segunda-feira, 9 de setembro de 2024

PAVILHÃO HASTEADO DENTRO DO TEMPLO

Em 05/12/2023 o Respeitável Irmão Everson Pereira Espíndola, Loja Pátria e família, 0579, REAA, GOB-RJ, Oriente de Cordeiro, Estado do Rio de Janeiro, faz a pergunta seguinte:

 

COM O PAVILHÃO NACIONAL HASTEADO DENTRO DO TEMPLO

 

Preciso da orientação do Irmão. Se o Pavilhão Nacional estiver dentro do Templo, O Venerável Mestre Coloca os Irmãos de Pé e a Ordem, para entrada de Autoridades? Como proceder?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Conforme prevê o Art. 2º do Decreto 1476/2016 que dispõe sobre o cerimonial para com o Pavilhão Nacional no GOB:

"Art. 2º: Não será aplicado o cerimonial de que trata esse Decreto nas sessões ordinárias e extraordinárias (o grifo é meu), sendo que a Bandeira Nacional será colocada em seu suporte antes da abertura dos trabalhos e ninguém será recebido com formalidades (o grifo é meu), nem mesmo o Grão-Mestre Geral".

               Assim, o Artigo mencionado é bem claro ao mencionar que ninguém será recebido com formalidades.

No caso do Pavilhão já hasteado, respeita-se somente a ordem de precedência de entrada das autoridades, mas sem nenhuma formalidade.

Consta ainda no Ritual de Aprendiz do REAA em vigência, página 62, primeiro
parágrafo e que permanecerá no novo ritual:

“Se o Pavilhão Nacional ainda não estiver no Templo, adotam-se as prescrições previstas neste Ritual para Recepção de IIr∴ que são autoridades maçônicas ou portadores de títulos de recompensas. Porém, estando o Pavilhão Nacional presente no templo, não se forma nenhuma Comissão (o grifo é meu), somente sendo adotadas as prescrições regulares relativas à entrega de malhete, com a Loja de pé e à Ord∴ (o grifo é meu)”.

No caso da entrega de malhete segue-se o que está previsto no ritual, orientação esta que permanecerá no novo ritual. A Loja só ficará à Ordem se houver entrega de malhete.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2024

sábado, 7 de setembro de 2024

USO DO BALANDRAU NA MAÇONARIA

Em 04/12/2023 o Respeitável Irmão José Joab Ferreira de Souza, Loja Francisco Maranhão Carvalho, 3504, GOB-MA, REAA, Oriente de Barra do Corda, Estado do Maranhão, apresenta a pergunta seguinte:

 

USO DO BALANDRAU

 

Valoroso irmão Pedro Juk, o Aprendiz e o Companheiro Maçom podem usar balandrau nas sessões ou só os Mestres Maçons podem usar o balandrau?

 

CONSIDERAÇÕES:

 

No REAA, nas sessões ordinárias, conforme previsto no ritual em vigência, é permitido o uso do Balandrau para os Aprendizes, Companheiros e Mestres. Já nas sessões magnas, o balandrau é vedado para todos.

O balandrau não é traje exclusivo para Mestres Maçons, portanto, onde ele for admitido todos podem usá-lo (Aprendizes, Companheiros e Mestres).

Sob o aspecto histórico, talvez o uso do balandrau na Maçonaria seja muito mais antigo do que os trajes formais que mais tarde seriam adotados no período especulativo (dos Aceitos) e da Moderna Maçonaria.

            Em que pese muitos Irmãos detestarem o uso do balandrau, vale a pena lembrar que a origem desta tradicional vestimenta de ofício remonta os canteiros de obras operativos e as suas organizações de construtores, ancestrais da Maçonaria propriamente dita.

Para ilustrar, deixo aqui um breve comentário sobre a natureza do balandrau. Os Collegiati, membros dos Collegia Fabrorum, eram operários das organizações de construtores criados em Roma no século VI a.C. pelo lendário Imperador Numa Pompílio com a finalidade de reconstruir o que a atividade bélica ia destruindo durante as conquistas do Império – durariam aproximadamente até o século VII.

