segunda-feira, 15 de julho de 2024

AUMENTO DE SALÁRIO E A COBERTURA DO TEMPLO

Em 18.10.2023 o Respeitável Irmão Claudio Cordeiro da Silva Filho, Loja Quintino Bocaiuva, 09, REAA, GOP (COMAB), Oriente de Cornélio Procópio, Estado do Paraná, apresenta a questão seguinte:

 

AUMENTO DE SALÁRIO

 

Tenho a seguinte dúvida:

Nas sessões em que serão apresentados trabalhos para aumento de salário (por exemplo de um Aprendiz) os outros Aprendizes devem sair temporariamente do templo ou os mesmos podem acompanhar a apresentação? Qual o seu entendimento sobre isso?

A mesma pergunta se estende para os casos em que ocorrerão sabatina dos que pleiteiam aumento de salário.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

De modo algum isto é necessário. Ora, Irmãos que possuem um determinado grau têm o direito de permanecer na sessão que lhes é de direito.

Assim, não faz sentido cobrir o Templo para Irmão ou Irmãos de um mesmo grau, seja em uma sabatina ou em outros procedimentos consoantes ao aumento de salário.

Esses excessos de preciosismo simplesmente são contraditórios e não somam nada para o aprimoramento iniciático.

Não há segredo iniciático entre Irmãos de um mesmo Grau. O resto é pura invenção e longe de atitude coerente.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUL/2024

sábado, 13 de julho de 2024

FUNÇÃO DO SEGUNDO EXPERTO - REAA

Em 17/10/2023 o Respeitável Irmão Celso Mendes de Oliveira Junior, Loja Pioneiros de Mauá, 2000, REAA, GOB-RJ, Oriente de Magé, Estado do Rio de Janeiro, apresenta a dúvida seguinte:

 

SEGUNDO EXPERTO

 

Peço desculpas pelo eventual incômodo, mas gostaria de esclarecer uma dúvida relacionada ao papel do 2º Experto.

É claro que, de acordo com nosso ritual e o SOR, é atribuição dele recolher as assinaturas dos visitantes no livro de presenças, apresentando-o ao Orador junto aos títulos para confronto com o "ne-varietur".

Minha dúvida surge da ausência de indicação explícita no ritual ou SOR quanto a qualquer
impedimento para que o 2º Experto recolha também as assinaturas dos irmãos que, porventura, tenham se esquecido de assinar antes de se dirigirem ao Venerável para sua assinatura para encerrá-lo. Ou será que essa incumbência é exclusiva do Mestre de Cerimônia? Poderia esclarecer esse ponto?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

São procedimentos diferentes. Veja, o 2º Experto atua na verificação e qualidade de um Irmão visitante desconhecido que chegou atrasado para os trabalhos. Esse visitante não está ainda participando dos trabalhos. Está aguardando providências no Átrio, ou seja, fora da sala da loja.

Já Irmão presente aos trabalhos e que tenha eventualmente esquecido de assinar o livro de presenças, a sua assinatura será colhida pelo Mestre de Cerimônias.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JUL/2024

 

AVENTAL OU VESTIDO?

Em 17/10/2023 o Respeitável Irmão Jefferson Sebastião Vieira, Loja Colunas do Oriente, 124, Rito Adonhiramita, GOSC (COMAB), Oriente de Tijucas, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

 

VESTIR O AVENTAL

 

Acompanho-lhe há algum tempo nas publicações em revistas e livros, e atualmente mais diretamente na Revista A Trolha, onde o Irmão esclarece algumas dúvidas de outros Irmãos.

Assim sendo, tomo a liberdade de apresentar a minha, que já me foi fonte de pesquisa e confesso que não localizei em outro lugar além de rituais de iniciação, desde antigamente, até hoje em dia a mesma passagem, porém não localizei em nenhum outro autor a respeito, o que acredito ser provavelmente um equívoco de tradução, porem remanescente nos rituais....seria
atinente a passagem quando do recebimento do avental onde é dito "Recebeis este Avental a qual chamamos vestido (...)". Aqui grifo minha dúvida...não localizei outros autores, indo até na versão francesa, em que traga que o avental é chamado vestido!!!

Encontrei sim, que "devemos estar revestido", "devemos estar vestidos"... porém que "chamamos vestido", não localizei autores trazendo esse conceito que o avental é chamado vestido...

Poderia trazer mais luz nessa questão?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

De fato, não é costumeiro a adoção desse termo, contudo me parece que a sua aplicação não está totalmente errada.

Como substantivo masculino, a palavra “vestido” designa uma "veste".

