é bem um assunto de ritualística. Nesse sentido, deixo aqui apenas as minhas colocações, lembrando que elas sejam laudatórias.

Deste modo, eu entendo que o Venerável Mestre deve seguir o calendário elaborado pelo Chanceler e aprovado em sessão pela Loja. Este calendário pode ter a duração de seis meses ou um ano. Assim, segue-se o calendário aprovado e não o Venerável convocar ao seu critério.

Nesse contexto, entendo que qualquer mudança no calendário aprovado e vigente, essa mudança deve seguir os trâmites legais para as devidas alterações

O Venerável pode convocar, fora do calendário, sessões extraordinárias, como, por exemplo, de Finanças, Administrativa, etc. Devem ser convocadas por edital com antecedência regulamentar, que pode variar de 15 a 30 dias.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

APONTAMENTOS RITUALÍSTICOS - REAA

Em 12/08/2020, o Respeitável Irmão Robson Lopes, Loja Mestre Hiran, REAA, GOB-RJ, Oriente de Nova Iguaçu, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

APONTAMENTOS RITUALÍSTICOS – REAA

 

Aproveito para realizar novos questionamentos, acerca do REAA:

1.    No Grau 02, durante as viagens da Elevação, é possível inserir sonoplastia, como sons de construção ou música de fundo, ou é estritamente necessário que se preserve o silêncio?

2.    Acerca da abóbada Celeste, diz-se que a mesma representa o céu do hemisfério norte, no dia 21 de março. Entendo que seja o início do percurso solar no signo de Áries, além de marcar aproximadamente o equinócio de primavera. Contudo, seria possível indicar a fonte que informa que a abóboda representa exatamente esta data? Ou foi algum argumento que se convencionou e incorporou-se na lógica do Rito?

3.    Existe algum planejamento a longo prazo, no GOB, para retornar ao avental vermelho
encarnado e a abertura do Livro da Lei em João 1, como originalmente no REAA?

Grato pela atenção, meu irmão.

 

RESPOSTAS:

  1. Não está previsto no ritual nenhuma atividade para a Coluna de Harmonia durante as viagens na cerimônia de Elevação. Assim, a liturgia indica silêncio.
  2. A estrutura doutrinária do REAA, rito nascido no hemisfério Norte, aponta para esta afirmativa. Ao Norte a primavera ocorre em março e a coluna zodiacal de Áries encontra-se no topo do Norte; o ápice da Luz se dá em Câncer, que também se localiza no Norte. Logo, a abóbada só pode ser setentrional e a sua disposição astronômica provavelmente entre a primavera e o verão. Por todos os elementos que constroem a abóbada, creio que seja o suficiente para se chegar a esta conclusão. Nem tudo necessariamente precisa estar escrito. Por si só, o simbolismo da abóbada revela a sua observação banda setentrional.
  3. Futuramente, acredito ser grande esta possibilidade.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

CONSAGRAÇÃO DE TEMPLO - REFORMA DA LOJA

Em 11/08/2024 o Poderoso Irmão Pedro Rodrigues Bueno Junior, Secretário de Orientação Ritualística do GOB-SP, São Paulo, Capital, apresenta a dúvida seguinte:

 

ESPAÇO NÃO CONSAGRADO

 

Espero que este o encontre bem e na mais perfeita saúde.

Mais uma vez venho solicitar o auxílio do Irmão a fim de sanar uma dúvida.

Estou como Secretário de Ritualística do GOB-SP e recebi uma consulta que, mesmo consultando nossos Rituais, nossa Legislação e, também, o SOR não encontrei a resposta, razão pela qual lhe envio este e-mail: Uma Loja (que pratica o RER) está com seu Templo em reforma e por isso está utilizando uma sala próxima com as devidas adaptações para realização das sessões, porém, eles desejam fazer uma Sessão de Recepção (Iniciação). A dúvida é: é permitido realizar esse tipo de sessão num "local adaptado/improvisado" ou somente deve ser
feito em Templo já Sagrado (ou Consagrado, que creio seja o termo mais adequado).

A orientação para o caso acima, também, se aplique aos demais Ritos? Posso considerar, também, para sessões de Elevação/Exaltação?

Obrigado pela valiosa ajuda, assim oriento a Loja de forma correta.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

No meu entendimento, uma Loja constituída com mais de sete Mestres Maçons e que possui Carta Constitutiva regular e definitiva deve trabalhar ritualisticamente em recintos consagrados para os trabalhos maçônicos, mesmo que o recinto seja de outro rito, ou emprestado de outra Loja.