Estas corporações de ofício, formadas por pedreiros construtores (canteiros), seguiam as legiões por todas as regiões que iam sendo conquistadas. Para que esses operários visualmente se diferenciassem dos legionários, eles se vestiam com uma espécie de túnica negra que ia ajustada ao corpo. Segundo o irretocável e autêntico autor Robert F. Gould, esta teria sido a origem do balandrau no contexto das atividades profissionais dos cortadores e assentadores de pedras daquela época.

Assim, é inegável que os Collegiati foram os membros da primeira corporação de ofício organizada até então conhecida, cujas mesmas antecederam às Associações Monásticas e as Confrarias Leigas, e posteriormente as Guildas de Construtores do século XII, todas estas organizações ancestrais da Franco-maçonaria, uma corporação profissional de pedreiros surgida nos séculos XIII e XIV na Europa para atender à demanda de mão de obra requerida pela expansão territorial da Igreja a partir do século XI, com construções de igrejas, catedrais, mosteiros e abadias.

Esta é a relação histórica do balandrau com Maçonaria.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

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SET/2024

 

TRAJE MAÇÔNICO E SESSÃO MAGNA NO RITO SCHRÖDER

Em 04/12/2023 o Respeitável Irmão José Roberto Messias, Loja Schröder de Londrina, Rito Schröder, GOP (COMAB), Oriente de Londrina, Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

 

TRAJE MAÇÔNICO E SESSÃO MAGNA

 

Entrei em uma contenda em minha Loja. Não sei se o irmão vai se lembrar de mim uma vez quando esteve em Londrina, tomamos um café ao lado do hotel onde você estava, hotel Cristal, onde começa o calçadão em Londrina.

Vamos lá. Em minha Loja estão falando que todas as nossas sessões são magnas (Rito Schröder) e eu discordei, alegando que o traje do Rito, que compõe ternos e gravatas em todas as sessões que não tem nada a ver com magnas.

Gostaria que o irmão desse o seu parecer pra que eu apresente a Loja, pode ser que eu também esteja errado em meu parecer.

 

CONSIDERAÇÕES

 

No meu entendimento, uma coisa nada tem a ver com a outra. Não é o traje que determina se a sessão é magna, mas o regulamento da Obediência que indica os tipos de sessões – magnas ou econômicas.

Comumente as Obediências determinam que para as sessões magnas, independente do rito praticado, o traje deva ser formal (terno, gravata, camisa branca, etc.).

Ocorre, entretanto, que há ritos maçônicos que não admitem outro traje, senão o formal, não importando se a sessão for econômica ou magna - é o caso, por exemplo, do Rito Schröder e do York que originalmente não admitem o uso do balandrau.

Assim, o modo de trajar formal característico de um determinado rito não é condição para se afirmar que nele todas as sessões sejam magnas.

No caso do Rito Schröder, naturalmente que existem sessões econômicas e magnas, mesmo que nele somente se admita o traje formal acompanhado de cobertura (cartola).

À vista disso, não vamos confundir "o bife à milanesa" com "o bife ali na mesa".

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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SET/2024

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

EM FAMÍLIA - LOJA EM FAMÍLIA E ENTRADA EM FAMÍLIA

Em 04/12/2023 o Respeitável Irmão Emanoel Luizgino Barros de Lima, Loja 21 de Abril, 03, REAA, Grande Oriente da Paraíba (COMAB), Oriente de João Pessoa, Estado da Paraíba, apresenta a dúvida seguinte:

 

EM FAMÍLIA

 

Meu preclaro Irmão Pedro Juk, me ajude, por favor, a elucidar uma questão:

O que é "entrar em família" ou ainda "em família"?

Li o termo várias vezes em seu Blog, ora compreendo, ora não. Depende do contexto.

Desde já, muito obrigado.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

A expressão "em família" quando se trata de ingressar no Templo, significa que autoridades e visitantes com direito a protocolo de recepção, dispensam-no e ingressam no Templo junto com o préstito, ou seja, antes da abertura junto com os Irmãos do quadro.

             Já "Loja em Família" significa, em ritos que adotam esse costume, que a Loja, por ordem do Venerável Mestre, pode trabalhar momentaneamente dispensando a ritualística, ou seja, ordeiramente, sem alterar o Livro da Lei, um assunto poderá será debatido sem os preceitos ritualísticos do giro da palavra, de falar à Ordem, etc. Todavia, vale salientar, que esta é uma prática esporádica, se houver de fato necessidade, não devendo o Venerável fazer disto um fato corriqueiro. Loja em Família não é alterar a ordem dos trabalhos nem dispensar o uso do ritual.

