sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

AUTORIDADES INGRESSANDO APÓS A ORDEM DO DIA

Em 07/11/2017 o Respeitável Irmão Flávio Augusto Batistela, Loja Solidariedade e Firmeza, 3052, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Dracena, Estado de São Paulo, apresenta a seguinte questão:

AUTORIDADES INGRESSANDO APÓS A ORDEM DO DIA


Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos maçônicos, e desde já agradeço imensamente por sempre responder com gentileza e carinhos todas as minhas dúvidas.
Tenho visto Veneráveis Mestres, em sessões ordinárias, fazendo autoridades maçônic
as entrarem após a Ordem do Dia, como emana o ritual.
Existe algo diferente para autoridades maçônicas?
Pergunto isso, não por excesso de preciosismo, por achar que as autoridades maçônicas estão em um patamar superior, mas por uma questão até de desenvolvimento de função. Por exemplo, acho estranho deixar o Coordenador Regional, que tem como função visitar as Lojas orientando e checando se tudo está caminhando bem nas sessões, fazê-lo entrar após a Ordem do Dia.
Em sessões magnas obviamente não há dúvidas, pois o ritual é claro no sentido de que as autoridades entram após a abertura da Loja.

CONSIDERAÇÕES.

Todas as autoridades maçônicas têm o direito de ingressar no Templo conforme o protocolo de recepção, embora elas também possam, por sua própria vontade, ingressar em família, isto é, por ocasião de ingresso dos obreiros no Templo para a abertura dos trabalhos e dispensando as formalidades.
Assim, a questão não é do Venerável Mestre “fazer” as autoridades ingressarem após a Ordem do Dia conforme configura o Ritual, mas do desejo das próprias autoridades entrarem em família, pois não cabe a ninguém sugerir ou impor a elas algo contrário nesse sentido.
Há que se notar também que o próprio ritual menciona essa possibilidade quando dá orientações para a abertura dos trabalhos, tanto em Sessão Ordinária como Magna. Assim prevê o Ritual de Aprendiz do REAA/GOB em vigência nas orientações para abertura ritualística, páginas 43 e 85:
(...) Visitantes, que, tendo direito ao Protocolo de Recepção às Autoridades, desejem (o grifo é meu) entrar “em família” e (...).
Obviamente que tudo é uma questão de bom senso por parte da autoridade, sobretudo numa Sessão Ordinária realizada à noite e em meio de semana, levando-se em conta a demanda de tempo para a recepção protocolar.
Dando por concluído, penso que muitas vezes essas práticas contradizem um dos verdadeiros ensinamentos da Ordem - o do exercício da humildade. Talvez seja por isso que encontramos Orientes demasiadamente espaçosos em algumas das nossas Lojas.

T.F.A.

PEDRO JUK



FEV/2017

CIRCULAÇÃO DO SEGUNDO DIÁCONO

Em 06/11/2017 o Respeitável Irmão Rogério Romani, Loja Berço dos Bandeirantes, 692, REAA, GLESP, Oriente Santana da Parnaíba, Estado de São Paulo, formula a seguinte questão:

CIRCULAÇÃO DO 2º DIÁCONO

Tenho uma duvida sobre a marcha do 2º Diácono ao dirigir-se na coluna do Primeiro Vigilante para receber a P\ S\.
Seria por fora ou por dentro da coluna B\?
E quando o mesmo 2º Diácono marcha em direção do Altar do Segundo Vigilante para
transmitir a P\ S\ seria por fora ou por dentro da Coluna B\?

CONSIDERAÇÕES.

Eu não sei exatamente o que menciona o Ritual da GLESP nesse particular, mas originalmente no REAA\ não existem essas perambulações dos Diáconos por fora de coluna e nem ao redor da mesa dos Vigilantes.
Na verdade, as Colunas B e J são vestibulares (de vestíbulo) e genuinamente deveriam estar colocadas no Átrio, portando pelo lado externo da porta do Templo.
Como infelizmente existem rituais brasileiros que equivocadamente ainda as colocam pelo lado interno, então que se diga que as mesmas demarcam o limite do Ocidente, ou seja, sob o ponto de vista do Oriente para o Ocidente, pressupõem-se que tudo que estiver além delas estará fora do ambiente de trabalho.
Partindo dessa premissa, também não deve existir passagem “por fora” delas, pois insistir nesse anacronismo aumenta ainda mais a imprecisão da localização dessas Colunas que, no rigor da razão, deveriam estar posicionadas pelo lado externo da porta.
Concluindo, devo mencionar que a objetividade da minha resposta se prende àquilo que é original no REAA\, portanto as minhas colocações não visam em absoluto afrontar nenhum ritual em vigência.