Além de ser a designação de um traje feminino, "vestido", também é aquilo que veste alguém ou alguma coisa; é a vestimenta, vestidura, revestimento, cobertura.

Nesse contexto, a meu ver, a designação não me parece desrespeitosa, pois o Avental é a veste do maçom; é a vestimenta, a vestidura, portanto também é o "vestido".

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUL/2024

APLAUSOS PELA BATERIA E APLAUSO INCESSANTE

Em 17/10/2023 o Respeitável Irmão Décio Fraga Júnior, Loja Nilson Alves Garcia, REAA, GOB-GO, Oriente de Goiânia, Estado de Goiás, apresenta a dúvida seguinte:

 

APLAUSOS PELA BATERIA

 

Gostaria de mais uma vez dirimir uma dúvida. No SOR, grau de Aprendiz, no item 28, sobre aplausos.

Ficou entendido, mas surgiu essa dúvida:

Alguns irmãos estão em dúvida quanto em um final de tempo de estudos por exemplo, podemos aplaudir por palmas incessantes ou agora todo "aplauso" tem que ser pela bateria do grau?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

            Estas explicações, pertinentes à prática ritualística maçônica, aparecem o SOR, Sistema de Orientação Ritualística, para separar aquilo que é parte da liturgia iniciática daquilo que é corriqueiro e sem nenhum viés esotérico.

Assim, o “aplauso pela bateria” indica que a bateria do grau deverá ser executada por aplauso, ou seja, far-se-á a bateria do grau batendo a palma da mão direita na palma da mão esquerda, que fica parada. Esta é uma prática ritualística por revelar princípios inerentes a um determinado grau maçônico.

Aplausos incessantes nada tem a ver com “aplausos pela bateria do Grau”. Simples
aplausos têm apenas o efeito de aplaudir (ovação) alguém, ou alguma coisa, em uma demonstração ruidosa de aprovação. Estes aplausos não se atêm a princípios iniciáticos. São apenas gestos de contentamento em uma ocasião. A apresentação de uma peça de arquitetura, por exemplo, se merecer aplausos, será aplaudida por palmas incessantes, nunca pela bateria de um grau.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2024

domingo, 7 de julho de 2024

TITULAR ATRASADO - SUBSTITUIÇÃO DE CARGO

Em 13.10.2023 o Respeitável Irmão Emanoel Luizgino Barros de Lima, Loja 21 de Abril, 3, REAA, Grande Oriente da Paraíba (COMAB), Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, apresenta a dúvida seguinte:

 

TROCA DE TITULARES NOS CARGOS

 

Meu Irmão, mas uma vez recorro às suas Instruções, ajudando-nos sempre a elucidar fatos.

Recentemente visitei uma loja, também do REAA, onde os irmãos ao trocarem de cargo (nesse caso, o Chanceler "de Ofício" chegou atrasado) trocaram um T∴ F∴ A∴ e o Mestre "destituído" foi levado à coluna do Sul pelo Mestre de CCer∴.

É correto isso meu irmão, ou apenas mais um enxerto às ritualísticas do nosso rito?

P. S. - Confesso que achei bonito, pois fui recentemente elevado e até agora não tinha presenciado nenhuma aplicação ritualística para o T∴ F∴ A∴, a não ser na iniciação. Se o irmão tiver algum material histórico sobre o nosso abraço ficaria muito feliz em saber mais um pouco.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Essas são formalidades desnecessárias e ainda atrapalham o bom desenvolvimento
dos trabalhos.

                 Neste caso, o mais racional seria que Mestre de Cerimônias conduzisse o titular atrasado até o seu lugar de ofício. Deste modo, sem nenhum cerimonial especial para esta ocasião, o titular atrasado normalmente receberia a joia das mãos do seu substituto antes de ocupar o seu lugar. Por sua vez, o Irmão que acabou de deixar o cargo, é conduzido até o seu lugar em Loja. Tudo isso sem nenhuma firula ritualística com TFA, e outros penduricalhos do gênero.

Vale ressaltar que o maçom deve ser objetivo nas suas ações, ficando distante de práticas que nada enriquecem o aprimoramento humano.

Aliás, vale mencionar que o titular que chegou atrasado e atrapalhou o andamento litúrgico dos trabalhos da Loja, deveria se tocar e apenas assistir aos trabalhos, deixando que o seu substituto permanecesse exercendo o cargo até o encerramento. Entendo que esta seria uma atitude plausível.

Mas, como nada disso é proibido, pelo menos o bom senso veria imperar.

Em relação à prática do T∴ F∴ A∴, destaque-se que este não é costume universal, sendo muito mais ligado à vertente francesa de Maçonaria.