Entendo assim porque no GOB há um ritual oficial de Sagração de Templo in Rituais Especiais, Sessões Exclusivas, 2016 em vigência

Isso significa que o ambiente destinado ao trabalho maçônico precisa antes ter sido inaugurado ritualisticamente, isto é, ter sido consagrado.

No caso da sua questão, a Loja que passará por reformas precisa emprestar, ou alugar, o espaço de uma Loja em atividade, que certamente já tem o seu templo consagrado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2025

DO MEIO DIA À MEIA NOITE - UMA EXPRESSÃO INICIÁTICA

Em 10/08/2024 o Respeitável Irmão Warley Pompeu Marques, Loja Major Adolfo Dourado, 2196, REAA, GOB-PA, Oriente de Belém, Estado do Pará, apresenta a dúvida seguinte:

 

MEIO DIA À MEIA NOITE

 

Gostaria saber onde, como e qual Ritual aparece a primeira menção aos termos: Meio-Dia e Meia-Noite?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Para responder a vossa questão, eu teria antes que montar uma grade de pesquisas com elementos primitivos relativos às centenas de rituais maçônicos que já foram escritos ao redor da Terra, até hoje. Isto, desde já lhe adianto, não tenho como fazer no momento.

À vista disso, seguem alguns apontamentos, que reputo importantes, sobre o conteúdo iniciático da Maçonaria dentro desta alegoria solar.

“Do meio-dia à meia-noite” se trata de uma expressão iniciática que possui grande valor para a estrutura doutrinária da Moderna Maçonaria.

Genericamente, é possível se dizer que esta alegoria procura ensinar ao maçom que ele deve se dedicar ao trabalho - em prol do seu aperfeiçoamento e em favor da humanidade - desde a sua juventude até o final da sua vida. Nessa conjuntura, “meio-dia” simboliza a juventude e “meia-noite” a idade senil do iniciado (idades iniciáticas da vida e morte).

               Historicamente, “do meio-dia à meia-noite” é uma alegoria creditada a Zoroastro (Zaratustra), um profeta e um mestre dos antigos mistérios. Fundou o Masdeísmo, ou Zoroastrismo – em grego menciona aquele que é um contemplador de astros (Astrologia/Astronomia).

Acredita-se que Zoroastro viveu em algum período, por volta do século II a. C. Lendariamente é contado que ele reunia os seus discípulos ao meio-dia e os despedia à meia-noite, após um ágape fraternal.

Assim, a Astrologia, precursora da Astronomia, evidencia-se no Zoroastrismo (contemplador de astros). A Lua em quarto crescente (primeiro quarto) é parte desta alegoria, pois a Lua nesta fase desponta ao meio-dia, quando o Sol está no zênite, e chega ao seu ocaso à meia-noite, no auge da escuridão. Aqui um exemplo da dualidade e dos opostos: luz e escuridão; dia e noite, nascimento e morte, etc.

Consequentemente, a Maçonaria, uma instituição eclética e iniciática, infinitamente mais nova do que o Zoroastrismo, acabou adotando, como um dos seus tantos elementos doutrinários, esta antiga alegoria da Luz haurida dos cultos solares da Antiguidade.

Observação: esta abordagem não induz ninguém a imaginar existência de Maçonaria no século II a. C. Por seu caráter eclético, vale destacar que a Ordem Maçônica, com aproximados 800 anos de história documentada, construiu seu arcabouço doutrinário se valendo também de muitas manifestações religiosas e culturais advindas das antigas civilizações.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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FEV/2025

 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

O PERÍODO DA PALAVRA A VEM DA ORDEM

Em 09/08/2024 o Respeitável Irmão Aderbal Luis Lopes de Andrade, Loja Estrela do Rio Formoso, 3036, REAA, GOB-MS, Oriente de Bonito, Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta a dúvida seguinte:

 

PALAVRA A BEM DA ORDEM

 

Eminente gostaria de sanar as dúvidas sobre um questionamento que estamos tendo em Loja: os assuntos tratados no expediente, ordem do dia e tempo de estudos, podem ser comentados ou discutidos na Palavra a Bem da Ordem?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Veja, no período do Expediente é informado à Loja, pelo Secretário, as correspondências recebidas e expedidas e pelo Orador as Leis e Decretos oriundos da Obediência. Nele o Venerável Mestre dá o destino devido e não existem discussões sobre a matéria apresentada neste período. Caso algum assunto pertinente a este período merecer alguma discussão, o mesmo será levado para a Ordem do Dia, podendo, conforme o caso, ficar sob malhete pelo prazo legal, se o Venerável achar conveniente.