T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

DEPUTADO PODE ASSUMIR UM CARGO NA LOJA?

Em 02/11/2017 o Respeitável Irmão Marcos Almeida, Loja Guardiões do Roncador, 3.719, GOEMT - GOB, REAA, Oriente de Barra do Garças, Estado do Mato Grosso, faz a seguinte pergunta:

DEPUTADO ASSUMINDO CARGO NA LOJA


Tenho uma duvida em relação ao uso dos deputados no exercer qualquer cargo em Loja, vira e mexe o Venerável utiliza o(s) deputados presentes para exercer cargo mesmo sabendo que tem irmão Mestre que podem ser utilizados em diferentes cargos. Sendo eles em exercício nas SALM, potência diferente os Deputados sem constrangimentos, tiram seus colares ou não tiram os colares e executam a tarefa, mesmo sendo Irmãos da Loja pode ele exercer cargo como Orador, Vigilante ou é de bom senso usar para o exercício na sessão de qualquer cargo.
Obrigado! Espero resposta, pode ou não pode exercer cargos em Loja durante o seu mandato legislativo, como representante da Loja.

CONSIDERAÇÕES.

Na ausência extrema de Irmãos, não havendo outros Mestres que possam preencher cargos de modo precário, nada impede que um Irmão Deputado preencha de modo “ad hoc” um cargo.
Eu não entendi bem o que o Irmão quis dizer com “SALM, potência diferente”, já que uma Soberana Assembleia Legislativa Maçônica não é uma Potência, mas uma Assembleia da Potência. Obviamente que está fora questão aqui qualquer referência a um Deputado de outra Obediência (Potência) fazer substituição, pois cargos na Loja são preenchidos precariamente por Irmãos do seu Quadro e no máximo por Irmãos visitantes, mas que sejam da mesma Obediência, se for ocaso.
O que também deve ser considerado é que num caso de falta de Irmãos que compõem a diretoria da Loja, ela, mesmo com seus substitutos, deve evitar colocar matérias relevantes em votação.
De tudo essa não deve ser uma situação corriqueira na Loja, mas provisória e em situações que não ocorrem com frequência.
Um deputado assumindo um cargo para auxiliar a sua Loja por motivo de falta de um titular nada tem a ver com o seu mandato legislativo e nada fere o seu ofício de representar a Loja nas Assembleias Estadual ou Federal Maçônica.
Só lembrando, tradicionalmente no REAA\ o substituto precário do Primeiro Vigilante é o Segundo Vigilante e deste o Segundo Experto.
Volto apelar para o bom-senso. A missão de compor a Loja não é ofício do Venerável Mestre, mas do Mestre de Cerimônias. Este, ao se deparar com situação de vacância de cargos, ao revestir as joias deve avaliar primeiro a situação e, nesse caso, só lançar mão de um Deputado, que é uma autoridade maçônica, se não estiver presente outro Mestre que possa antes suprir à premente necessidade.


T.F.A.

PEDRO JUK



FEV/2017

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

BALANDRAU x SESSÃO MAGNA

Em 01/11/2017 o Respeitável Irmão Alexissandro Marques Moreira, Loja Caratinga Livre, REAA, GOB-MG, Oriente de Caratinga, Estado de Minas Gerais, formula a seguinte questão:

USO DO BALANDRAU



Queria saber se posso usar o balandrau em uma sessão magna. Porque na minha loja não é permitido. E se não posso, por quê? Onde isso esta escrito?

CONSIDERAÇÕES.

