sexta-feira, 24 de novembro de 2017

ESTRELA FLAMEJANTE

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Ozir Bottega, Loja Saldanha Maninho, 1601, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, solicita a seguinte informação:

ESTRELA FLAMEJANTE


Há uma polêmica em torno da estrela disposta na Coluna do Sul. O Irmão poderia, por gentileza, esclarecer se a mesma deve estar iluminada (acesa) em todas as sessões, independente do Grau?

CONSIDERAÇÕES.

A Estrela Flamejante é objeto de estudo do Companheiro Maçom. De origem pitagórica ela é a estrela hominal e não é elemento astronômico quando posicionada na abóbada do Templo.
Por ser considerada uma luz intermediária, ela se situa no meridiano do Meio-Dia, pendente ou fixada no teto sobre o lugar do Segundo Vigilante.
Pela posição estabelecida entre o Sol no Oriente e a Lua no Ocidente é que a mesma recebeu a designação de ser um símbolo intermediário.
Foi dada a essa posição, dentre o Sol e a Lua, que algumas instruções maçônicas antigas consideram-na como um astro emissor de uma luz cálida, ou seja, que recebe e reflete luz do astro rei e do satélite natural do nosso Planeta. Por essa razão é que alguns rituais do passado previam o ato de iluminar a Estrela Pentagonal.
Na realidade essa iluminação especial não faz nenhum sentido sob a óptica doutrinária, já que a importância alegórica da Estrela está mesmo na sua característica hominal e de posição intermediária, o que explica ser ela um símbolo da matéria humana em busca de aperfeiçoamento e conhecimento transcendental.
Sob a concepção doutrinária do REAA\ na busca da Grande Obra, ou a Obra do Sol, o aperfeiçoamento entre a matéria e o espírito se dá pela purificação dos elementos e pela aplicação da Quinta Ciência (Geometria).
Assim, as características físicas de iluminação da Estrela Flamejante no teto não é realidade no Templo, mas apenas uma alegoria simbólica que a envolve. O próprio adjetivo “flamejante” ou “flamígera” já designa o caráter da Estrela, sem que com isso ela necessite ser literalmente iluminada (acesa).
A despeito desses econômicos comentários, o próprio ritual do GOB não prevê iluminação especial para a Estrela Flamejante, portanto o ato de iluminá-la não está previsto em nenhuma situação, mesmo que em trabalhos do Segundo Grau.
Obrigatório mesmo é que o Pentagrama se apresente em Loja com um dos seus ápices apontados para cima e tendo a letra “G” no seu centro.
A Luz simbólica está na sabedoria do homem aplicada na maturidade humana e não como um elemento físico de um símbolo.


T.F.A.

PEDRO JUK



NOV/2017

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

TRÊS PONTOS

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Elton dos Santos Gregory, Loja Solus, 196, Grande Loja do Estado do Rio Grande do Sul, sem mencionar o nome do Rito e Oriente, Estado do Rio Grande do Sul, formula a seguinte questão.

TRÊS PONTOS


Em conversa com um Aprendiz também da Grande Loja, mas integrante da Loja Obreiros de Israel, ficamos na dúvida do significado do quadrado com os três pontos em seu interior
, que é colocado no Livro do Chanceler, quando apomos nosso ne varietur.
Se possível esclarecer-nos, ficamos muito gratos.

CONSIDERAÇÕES:

O que eu não entendi bem é esse “quadrado com três pontos”. O que me intriga é o “quadrado”.
Deixando o “quadrado” de lado, vamos às considerações relativas aos “três pontos”.
Na realidade os três pontos em forma de um delta (um ápice voltado para cima) é uma forma de abreviatura maçônica e, ao mesmo tempo, também uma forma de identificação que alguns maçons usam colocando-os logo após a sua assinatura.
Embora muito usado entre os maçons especulativos, esse costume não é unânime na Maçonaria Universal, sendo mais comum o seu uso na Maçonaria de vertente latina – é o caso da brasileira.
A vertente maçônica que usa a tripontuação triangular como abreviação, tem a mesma como um modo de indicar onde uma palavra sofreu apócope (foi cortada).
Na verdade a tripontuação triangular como abreviação atualmente acabou perdendo a sua originalidade e se tornou até certo ponto banal pelo seu excesso de uso em muitos textos que envolvem concepções sobre Maçonaria.
Historicamente esse tipo de abreviatura foi estabelecido em tempos passados com a intenção de se prevenir contra os cowans bisbilhoteiros, cujo método servia exclusivamente para elaborar escritos compreensíveis apenas àqueles que verdadeiramente compreendiam a “Arte”.
Esse sistema de abreviação, na intenção de dificultar a sua compreensão, era também usado em se invertendo às vezes a disposição das sílabas das palavras em apócope, cujos três pontos lhe eram colocados na forma de um delta ou mesmo distribuídos na horizontal (em forma de reticência).
Vale a pena mencionar que a Maçonaria anglo-saxônica comumente usa como abreviação a monopontuação em lugar da tripontuação triangular, porém com bastante critério, utilizando-se desse método apenas por necessidade premente.
Já na França, segundo Alec Mellor nos informa in Dictionaire de La Franc-Maçonnerie et des Franc-Maçons, Paris, 1978, essa prática é abusivamente usada, o que deu inclusive origem à expressão pejorativa “Irmãos três pontos” aos Francomaçons.
José Castellani, mencionando o mesmo Alec Mellor (autor reconhecidamente fidedigno em todo o mundo maçônico) nos informa: “no século XVIII, quando foi introduzida a tripontuação, em documentos franceses, eles, algumas vezes, eram dispostos em linha horizontal (...) e até em outras posições, já que não havia padronização”.
Mais tarde, entretanto, o costume de tripontuação em forma de um delta (triângulo) viria se firmar na Maçonaria francesa.
No Brasil, e mesmo na América espanhola, esse costume de abreviação tripontual triangular acompanharia o costume da Maçonaria francesa, já que naquela época, a França, não só na Maçonaria, ditava a moda em quase todo o mundo.
Os três pontos como abreviação, em princípio eram usados apenas para indicar onde havia sido feito o corte nas palavras - na apócope.
Somente a posteriori é que os “três pontos” seriam também colocados após a assinatura visando identificar um maçom, cujo costume é comum entre nós até os dias de hoje – é o caso da tripontuação que acompanha o “ne varietur” no Livro de Presença na Loja.
Como abreviatura, é comum também no Livro de Presenças a tripontuação triangular que identifica o grau simbólico do maçom. Exemplo A\M\, C\M\ e M\M\, reservando-se também ao título distintivo dado ao Mestre Maçom Instalado como M\I\.
Salvo as apócopes como meio sigiloso de escrita maçônica, é certo que nunca houve entre os antigos maçons a preocupação de se identificar como tal (colocar três pontos após a assinatura), já que naquela época isso só poderia lhes trazer dissabores, sobretudo após a publicação da bula papal In eminenti apostolatus specula, de Clemente XII de abril de 1738, ao contrário da atualidade onde vemos muitos maçons brasileiros que exageradamente andam enfeitados com penduricalhos maçônicos, só faltando mesmo sobre eles um letreiro em néon anunciando: “eu sou maçom”.
Há que se destacar ainda que além das abreviaturas para ocultar escritos maçônicos em épocas de perseguições, era costume entre os maçons o uso de um nome simbólico no intuito de ocultar o seu verdadeiro nome. Essa prática, entretanto caiu em desuso à medida que a liberdade individual e coletiva ia sendo assegurada, só sendo mantida atualmente em alguns círculos maçônicos a exemplo do Rito Adonhiramita.
Assim, genuinamente, a tripontuação, originária da vertente francesa de Maçonaria, surgiu no século XVIII com a finalidade de dificultar a compreensão do texto aos não maçons que porventura viessem ter acesso a documentos maçônicos.
A técnica dessa abreviação consiste em indicar por três pontos, geralmente em forma de um delta, a supressão de um fonema ou sílaba de uma palavra que, em Maçonaria de vertente francesa, ocorre geralmente após uma consoante e dobrando a letra inicial em caso de plural, a despeito que em alguns títulos, a apócope possa ocorrer igualmente logo após a sua primeira, ou primeiras letras, se for o caso. Exemplo A G\ D\ G\ D\ U\.
Como explicado, a tripontuação não é original quando se tratar de identificar a assinatura de um maçom, entretanto esse já é considerado costume consuetudinário e largamente usado por maçons praticantes de Maçonaria de vertente latina (conquanto isso seja facilmente imitado por muitos profanos).
Em síntese, no que diz respeito às abreviações na Maçonaria para tornar textos compreensíveis somente aos maçons, existem inúmeras técnicas que não ficam restritas apenas a apócopes por unipontuação ou tripontuação. Muitas práticas nesse particular seguem, às vezes, os costumes e a linguagem genuína de uma região onde é praticada a Maçonaria – essa é uma observação importante e deve ser efetivamente considerada.
Concluindo, é oportuno mencionar que na atualidade esses costumes somente são mantidos para preservar a sua tradição. Não faz sentido na atualidade o abuso desordenado dessa prática como muitas vezes alguns o cometem. É fantasia também e não existe nenhum compromisso com a originalidade maçônica o que alguns autores dissertam em ilações tenebrosas dando significados ocultos e místicos à tripontuação. Isso é pura invenção. Os três pontos verdadeiramente só indicam, por primeiro, onde uma palavra foi cortada e, em segundo, sugerem a identificação de um elemento como pertencente à Maçonaria. Portanto, não existe para essa tripontuação triangular nenhum significado místico, oculto ou esotérico.
E.T. – Os vocábulos “unipontuação” e “tripontuação” são neologismos utilizados especificamente nesse texto na intenção de identificar dois substantivos no contexto das considerações.


