terça-feira, 23 de setembro de 2025

ABERTURA DO LIVRO DA LEI PELO ORADOR - REAA

Em 27.03.2025 o Respeitável Irmão Hélio Lima, Loja União Palmeirense. 1454, REAA, GOB-AL, Oriente de Palmeira dos Índios, Estado de Alagoas, faz a pergunta seguinte:

 

ABERTURA DO LIVRO DA LEI

 

Se fosse possível, gostaria que o Ir me tirasse a seguinte dúvida: Na abertura do Livro da Lei, o Orador pode recitar e não ler o Salmo 133 no REAA, isso com a mão direita em cima do Esquadro e o Compasso na posição sobre o Livro da Lei?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Evidentemente que não, pois não está previsto em lugar nenhum do ritual que o Orador deva colocar a sua mão direita sobre as Luzes Emblemáticas (Livro da Lei, Esquadro e Compasso) ao fazer a leitura.

O ritual é claro quando menciona que o Orador "toma o Livro da Lei às mãos e lê o Salmo".

Se o Orador souber de cor o trecho, ele o profere em tom audível, como estivesse lendo, porém, mesmo nesta condição, deverá segurar o Livro como orienta o ritual, com as duas mãos.

Depois de ter lido o trecho previsto é que o Orador coloca o Livro da Lei aberto sobre o Alt dos JJur e arruma, sobre ele, o Esq e o Comp na forma do Grau.

É isto que o ritual vigente do REAA preconiza, não se admitindo, sob nenhuma justificativa, a inserção de práticas estranhas no ritual, o qual foi instituído por Decreto do Grão-Mestre Geral. Ao Orador cabe, como Guarda da Lei, ao contrário de ficar inserido práticas estranhas, fiscalizar o fiel cumprimento do ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2025

 

 

INGRESSO NO TEMPLO PARA A ABERTURA DA LOJA

Em 26.03.2025 o Respeitável Irmão Luiz Antonio, Loja Paz e União, 80, REAA, GLMMG, sem mencionar o Oriente, Estado de Minas Gerais, apresenta a dúvida seguinte:

 

ENTRADA NO TEMPLO

 

Minha dúvida é: Na entrada no templo, entramos pelo lado N e saímos pelo lado S.

Alguns dias atrás vi comentário em um grupo de irmãos que ao adentrarmos no templo, cada "obreiro vá direto para sua Col" sem fazer o giro no sentido horário. Gostaria de saber mais a respeito disso.

Qual a forma correta?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No REAA a forma mais consagrada é que cada um se dirija diretamente ao seu lugar
e aguarde em pé, isto é, ingressa-se no Templo ainda sem circulação.

Isto se dá porque a Loja não está ainda aberta e nem o Venerável Mestre, que é o último a ingressar para os trabalhos, ainda nem ocupou o trono.

Assim, do átrio cada qual ingressa pelo lado em que irá ocupar lugar.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK 

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SET/2025

 

ATIVIDADES PARA O PAVILHÃO NACIONAL

Em 26.03.2025 o Respeitável Irmão Lucio Costa Caldas, Loja Joaquim Rodrigues de Abreu, 1921, GOB-RJ, Oriente de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a seguinte questão:

 

PAVILHÃO NACIONAL

 

Quando a Guarda é composta para saudação a Bandeira primeiramente fica em ombro arma.

Aposição correta seria segurar a espada com a mão direita, com o cotovelo grudado ao lado do corpo e o antebraço na horizontal formando uma esquadria. Minha dúvida:

1 - Embora seja ombro arma a espada não fica em nenhum momento apoiada no ombro
(mesmo no deslocamento).

2 - No momento da saudação a espada fica em um ângulo de 45 graus lateralizando com lado direito do corpo e apontada para baixo

3 – No momento do Hino retornamos ao ombro arma

 

CONSIDERAÇÕES

 

  1. A posição “espada em ombro-arma" foi retirada da caserna. Na Maçonaria, muitos ritos utilizam este termo para definir como se deve segurar a espada quando o seu portador estiver à Ordem. Assim, espada à Ordem significa estar empunhando a mesma em ombro-arma. Este termo não significa em momento algum que a espada deva ficar apoiada no ombro, feito uma vara de pesca. O termo menciona que a espada empunhada, pela mão direita junto ao corpo, tem a lâmina na vertical apontada para cima, encostada no ombro direito do titular.
  2. No momento da saudação ao Pavilhão Nacional a sua Guarde de Honra abate espada apresentando arma, ou seja, empunhando a espada com a mão direita, ter o respectivo braço e antebraço estendidos com a espada no mesmo alinhamento do braço, deslocado a 45 graus para a direita em relação ao corpo; ponta distante a aproximadamente 15cm do solo. Este mesmo gesto é feito com a espada pela comissão de recepção e retirada na medida em que o Pavilhão Nacional, conduzido pelo Porta-Bandeira, vai passando.
  3. Na retirada do dispositivo, terminada a saudação à Bandeira Nacional, a Guarda de Honra, que estava com espadas abatidas, volta a posição de espadas à ordem (ombro-arma) para o canto do Hino à Bandeira.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2025