Desafortunadamente, esta troca de aabr∴ tem sido vulgarizada nos tempos atuais, sobretudo pela sua utilização em excesso, principalmente em momentos que nada condizem com a sua aplicação.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUL/2024

 

ENTRANDO DE COSTAS E PORTA FECHADA

Em 11.10.2023 um Respeitável Irmão de uma Loja do REAA, GOB-RS,  Estado do Rio Grande do Sul, faz a pergunta seguinte:

 

PORTA FECHADA

 

Assumi o 1º malhete da Loja e notei alguns costumes que se dão em nossa loja, não previsto no ritual e passo a indagá-lo na seguinte proposição:

Quando do retorno de membros ativos da loja, após cobrir o templo, se colocarem de costas para o Oriente e fazendo a frente somente após o fechamento da porta do templo, eu entendo da não necessidade de estarem de costas, pois no ritual não há esta determinação, mas como é de costume de nossa Loja ainda se faz tal procedimento. Esta é minha indagação ao nobre Irmão!

 

CONSIDERAÇÕES

 

Como bem está mencionado na sua questão, isso não está previsto no ritual. Se não está, então para que inventar?

                       Veja, se cada Loja quiser impor os seus costumes, então ritual para quê. Ora, as Lojas do GOB seguem os rituais do GOB e o SOR, que é o sistema de orientação ritualística
oficial do GOB, este criado por Decreto do Grão-Mestre Geral em 2019 para ser aplicado sobre os rituais.

Esta invenção de se entrar de costas é algo próximo das raias do ridículo. Assim, não faz sentido algum que Irmãos, ao retornarem aos trabalhos por conta de terem tido o templo coberto, ingressem desta forma. Ora, eles ao retornarem entram normalmente (andando de frente) e sem formalidades. Vale lembrar que esses Irmãos já estavam participando dos trabalhos.

É por isso que muitas vezes a Maçonaria latina é tida como o paraíso para invencionices. Muito provavelmente esta entrada “de costas” foi inspirada em uma passagem iniciática que ocorre durante a cerimônia para aumento de salário de um determinado grau, mas isso nada tem a ver com o natural ingresso no templo. A passagem é ritualística para um determinado momento e não uma regra de como reingressar no templo.

E assim corre o barco, afinal dizia um famoso escritor, se não é jabuticaba e só tem no Brasil, ou é besteira, ou é privilégio de alguns.

A propósito, os que se retiram temporariamente não "cobrem" o Templo, pois quem o cobre o Templo é o Cobridor. Quem sai não cobre, porém tem para si o templo coberto.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUL/2024

O PRIMEIRO VIGILANTE E O LUGAR DAS FERRAMENTAS NA LOJA

Em 11/10/2023 o Respeitável Irmão Eduardo Manuel Gonçalves Junior, Lojas Imperador Dom Pedro II, 4583 e Professora Luizia Simões Bartolini, 4430, REAA, GOB-PB, sem mencionar o Oriente, Estado da Paraíba, apresenta a dúvida seguinte:

 

 O LUGAR DAS FERRAMENTAS.

 

Caro Irmão Pedro, onde devem ficar depositados os instrumentos de trabalho, régua, esquadro, compasso e etc.?

Há uma lacuna no ritual de sagração, a respeito do depósito dele.

 

CONSIDERAÇÕES

 

Geralmente, quando estas ferramentas não estiverem sendo utilizadas, cada Loja as guarda em local que melhor lhe aprouver. Não existe propriamente uma determinação que aponte um lugar específico para esta finalidade, até porque isso não altera o caráter iniciático, natural de cada ferramenta simbólica.

             Seria excesso de preciosismo o ritual ter que indicar, ou determinar um local apropriado para guarda-las. Na Moderna Maçonaria, basta que elas estejam armazenadas se não estiverem em uso. Apenas fica expostas em lugares determinados pelo ritual, aquelas que fazem parte da decoração do templo em cada Rito.

É verdade que velhas instruções mencionavam que as ferramentas operativas eram guardadas pelo 1º Warden (mais tarde, 1º Vigilante) em um pequeno barraco próximo a entrada, que lhe servia como alojamento, notadamente nos canteiros de obras medievais. Nestes recintos, os operários deixavam as suas ferramentas de trabalho após terem sido despedidos contentes e satisfeitos para o descanso de inverno, recomendados a voltarem na próxima primavera para integrarem outra etapa de trabalho (o contrato do ofício).

Foi graças a isso que muitas Lojas dos Aceitos adotariam, mais tarde, o costume de ter junto à mesa do 1º Vigilante, uma gaveta ampla para essa finalidade, todavia, isto não é obrigatório.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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JUL/2024