T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2017.

sábado, 18 de novembro de 2017

ESTANDARTE DA LOJA E O PORTA-ESTANDARTE

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Nicolau Mallmann, Loja Philantropia Guarapuavana, REAA, GOB-PR, Oriente de Guarapuava, Estado do Paraná, pede esclarecimentos para o que segue:

PORTA ESTANDARTE


Venho solicitar por meio deste e-mail ajuda do seu conhecimento maçônico sobre a função do Porta-Estandarte. Elaborei os estandartes das Lojas Acácia Laranjeirense e Universitária Philantropia Guarapuavana. Esses dias, no Tempo de Estudo eu falei sobre o Estandarte da Universitária como ele foi elaborado, já li em algum trabalho que algumas Lojas do REAA\, que ao abrir a sessão o Porta-Estandarte abre o Estandarte e coloca no seu devido lugar em Loja, mas fica a indagação no nosso Ritual:
- Qual a função do Porta-Estandarte? Ou é apenas figurativo?
- Se abre e fecha o Estandarte e em qual momento da sessão ou ele sempre fica aberto no canto da Loja?
- Se no nosso Rito já houve função do tipo hasteamento ou descerramento do Estandarte?

CONSIDERAÇÕES.

Muitos costumes maçônicos autênticos infelizmente foram gradualmente se perdendo, o que não foge à regra também no REAA\.
No caso do Porta-Estandarte e a sua função em Loja fica evidente esse descaso, pois se o cargo existe no ritual, obviamente para ele deveria existir uma finalidade.
Tão importante é o Estandarte de uma Loja que ele é o símbolo maior da Corporação Maçônica e compõe, com a Carta Constitutiva, a certidão de existência de uma Loja Maçônica.
Dada a sua importância, a presença do Estandarte em Loja não deveria simplesmente se limitar a ficar hasteado no lugar devido.
É nesse sentido que existe um oficial denominado Porta-Estandarte, cujo ofício é o de ser o condutor oficial do lábaro da Oficina – a sua própria joia distintiva assim o identifica.
Dada à importância do Estandarte é que outrora o mesmo era arvorado pelo seu condutor assim que a Loja fosse declarada aberta, enquanto que no seu encerramento o lábaro era por ele recolhido. É daí a origem do cargo do Porta-Estandarte.
Em muitos lugares, quando uma Loja é visitada, a visitante ainda traz consigo o Estandarte hasteado como seu símbolo presencial, o que se dá durante o ingresso formal. Nessa oportunidade o Estandarte da visitante é formalmente colocado no Oriente junto ao da anfitriã pelo tempo que a visitante permanecer no recinto.
Lamentavelmente essas práticas não têm sido mais previstas em muitos dos nossos rituais, provavelmente porque os construtores de rituais atualmente parecem estar mais preocupados com certas formalidades que só servem para alimentar vaidades do que manter as nossas verdadeiras tradições. Talvez seja essa a razão do descaso para com o ofício do Porta-Estandarte no REAA\.

T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2017

DEGRAUS PARA O ORIENTE E SAUDAÇÃO - RITO BRASILEIRO

Em 01/09/2017 o Respeitável Irmão Eurípedes Coelho de Castro, Loja Minerva 1805 e Loja Ordem e União, 3191, provavelmente Rito Brasileiro, GOB-GO, sem mencionar o nome do Oriente, Estado de Goiás, solicita esclarecimentos.

DEGRAUS E SAUDAÇÃO NO RITO BRASILEIRO.