REAA - NOVO RITUAL - TRANSMISSÃO DA PALAVRA

Em 25.03.2025 o Respeitável Irmão Francisco Gomes, Loja Jesus Sales de Andrade, 4863, REAA, GOB-CE, Oriente de Varjota, Estado do Ceará, apresenta as questões seguintes:

 

NOVO RITUAL – TRANSMISSÃO DA PALAVRA

 

Dentre as dúvidas meu irmão, pergunto:

1º Os DDiác ao transmitirem a P S, fazem a mesma letra por letra, sussurrado ou tem que após falar a palavra após soletrar letra por letra?

2º Na entrada no tempo, todos entram em silêncio ou tem que se anunciar o Ven M para entrar na porta?

3º O Eminente do Estado, quando presente em loja, senta-se pelo ombro direito ou esquerdo do Venerável? 

4º Quanto ao uso da palavra pelos VVig, quando passado a palavra para as colunas, eles podem fazer o uso da palavra sem pedir ao Ven? Ele pede permissão ao Ven ou ele dá um golpe com o malhete e consecutivamente o Ven responde com outro, para que assim ele tenha uso da palavra?

 

RESPOSTAS:

 

Caro Irmão, boa tarde.

  1. Na abertura e no encerramento dos trabalhos, quem transmitir a palavra sagrada dá as suas quatro letras seguidas e sussurradas no ouvido direito do seu interlocutor, e ponto final. Concluída a transmissão, não existem repetições de letras ou sílabas.  Por não se tratar de um exame (telhamento), não há, entre os interlocutores, nenhuma troca de letras.
  2. Na entrada do préstito não se anuncia o ingresso do Venerável Mestre. Isto nem mesmo consta no ritual vigente. Portanto, basta que o Mestre de Cerimônias, indo a frente e em silêncio, como está no ritual, o conduza até o Oriente.
  3. Se a cadeira à direita do Venerável (relativa ao seu ombro direito) não estiver ocupada por quem de direito, o Eminente Grão-Mestre Estadual também pode ocupá-la.
  4. Reinando silêncio na sua Coluna, se o Vigilante resolver falar, pede, por um golpe de malhete, a palavra diretamente ao Venerável Mestre. O Venerável Mestre, para concedê-la, também dá um golpe de malhete - é o costume consagrado.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2025

 

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

ESPADA FLAMÍGERA PRIVATIVA DO MESTRE INSTALADO

Em 22/03/2025 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, 994, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a questão seguinte:

 

ESPADA FLAMÍGERA

 

Para manusear a Espada, é necessário o Porta-Espada ser Mestre Instalado?

 

CONSIDERAÇÕES

 

               No REAA existe a regra de que a Espada Flamígera (nome dado conforme o Ritual) só pode ser manuseada (empunhada) pelo Venerável Mestre ou por um Mestre Maçom Instalado (Ex-venerável).

Se o Ir Porta-Espada, oficial encarregado de conduzir a Espada não for um Mestre Maçom Instalado, ele deve conduzi-la sobre uma almofada, ou dentro de um escrínio (estojo almofadado). Dessa forma o condutor, mesmo não sendo um Mestre Instalado, não correrá o risco de tocar na Espada.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK -SGOR/GOB

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SET/2025

 

ESPADA FLAMÍGERA SOBRE O ALTAR

Em 22/03/2024 o Respeitável Irmão Édson dos Santos, Loja Regeneração Sul Bahiana, REAA, GOB BAIANO, Oriente de Ilhéus, Estado da Bahia, apresenta a seguinte pergunta:

 

ESPADA FLAMÍGERA

 

A fim de responder a uma indagação de um Irmão a respeito da Espada Sagrada, pergunto:

Na abertura da sessão ela permanece dentro do suporte fechada ou exposta? Ela é exposta somente nas sessões magnas?

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como menciona o Ritual de Aprendiz do REAA, edição 2024 vigente, página 15, último parágrafo:

“(...) uma almofada [ou um escrínio] com a Espada Flamígera [cabo voltado para o sudeste] e o Ritual para (...)”.