         Na Ordem do Dia, organizada previamente pelo Venerável e entregue ao Secretário, os assuntos são individualmente discutidos e votados, todos a aquiescência do Orador. Assim, matérias destinadas à Ordem do Dia são debatidas e concluídas na Ordem do Dia.

O Tempo de Estudos, como bem diz o seu título, é um período para estudos de assuntos inerentes aos graus, história, e outros de interesse da Maçonaria.

À vista disso, é de péssima geometria a volta de assuntos que já tiveram destino finalizado no respectivo seu período apropriado.

Repetições são desnecessárias, improdutivas e desrespeitam a paciência alheia. Vale lembrar que é por isso que os trabalhos maçônicos têm os períodos distintos, portanto não devem ser repetidos no período da Palavra a Bem da Ordem.

Observe-se que a separação dos trabalhos por períodos objetiva dar organização aos trabalhos maçônicos, então repeti-los para quê?

O período destinado à Palavra Bem da Ordem e do Quadro em Particular é próprio para breves, objetivos e suscintos comentários e não para repetir o que já foi dito, muito menos para proferir blá, blá, blás intermináveis que nada constroem algo de aproveitável.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK.

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025

domingo, 23 de fevereiro de 2025

CARREGANDO O MALHETE PARA FORA DA LOJA

Em 07/08/2024 o Respeitável Irmão Maurício Américo Alves, Loja Monumento do Ipiranga, 3771, REAA, GOB-SP, Oriente de São Paulo, Capital, apresenta a dúvida seguinte:

 

MALHETE FORA DA LOJA

 

Uma dúvida: observei que algumas (poucas) Lojas, no encerramento dos trabalhos, levam consigo o malhete para fora do templo, empunhando (Ven∴ Mestre, 1º e 2º VVig∴). Gostaria de saber se este procedimento está correto ou está incorreto?

 

CONSIDERAÇÕES

 

E vamos inventando! O que seria da Maçonaria latina se não houvessem essas
invencionices. De tudo, o que se tem é mesmo lamentável.

Isso simplesmente não existe. Nem está previsto no ritual em vigência.

Ora, as Luzes da Loja, ao se retirarem após o encerramento dos trabalhos, deixam seus malhetes sobre o Altar e respectivas mesas. Afinal, a Loja já está fechada. O resto não passa da mais pura invencionice, coisas que só depõem contra a uniformidade dos nossos procedimentos ritualísticos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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FEV/2025

GRAVATA NO REAA - MODELO E COR

Em 07.08.2024 o Respeitável Irmão Fernando Alves Queiróz, Loja Cláudio Neves, 1939, REAA, GOB MINAS, Oriente de Uberlândia, Estado de Minas Gerais, apresenta o que segue:

 

GRAVATA NO REAA

 

Inicio parabenizando-o e agradecendo pelo brilhante trabalho, contribuindo para a disseminação de conhecimentos na Maçonaria.

Solicito esclarecimento quanto ao uso da gravata, nas Lojas que trabalham no REAA podemos usar gravata borboleta? Ou somente gravatas compridas na cor preta e sem estampas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

            Conforme especifica o ritual de Aprendiz, REAA, edição 2024 vigente no GOB, dele a sua página 33, consta que a gravata, usada com terno preto ou azul marinho escuro, camisa branca, cinto, sapatos e meias pretas, deve ser “preta, lisa sem ornamentos, modelo tradicional”.

Não há no ritual nenhuma referência à gravata borboleta. Assim, segue-se o que está previsto no ritual.

Vale ressaltar que no REAA o uso de terno é obrigatório em todas as sessões magnas, admitindo-se, nas sessões ordinárias, o uso do balandrau, cujo modelo está previsto no ritual, página 29, no título: “Dos Títulos, Joias e Trajes”.

Ao concluir, reitera-se: a gravata borboleta não é parte do vestuário no simbolismo do REAA no GOB.

 

T.F.A.

 

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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FEV/2025