Exerci o cargo de Secretário Estadual de Orientação Ritualística do GOB-GO Adjunto para o Rito Brasileiro (onde ainda sou solicitado pelo nosso Secretário de Ritualístico a a
uxiliá-lo nessa função), nesse período, como orientador, tivemos algumas dificuldades em repassar aos Irmãos, orientações relativas à subida e descida dos degraus do Templo, principalmente a subida, pois cada Irmão fazia a interpretação diferente, do que nos dizia o Ritual, causando sempre polemica.
Então estou tomando a liberdade de através da sua sabedoria e estudioso como és, em solicitar a sua ajuda, no sentido de clarear essas duvidas, principalmente relativo aos quatro degraus que sobem do Ocidente para o Oriente, onde inicia o 1º degrau e onde está o 4º degrau.
Abaixo está a orientação escrita no Ritual do Rito Brasileiro, pagina 27.
2. SUBIDA E DESCIDA DOS DEGRAUS DO TEMPLO (pag 27 do Ritual do Rito Brasileiro)
Sobe-se ao Oriente por 4 degraus que representam: A FORÇA, O TRABALHO, A CIÊNCIA e A VIRTUDE. Mais três degraus conduzem ao Altar e representam eles: A PUREZA, A LUZ e A VERDADE. Todos os degraus serão subidos ou descidos normalmente um a um, rompendo-se com qualquer pé.
SAUDAÇÃO AO Ven\ M\
- O Ir\ que for adentrar no Or\ (após subir o último degrau antes da linha divisória do Or\ e do Oc\), saúda o Ven\ junto a Grade do Or\, no Lado Nordeste.
– O Ir\ que for sair do Or\, saúda o Ven\ junto a Grade do Or\, no Lado do Sudeste.
- (Nestas oportunidades e quando for passar do Norte para o Sul, no Ocidente, o Irmão se colocará à Ordem, saudará o Ven\ e continuará sua marcha sem retornar novamente ao Sinal de Ordem).
OBS: (O Ir\ que estiver portando instrumentos de trabalho saudará o Ven\ com respeitosa inflexão de cabeça.)

CONSIDERAÇÕES.

Ao que parece o Ritual está bem claro na quantidade de degraus, ou seja: por quatro degraus se sobe andando normalmente do Ocidente para o Oriente e do nível do Oriente para se alcançar o sólio, sobe-se andando normalmente mais três degraus. Obviamente que o retorno se dá descendo os degraus mencionados. Em síntese, do Ocidente até o sólio existem sete degraus.
Um obreiro ingressando no Oriente, ao atingir o nível do mesmo pelo lado nordeste (vem da Coluna do Norte) próximo à balaustrada (grade do Oriente), saúda o Venerável Mestre e em seguida, sem voltar à Ordem, prossegue no seu deslocamento.
A saudação deve ser feita pelo Sinal conforme o Grau de trabalho da Loja.
Um obreiro em retirada, imediatamente antes de sair do Oriente, o que acontece sempre pelo lado sudeste em direção à Coluna do Sul, antes de descer os degraus, próximo à balaustrada ele se volta para o Venerável e faz a saudação pelo Sinal. Ato seguido retorna o seu percurso descendo os quatro degraus do Oriente para o Ocidente.
A contagem do número de degraus de um acesso ou de uma escada se faz pela quantidade de espelhos correspondentes aos degraus. Cada degrau se compõe de piso e espelho. Espelho é a diferença de nível entre os pisos de uma escada
Obreiro em circulação no Ocidente quando passar de uma para a outra Coluna (Norte para o Sul ou vice-versa) volta-se para o Oriente e saúda o Venerável Mestre pelo Sinal.
A saudação é feita em se estando à Ordem e executando o Sinal Penal. Terminada a saudação não se volta à Ordem se o caso for o de continuar o deslocamento (não se anda com o Sinal, salvo a Marcha do Grau se prevista no Rito).
Em todos os casos acima mencionados o Obreiro portando objeto de trabalho não faz Sinal, mas saúda o Venerável Mestre com uma parada rápida e formal executando com isso uma respeitosa inclinação com a cabeça. Concluído o gesto, prossegue-se no deslocamento.
Concluindo, espero ter melhorado as elucidações, embora o Ritual me pareça estar bem claro no que diz respeito à execução dessas práticas litúrgicas.

T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2017

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

ENTRADA DO CORTEJO - INGRESSO NO ORIENTE

Em 26/08/2017 o Respeitável Irmão Paulo Sérgio Carvalho Batista, Loja Sepé Tiaraju, nº 1.174, REAA, GOB-RS, Oriente de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, solicita os esclarecimentos seguintes:

ENTRADA DO CORTEJO.