Nesse sentido, o caso não é de exposição da Espada propriamente dito, mas do lugar em que ela deve ficar quando não estiver sendo empunhada pelo Ven Mestre.

              Desse modo, a Espada Flamígera, quando não estiver em uso, deverá ficar sobre o Altar do Ven Mestre descansando sobre uma almofada, ou dentro de um escrínio[i], que deverá estar aberto durante o uso da Espada. Com o cabo voltado para o sudeste porque o seu condutor titular, o Porta-Espada, também se senta à sudeste no Oriente.

O uso da almofada ou o escrínio para a Espada Flamígera é um artifício para que o Porta-Espada, ao conduzi-la com as mãos, nela não encoste. Isso ocorre porque esta Espada, segundo a liturgia maçônica do REAA, só pode ser empunhada por um Mestre Maçom
Instalado.

Desta forma, ao conduzir a Espada Flamígera pela almofada, ou pelo escrínio, o Porta Espada necessariamente não precisa ser um Mestre Maçom Instalado, já que usando este artifício, ele não encosta na Espada.

À vista de tudo isso, a questão não é a de expor (exibir, mostrar) a Espada Flamígera, mas de particularidade da sua condução – conduzir sobre a almofada; conduzir dentro do escrínio.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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SET/2025

 



[i] Escrínio: estojo, geralmente estofado, onde se guardam joias e utensílios; na Maçonaria é onde a Espada Flamígera fica acondicionada.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

HIERARQUIA ENTRE AS LUZES DA LOJA

Em 21/03/2025 o Respeitável Irmão Wilmar Gomes dos Reis, sem mencionar o nome da Loja, REAA, GODF/GOB, Oriente de Gama, Distrito Federal, apresenta a seguinte questão

 

HIERARQUIA

 

Quando da abertura de uma sessão ordinária do REAA, no acendimento das velas o Mestre de Cerimônias acendeu no V M no 2º Vig e no 1º Vig. Quando questionei porque ele fez daquela forma, QUANDO A SEQUÊNCIA CORRETA ERA V M 1º Vig e 2º Vig, me disse que no novo Ritual estava escrito que "Não há no REAA cerimonial para a acendimento das luzes litúrgicas".

Tentei convencê-lo, de que o escrito no Ritual não tratava especificamente daquela situação, no entanto, não consegui. 

Diante da situação preciso que o Eminente Irmão me forneça uma literatura a respeito do assunto para dirimir as dúvidas.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Antes é preciso dizer para esse Irmão que ele pare de inventar e não confunda “ordem hierárquica” com “inexistência” de cerimônia especial para o acender e apagar das luzes litúrgicas.

O Ritual de Aprendiz do REAA (2024) vigente, página 54, é bem claro na explicação “(...) obedecendo a ordem hierárquica (...)”.

Explica-se que a ordem hierárquica entre as Luzes da Loja (dirigentes da Loja) é a seguinte: nº 1 - Venerável Mestre, nº 2 - Primeiro Vigilante e nº 3 - Segundo Vigilante. Logo, para a abertura dos trabalhos acende-se por primeiro a luz correspondente ao Venerável Mestre, por segundo a correspondente ao Primeiro Vigilante e por terceiro e último a correspondente ao Segundo Vigilante.

                No encerramento dos trabalhos, como está no ritual, apagam-se as luzes na ordem "inversa", isto é, a do Segundo Vigilante, a do Primeiro Vigilante e finalmente a do Venerável Mestre.

A inexistência de cerimonial especial para esta finalidade significa que no REAA as luzes litúrgicas são acesas e apagadas da forma mais natural possível, sem gestual especial tais como meneios com a cabeça, inclinação com o corpo, genuflexão, etc., (vide em Comportamento Ritualístico na página 211 do Ritual de Aprendiz, REAA). O mesmo serve para as sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação.

Dito isto, é preciso, de uma vez por todas, compreender que no REAA as luzes litúrgicas não possuem nenhum caráter religioso ou sagrado de adoração. Em primeira análise estas luzes são as Luzes da Loja que dirigem os trabalhos com sabedoria (à luz das coisas). Em última análise elas representam o esclarecimento do Iniciado. Esotericamente concebe a caminhada iniciática do obreiro, revelando que quanto mais evoluído ele for, mais luzes se acenderão nos castiçais.

Por fim, sobre a bibliografia solicitada, entendo que não existe nada melhor do que consultar o Ritual em vigência.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2025