O REAA não adota o costume de "Loja em Família", portanto nele os debates são sempre formais. A exceção é, se o ritual previr, que no Tempo de Estudos, com a possibilidade de existirem argumentações e perguntas, o Venerável Mestre, apenas naquele período, pode, com bastante critério, dispensar o giro da palavra em favor da fluidez e objetividade dos trabalhos. Reitera-se, em se tratando do REAA isto somente pode ocorrer no Tempo de Estudos.

Ainda nesse sentido, existem ritos que colocam a Loja em descanso, porém este não é procedimento adequado para o REAA. O que lhe é comum mesmo é a “entrada em família”, se prevista no seu ritual.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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SET/20214

 

BASTÕES NA LITURGIA MAÇÔNICA

 

Em 02/12/2023 um Respeitável Irmão de uma Loja que pratica o REAA no Estado do Paraná, apresenta a dúvida seguinte:

 

BASTÕES NA LITURGIA MAÇÔNICA

 

Achei muito interessante sua postagem de janeiro de 2018 referente a origem e o uso dos bastões na maçonaria. Queria tirar uma dúvida, em função do que consta no livro “Ritualística Maçônica”, de autoria do Ir∴ Rizzardo da Camino. Na página 108, segundo parágrafo ele cita que os bastões dos Diáconos são brancos e o do Mestre de Cerimônias é negro. Tem fundamento essa citação? Eu nunca vi nas lojas que frequentei essa questão de cores diferente.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Em que pese no verdadeiro REAA os Diáconos não usarem bastão, e muito menos para com eles se formar um pálio, que também é inexiste no rito em questão, mesmo assim ainda nos deparamos com bibliografias que trazem pérolas como esta, ou seja, dando a cor específica dos bastões - algo sem nenhuma veracidade histórica.

          Só existe um bastão na liturgia do verdadeiro REAA e é utilizado apenas pelo Mestre de Cerimônias quando conduzir alguém em Loja. Este instrumento de trabalho é um bastão cilíndrico ou sextavado de madeira, de cor natural, com 1,80 metros de altura, encimado pela joia do cargo (uma pequena régua graduada dourada). Não há obrigatoriedade para que este bastão possua cor negra.

            Quanto a cor branca para bastões utilizados pelos Diáconos, não dá nem para comentar uma tolice desta envergadura, sobretudo escrita nos tempos em que a literatura maçônica caminhava a passos lentos no Brasil. Período fértil para os frutos de imaginação, já que em terra de cego, quem tinha um olho era rei.

Infelizmente, sandices como estas ainda povoam as estantes e prateleiras de muitas Lojas, ali permanecendo como verdadeiras “carcaças de dinossauro” - não tão difícil de matar, mas muito difícil de consumir.

Ora, se nem bastão existe para os Diáconos na liturgia tradicional do REAA, então como determinar que a cor de ambos deve ser branca?

Há quem diga que se só existe no Brasil e não é jabuticaba, ou é besteira ou é privilégio de alguns.

Para melhores esclarecimentos, veja uma Peça de Arquitetura de minha lauda publicada no Blog do Pedro Juk http://pedro-juk.blogspot.com.br em janeiro de 2018 denominada: Bastões, Varas e Hastes – Instrumentos de Trabalho na Liturgia Maçônica.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

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SET/2024

PERÍODO APROPRIADO PARA AS INSTRUÇÕES

Em 01.12.2023 o Respeitável Irmão Igor Gomes, Loja Cavaleiros da Cruz, 0267, REAA, GOB-PE, Oriente de Recife, Estado de Pernambuco, apresenta a dúvida seguinte:

 


PERÍODO PRÓPRIO PARA INSTRUÇÃO

 

Gostaria de saber qual o momento correto de se dar as primeiras e segundas instruções dos Graus, elas devem ser dadas na Ordem do Dia ou no Tempo de estudos? Já vi várias vezes serem realizadas nos dois momentos e muitos dizem coisas diferente, portanto, gostaria da sua visão sobre qual o momento correto, pois no meu entendimento deve ser dado no tempo de estudo, tendo em vista que é uma instrução a ser dada e passado um aprendizado aos demais Irmãos.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

As instruções do grau são dadas no Tempo de Estudo. Afinal, esta é a finalidade deste período.