No REAA, o Mestre de Cerimônias compõe a loja e organiza o cortejo no Átrio, para a entrada no Templo, todos os Irmãos revestidos de suas insígnias e trajados conforme o Ritual formará fila dupla obedecendo à ordem prevista no Ritual.
Após as Bat\ do Gr\ na porta de entrada do Templo pelo Irmão Mestre de Cerimônias, o Irmão Cobridor Interno abre a porta e a marcha inicia sem o Sinal de Ordem, entrando todos em silêncio, ocupando cada qual o seu lugar, conservando-se em pé, voltados para o eixo do Templo. Neste momento os Irmãos Secretário, Orador, 1º Diácono, Mestres Instalados e Autoridades sobem para o Oriente ocupando seus respectivos lugares? Ou esperam no Ocidente pelos Irmãos Venerável Mestre e Mestre de Cerimônias subirem ao Oriente, para só após eles (Irmãos Secretários, Orador, 1º Diácono, Mestres Instalados e Autoridades) subirem e ocuparem seus lugares em Loja?

CONSIDERAÇÕES.

Como se trata de ingresso no Templo antes do início dos trabalhos, cada qual deve diretamente ocupar o seu lugar em Loja, tanto nas Colunas como no Oriente conforme determina o Ritual, apenas ingressando por último o Venerável Mestre que vai conduzido ao lugar devido pelo Mestre de Cerimônias.
Assim, respondendo a sua questão, todos os que ocupam lugar no Oriente já para lá se dirigem sem a necessidade de aguardar condução formal e nem de convite para tal.
Cabe mencionar que essa regra não se aplica às entradas formais explicitadas nos Rituais e nos Regulamentos que acontecem depois da abertura dos trabalhos.

T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2017.

INSTRUÇÕES E O TEMPLO COBERTO PARA IRMÃOS DO MESMO GRAU?

Em 25/08/2017 o Respeitável Irmão Vitorino Ribeiro Loja Estrela do Noroeste Nº 265, GLESP, sem mencionar o nome do Rito, Oriente de Pirajuí, Estado de São Paulo, solicita o seguinte esclarecimento.

INSTRUÇÕES E O TEMPLO COBERTO PARA IRMÃOS DE UM MESMO GRAU?


Em nossa Constituição & Regulamento Geral 2ª Edição – Outubro de 2001 – em seu Capítulo V – Da Passagem de Grau – Artigo 217 § 2º - “Quando apresentado um trabalho ou ministrada uma instrução, o Templo deverá ser coberto àqueles que estiverem em grau ou instrução menores”.
Pergunto:
Se a Sessão está sendo realizada em 1º Grau – Aprendiz Maçom, se o Obreiro foi ritualisticamente Iniciado, se naquela ocasião recebeu da Loja o Ritual do Grau, contendo todas as Instruções, por que deveria ter o Templo coberto? E se lá na Sala dos PP\PP\ esse Obreiro abrir seu Ritual na mesma página que está sendo ministrada a Instrução ao “Irmão mais adiantado” lá dentro? Até onde penso sobre o assunto, tal fato enquadraria caso ao ser Iniciado o Obreiro recebesse o fascículo da Primeira Instrução, e assim sucessivamente, recebendo os seguintes até alcançar o conhecimento da Sétima Instrução.
Lembro-me da minha Iniciação, ao chegar em casa por volta de 01h30min, li o Ritual inteiro, mesmo desconhecendo as partes abreviadas, e nem por isso considero que cometi falta grave, afinal, logo nas primeiras páginas encontro:“para uso e guarda do Irmão...”
Reparta comigo um pouco do vasto conhecimento maçônico que o Prezado Irmão possui, e desde já antecipo meus sinceros agradecimentos e meu Tríplice e Fraternal Abraço.

COMENTÁRIOS.

Sem ensejar qualquer crítica pejorativa aos regulamentos de uma Obediência, essa de cobrir o Templo a um Irmão do mesmo grau por motivo de instrução, eu entendo que, além de improcedente, também não faz sentido algum.
Ora, sabidamente o que não é permitido é a presença de Irmãos que não tenham ainda atingido o grau condizente com aquele em que a Loja esteja trabalhando. Agora, estender essa proibição àqueles de um mesmo grau que presumidamente ainda não tenham recebido instrução é alguma coisa altamente contraditória.
Penso que é como bem colocou o Irmão na sua questão, pois tudo relativo ao grau, no caso das instruções, está no ritual, portando, a alegação de sigilo nesse caso não faz nenhum sentido.
Assim, sob a óptica da tradição, não deveria existir na Maçonaria nenhuma regra condicionante nesse sentido, salvo aos Mestres que alcançam o veneralato de uma Loja e por consequência tenham que passar pela cerimônia de Instalação (que não é grau) para adquirirem o título distintivo de Mestre Maçom Instalado. Apenas nesse caso é que entre os Irmãos Mestres pode existir restrição entre alguns deles para participação numa determinada etapa dos trabalhos da Loja.


T.F.A.

PEDRO JUK


NOV/2017.