Meu prezado Irmão, essas orientações estão à disposição de todos os maçons da Obediência e fazem parte do Regulamento Geral da Federação, bem como do respectivo ritual.
Veja então o que menciona o Capítulo X do RGF em seu artigo 110 e § 1º que transcrevo a seguir:
“Art. 110. Os Maçons presentes às sessões magnas estarão trajados de acordo com o seu Rito, com gravata na cor por ele estabelecida, terno preto ou azul marinho, camisa branca, sapatos e meias pretos, podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”.
“§ 1º. Nas demais sessões, se o rito permitir, admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo e mangas compridas, sem qualquer símbolo ou insígnia estampados”.
Assim, no Ritual do REAA\ de Aprendiz Maçom do GOB, Decreto 1102/2009 em vigência, na sua página 33 está escrito o seguinte:
“Os Maçons presentes às Sessões Ordinárias e obrigatoriamente (o grifo é meu) nas Sessões Magnas (o grifo é meu) estarão trajados de acordo com o Rito, terno, sapatos, cinto e meias na cor preta, camisa branca, gravata (preta, lisa, sem ornamentos, modelo tradicional ou borboleta), podendo portar somente suas insígnias e condecorações relativas aos graus simbólicos”.
Nas demais sessões (o grifo é meu) admite-se o uso do balandrau preto, com gola fechada, comprimento até o tornozelo, sem qualquer estampa ou insígnias estampados...”.
A expressão “nas demais sessões” grafadas acima implica em se admitir também o uso do balandrau nas demais sessões que não sejam Sessões Magnas, portanto, respondendo sua questão, fica óbvio que não pode porque o RGF e o Ritual do Rito assim orientam.
Esse não é o caso apenas “da sua Loja”, mas de todas as Lojas da Federação do GOB que praticam o REAA\, ou seja, nas Sessões Magnas não é admitido o uso do balandrau.
Concluindo, aceite a minha recomendação de conhecer as leis e regulamentos da Obediência, cujas quais estão à disposição de todos e em particular do Orador que é o Guarda da Lei da Loja.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2017

sábado, 10 de fevereiro de 2018

RITUAL DE EMULAÇÃO (RITO DE YORK) - SINAIS

Em 08/10/2017 o Respeitável Irmão Henri Marques, Loja de Pesquisas e Estudos Maçônicos de Ribeirão Preto, 3150, Ritual de Emulação, GOSP-GOB, Oriente de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, solicita as seguintes informações:

RITUAL DE EMULAÇÃO


Mais uma vez recorro à ajuda do irmão para sanar algumas dúvidas referentes ao ritual de Emulação.
Recentemente me filiei em uma Loja que funciona segundo o ritual de Emulação e gostaria que o Irmão me auxiliasse em algumas dúvidas referentes a esse belo ritual, mas só que no próprio ritual elaborado pelo GOB não há esclarecimentos detalhados quanto às posturas de certos sinais nos três graus. Vamos lá:
1. É verdade que há duas palavras do Mestre Maçom, uma derivada dos Antigos e outra dos Modernos, quando da União das duas potências, resolveram adotar as duas palavras? Quais são elas?
2. O que é esse "Sn de R" feita no grau de Ap.? O que significa? Como ele é feito?
3. No grau de MM há 5 sinais: o Sn P, o Sn de H, o Sn de Ang ou S, o Sn de Compx. e o Sn de Jub. ou Aleg. Como são feitos esses sinais? O ritual não deixa muito claro e as cifras são um pouco confusas para mim.
P.S.: por discrição e já que o Ir. costuma publicar as perguntas dos demais IIr., se puder manter as palavras cifradas nas respostas e responder sem abreviações no privado em nome da promessa do sigilo, eu agradeço; ou se o Ir preferir responder a mim de maneira cifrada e abreviada, e caso eu não compreenda algumas abreviações, eu posso ir perguntando ao Ir ao longo das dúvidas e esclarecimentos.

CONSIDERAÇÕES.