Conforme menciona o RGF, depois de ter a Comissão de Admissão e Graus da Loja apreciado e aprovado o trabalho para aumento de salário do candidato, solicitado pelo Vigilante, o Venerável Mestre marcará para a Ordem do Dia e com antecedência, a data da sabatina pelo questionário elaborado pela Loja.

A sabatina ocorre na Ordem do Dia porque após ter sido a mesma concluída, o Templo deverá ser coberto ao candidato e a Loja transformada em grau imediatamente acima para discussão e votação – se sim ou não pela aprovação.

Melhores esclarecimentos a respeito deste desenvolvimento, vide RGF, Artigos 35 e 36, que tratam das colações de grau.

Ao concluir, reafirma-se que as instruções do grau que constam no ritual ou outras que o Vigilante julgar necessárias, serão ministradas no Tempo de Estudos.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK -SGOR/GOB

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SET/2024

SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL - RITO BRASILEIRO

Em 29.11.2023 o Respeitável Irmão Artur Rodrigues Butignol, Loja União e Prosperidade, 3316, GOB-SC, sem mencionar o Oriente, Estado de Santa Catarina, apresenta a dúvida seguinte:

 

SAUDAÇÃO AO VENERÁVEL MESTRE

 

Sempre fui muito atencioso quanto à questão da ritualística nas sessões. Contudo, um assunto que volta e meia torna a ser questionado (e sempre vi discordâncias e acalorados debates a respeito nos meus 7 anos de Maçonaria) é a questão de onde se saudar o Ven∴ Mestre quando se chega ao Oriente. Se no "nível" do "piso" do Oriente ou no "degrau" um "nível" abaixo.

Ocorreu sábado 25/11 o seminário do Rito Brasileiro do GOB-SC, e novamente o assunto voltou à tona, havendo discordância entre vários Irmãos sobre em que "nível" realizar a saudação, não se chegando a consenso algum.

O Ritual não é claro, e a correção do GOB Ritualística menos ainda. Houve a alteração de "Para entrar no Or∴ após subir os degraus que levam a linha divisória do Or∴ e do Oc∴ para
"Para entrar no Or
∴ após subir o último degrau antes da linha divisória do Or∴ e do Oc∴".

Acredito que o grande problema é citar e definir, de uma vez por todas: que linha divisória é esta? A que está se referindo? Porque é muito subjetivo, e as correções em nada esclarecem. "após subir os degraus que levam a linha divisória do Or∴"? O que significa isto? Já tivemos até Irmãos arquitetos de ofício profano se manifestando, afirmando que o piso do Oriente também é um degrau e, portanto, deve ser considerado (saudando, portanto, já no nível do Oriente). E "após subir o último degrau antes da linha divisória do Or.·. e do Oc.·", antes da linha divisória? Onde se passa esta imaginária linha divisória? Se eu estou no piso do Oriente, então já ultrapassei tal linha?

Peço a orientação do Ir∴, inclusive se a orientação for a respeito do R.E.A.A. (que acredito ser o rito e especialidade do Ir∴), fonte esta do qual o Rito Brasileiro busca muita inspiração.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

O lugar em que se faz a saudação ao Venerável Mestre tem como referência o limite entre o Oriente e o Ocidente, na mesma linha da balaustrada. Assim, o protagonista, ao atingir o piso do Oriente, tendo como referência a balaustrada à sua esquerda, presta saudação pelo sin∴ ao Venerável Mestre.

Não há outro lugar, nem abaixo do Oriente antes de acessá-lo, ou sobre qualquer um dos degraus. A saudação se dá em pé sobre o piso oriental.

Na sua questão, me parece que a expressão antes "antes da linha divisória" é que está causando dúvida. Vou recomendar aos meus Adjuntos para o Rito Brasileiro que revejam esse termo "antes" para "na linha da balaustrada". Sem excessos de preciosismo, em linhas gerais, a baliza para a linha divisória entre o Oriente e o Ocidente é a balaustrada.

Aproveitando o ensejo, quando da saída do Oriente, presta-se a saudação ao Venerável Mestre andes de descer, isto é, em pé, ainda sobre o piso oriental.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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SET/2024