Para os comentários a seguir obtive o competente auxílio do Respeitável Irmão Joselito Hencotte, um dos conhecedores e estudioso da Maçonaria Inglesa.
Conforme o Irmão Joselito comenta, geralmente a explicação que envolve a composição dos Sinais tem sido detalhada nos rituais brasileiros, entretanto as dúvidas se apresentam mais pelo desconhecimento das palavras, o que às vezes influencia conclusões levando a fazer com que Irmãos pratiquem modos diferenciados nessa liturgia.
Parece-nos que o ideal seria que um instrutor (preceptor) sempre pudesse demonstrar os Sinais para que eles fossem executados corretamente. Um sinal deve ser executado com rigor ritualístico, mas sempre com naturalidade, não existindo para ele gestos marciais estereotipados e nem movimentos providos de desmedido exagero.
Em não existindo a possibilidade da presença de um instrutor, sugere-se que se preste bastante atenção nos sinais e como vão colocados conforme a ordem descrita no Ritual, cuja mesma tem o desiderato de dar sentindo a prática que segue sempre o drama descrito pela lenda hirâmica.
Nesse entendimento, enfatiza-se que os Sinais estão ligados diretamente aos C. PP. do Companheirismo e figuradamente resumem a dramatização da lenda.
Outro aspecto a se considerar é o de que alguns termos utilizados nos Rituais do GOB foram traduzidos e muitas vezes adaptados àquilo que o tradutor, ou editor pensou ser o mais adequado à cultura e à prática da liturgia maçônica brasileira.
Nesse contexto aparecem discussões de tradução a exemplo do substantivo “sympathy”, cuja tradução que mais se coaduna com a realidade ritualística do caso é “compaixão”, ou “condolência”, embora ela signifique também no idioma bretão “simpatia e benevolência”. Ainda sob essa mesma conjuntura aparece os “Five Points of Fellowship”, onde o substantivo fellowship, que significa “companheirismo” no idioma bretão, às vezes é entendido como “confraternização”???
Eu acrescentaria ainda que no Brasil, inadvertidamente, muitos dos compiladores da ritualística maçônica misturam práticas litúrgicas de vertentes maçônicas distintas – no caso entre a francesa (REAA\) e a inglesa (Craft).
Dados esses comentários, seguem as respostas, mas de modo resumidas devido ao sigilo que o assunto merece. Por esse particular segue um anexo com explicações mais detalhadas, já que a sua divulgação aqui poderia afrontar o sigilo maçônico.
1.     É verdade que há duas palavras do Mestre Maçom, uma derivada dos Antigos e outra dos Modernos, quando da União das duas potências, resolveram adotar as duas palavras? Quais são elas?
De fato existiram duas palavras que provavelmente pertenceram cada qual a uma das Grandes Lojas Rivais e eram usadas pelas Lojas na época (antes da união de 1813). Devido a não existência de rituais impressos como é comum no costume inglês, seria temerário fazer afirmativa sobre qual era a palavra exclusiva nessa ou naquela Grande Loja. O que se sabe é que as palavras são M.B. e M.
Por exclusão há possibilidade de que M. B. seja a palavra relativa aos Modernos, já que essa palavra também é comum no Rito Moderno ou Francês. Sabendo-se que a França do Século XVIII desconhecia completamente as práticas dos Antigos, é bastante possível que os franceses adotassem práticas dos Modernos ingleses de 1717, adoção essa que deu, inclusive, o título de “ou Moderno” para o Rito Francês.
2.     O que é esse "Sn. de R." feita no grau de Ap.? O que significa? Como ele é feito?
Sinal de Reverência. Na verdade ele não é utilizado só Grau de Aprendiz. Ele é também utilizado, além da cerimônia de Iniciação, na cerimônia de Passagem, de Exaltação e de Instalação.
Pelo forte cunho teísta da Maçonaria Inglesa, ela adota esse sinal como atitude de respeito, acatamento e veneração durante as preces e orações. Há que se perceber que esse sinal somente se aplica nessas circunstâncias.
Obs. – a descrição do sinal fica velada sendo só remetida pessoalmente ao consulente.
3.     No grau de MM há cinco sinais: o Sn P, o Sn de H, o Sn de Ang ou S, o Sn de Compx e o Sn de Jub ou Aleg. Como são feitos esses sinais? O ritual não deixa muito claro e as cifras são um pouco confusas para mim.
Esses cinco sinais aludem aos C. PP. do Companheirismo e estão diretamente ligados à dramatização da Lenda de Hiran.
Na ordem ritualística, eles são: o Sinal de Horror, o Sinal de Simpatia, o Sinal Penal, o Sinal de Aflição e Agonia e o Sinal de Exaltação e Júbilo, esse também chamado de Grande ou Real Sinal.
A descrição e explicações relativas a esses sinais podem ser consultados no anexo relativo a essa resposta.

Fraternalmente em fevereiro de 2018

PEDRO JUK




sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

ABORDAGEM NA COLETA

O Respeitável Irmão Nilson Alves Garcia, Loja Estrela da Serrinha, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, solicita a seguinte informação:

ABORDAGEM NA COLETA


Após a coleta dos seis primeiros cargos obrigatórios, a
o se dirigir novamente ao Oriente o Oficial aborda os demais Irmãos do Oriente. Pergunta: Começa pelo Irmão Porta-Bandeira, ou primeiro aborda os ocupantes das cadeiras de honra no sólio se elas estiverem ocupadas?

CONSIDERAÇÕES.

Já escrevi bastante a respeito, sobretudo no que expõem os rituais do REAA\ do GOB.
Para que possamos dar uma resposta laudatória, independente do que eu já tenha escrito até então, menciono que após a coleta dos seis primeiros cargos obrigatórios, dos quais o último é o Cobridor Interno, o Oficial respectivo dando continuidade à coleta, se dirige ao Oriente para a coleta dos demais. Nessa oportunidade não existe ordem para a abordagem, senão aquela que determina que todos sejam abordados.
Nesse sentido, “recomenda-se” que se as duas cadeiras de honra (ambos os lados do Venerável) estiverem ocupadas, que o Oficial circulante dê continuidade à coleta a partir delas e posteriormente dos demais ao seu critério. Devo salientar que essa é uma recomendação e não uma regra, pois o ritual nada menciona a respeito.
Volto a ratificar: o que não deve ser executada é a coleta dos ocupantes das cadeiras de honra junto com a do Venerável.
Eu particularmente como maçom gosto da objetividade e da praticidade e esse deve ser o desiderato na execução da ritualística.
Por fim, caso eu tenha dado alguma resposta contraditória ao que vai aqui hoje escrito, recomendo que se desconsiderem as anteriores.


T.F.A.

PEDRO JUK



FEV/2017

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

COBERTURA DO TEMPLO NO ESCRUTÍNIO

O Respeitável Irmão Daniel Leonel Alves, Loja Filhos da Viúva, REAA, GOSP-GOB, Oriente de Barretos, Estado de São Paulo, solicita a seguinte informação:

COBERTURA DO TEMPLO NO ESCRUTÍNIO


Devemos ou não pedir para o Irmão visitante cobrir o Templo temporariamente, uma vez que não faz parte do Quadro da Loja para a realização do Escrutínio Secreto?
No último Escrutínio, solicitamos que o visitante cobrisse o Templo temporariamente.
Achamos sem propósito a presença de Irmão visitante, inclusive para não influenciar a votação. Gostaria de saber se o que aconteceu está errado ou certo?

CONSIDERAÇÕES.

Entendo e sou simpático à justificativa e preocupação da Loja no caso de se cobrir o Templo a um ou mais visitantes que tenham relações próximas com o candidato que será escrutinado, a despeito de que pelas suas presenças possa existir, mesmo que remotamente, alguma influência sobre o resultado.
Por outro lado, lembra-se que o voto no Escrutínio é secreto, portanto longe das vistas alheias e sem que o nome do votante seja revelado nesse caso.
Eu particularmente não vejo nenhum problema se o escrutínio fosse realizado sem a presença de visitantes, entretanto, o Art. 17 do RGF em seu parágrafo único menciona claramente que da votação (escrutínio) somente participam membros do Quadro, inclusive Aprendizes e Companheiros, mas não condiciona a Loja a não permitir a assistência de visitantes (vedando ou retirando-os). O que é vedado aos visitantes é o ato de votar no Escrutínio, não a sua presença na Loja.
Isso também pode ser constatado no Ritual de Aprendiz do REAA\ do GOB\ em vigência, onde na sua página 56, título 2.5 Escrutínio Secreto para Admissão de Novos Membros, no primeiro explicativo impresso em azul está mencionado o seguinte: “Dá-se entrada a Irmãos Visitantes (o grifo é meu) do GOB, ou de Potências por ele reconhecida, que estejam na Sala dos PP\ PP\, sendo que do Escrutínio Secreto somente participam os membros efetivos da Loja”. Obviamente que essa orientação é dada em se levando em conta que outros Irmãos visitantes possam já ter entrado em família.
Com base no que foi mencionado, tanto no RGF e no Ritual, legalmente não está prevista a cobertura do Templo aos visitantes na oportunidade em que é realizado o Escrutínio Secreto. Ratifico, o que lhes é vedado é o exercício do voto no Escrutínio e não as suas presenças na Sessão Ordinária da Loja no momento da realização do Escrutínio.
Pelo exposto, sob o ponto de vista legal, mesmo que simpático à iniciativa, eu devo salientar que não é prevista a cobertura do Templo aos Irmãos visitantes nessa oportunidade. Assim, o que não está previsto, não deve existir.

E.T. – Quem cobre o Templo é o Cobridor. Os que eventualmente se retiram temporariamente não “cobrem o Templo”, mas têm a eles o Templo coberto pelo Cobridor.

T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2018