domingo, 16 de dezembro de 2018

ALTERAÇÃO NO ESTANDARTE DA LOJA - HERÁLDICA


Em 25.09.2018 o Respeitável Irmão Gilberto Canhadas, Loja Lotus 2211, A Justa, sem GOB, REAA, Oriente e Estado de São Paulo, apresente a dúvida seguinte:

ALTERAÇÃO NO ESTANDARTE.

 
Acontece que no verso do estandarte da Loja consta o nome dos dez fundadores da mesma em 1983. Na mesma data, embora não conste como fundador, um Irmão participou da mesma, foi Venerável Mestre, participou de forma ativa até 2008, quando de sua passagem ao Oriente Eterno. Foi aprovada, por unanimidade, a inclusão de seu nome, no verso do estandarte como homenagem. Pergunta-se: a Loja é soberana para aprovar modificação acima? Caso contrário, qual a norma legal que proíbe tal alteração?

CONSIDERAÇÕES.

Costume herdado das agremiações de ofício da Idade Média, na Moderna Maçonaria o Estandarte continua a ser a insígnia que identifica a Loja como uma corporação maçônica.
Nesse sentido, cada Loja tem o seu Estandarte, cujo símbolo geralmente fica desfraldado num lugar específico dentro da Sala da Loja durante a realização dos trabalhos maçônicos. Alguns ritos, inclusive, tem um oficial, cujo ofício é o de conduzir esse lábaro distintivo – no REAA ele é denominado o Porta-Estandarte.
A adoção consuetudinária de um Estandarte numa Loja maçônica geralmente se dá desde a sua fundação e regularização numa Obediência, oportunidade em que ela apresenta a heráldica da sua insígnia maior (Estandarte) condizente com o seu título distintivo. Nesse sentido, oficialmente cada Estandarte possui a sua história e é o instrumento figurado que identifica a Loja.
Muitas Obediências, como é o caso do GOB, possuem até um ritual específico para a ocasião da honrosa consagração e entrega desse lábaro.
Não obstante todo o significado e a importância desse emblema, em havendo razão para tal, alterar o seu Estandarte é prerrogativa da Loja, desde que sejam cumpridas as formalidades legais (desejo da maioria do seu quadro por votação).
Obviamente que essa decisão, se aprovada na Loja, será comunicada à Obediência, o que normalmente acontece na ocasião em que é apresentada a justificativa para uma nova consagração e entrega do lábaro alterado.
Baseado nessas conotações, não de modo laudatório, é que coloquei essas considerações a respeito.

P.S. – O Ritual que traz a Consagração e Entrega de Estandarte, no Grande Oriente do Brasil se encontra no volume de Rituais Especiais (sessões exclusivas) para as Lojas da Federação em vigência, Edição 2016, instituída pelo Decreto 1506/16.


T.F.A.

PEDRO JUK

DEZ/2018

ILUMINAÇÃO DOS ASTROS E ESTRELAS NA ABÓBADA


Em 22.09.2018 o Respeitável Irmão Marcelo Guazelli, Loja Fraternidade VII, 479, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, apresenta a questão seguinte:

LUZES NA ABÓBADA CELESTE


Durante uma sessão de Aprendizes, no REAA, é costume (ou hábito, ou fato corriqueiro nas lojas da região) que, após as luzes da abóbada celeste ser acesas, iluminando o templo, que as LÂMPADAS que representam as estrelas, planetas e lua sejam desligadas, considerando-se que simbolicamente estaríamos trabalhando "de dia".
Nos rituais não consta nada a respeito, tampouco que as estrelas, planetas, lua e sol possuam iluminação. Então, seria uma dedução, pois, afinal, durante o dia, esses astros não são observados.
Seria correto no seu ponto de vista apagá-las e voltar a acender somente na "noite" ao encerramento dos trabalhos?

CONSIDERAÇÕES.

Originalmente, nada disso é previsto no REAA\. Como característica de ter a abóbada decorada, ela é simplesmente decorada com estrelas e planetas, porém sem que para ela exista iluminação pontual relativa a esses astros e estrelas.
Ocorre, entretanto, que com a modernidade na construção, muitos decoradores passaram a implantar decorações mais esmeradas para o teto que no templo representa o firmamento. Com isso, adquiriu-se o costume, mas não obrigatório, de iluminar individualmente a decoração estelar – note que a maioria dos rituais nem sequer mencionam esse tipo de iluminação.
A despeito disso, é bom que se diga que esse tipo de iluminação é até admissível, mas sem exageros, destacando-se principalmente que o acendimento e o apagar desses elementos iluminados não possuem, sob nenhuma hipótese qualquer significado simbólico.
Como não existe nenhuma liturgia inerente à iluminação de astros e estrelas da abóbada, também não existem momentos apropriados para se fazer esse iluminamento.
Propriamente, no que se refere o Irmão na sua questão, esse apagar e acender de luzes decorativas da abóbada é inadmissível, pois além de possuir um caráter inventivo, repito, nem é mencionada no ritual.
Assim, as abóbadas que porventura sejam decoradas com esse particular, devem estar acesas antes do início dos trabalhos, sendo desligadas somente após término da sessão. Qualquer outro apagar ou acender de luzes no ambiente do templo, só se dará se o ritual assim determinar – é o caso, por exemplo, do faça-se a Luz durante a cerimônia de Iniciação, ou num determinado período dentro da cerimônia de Exaltação.
Concluindo, sem excessos de preciosismo, a alegoria do Meio Dia e da Meia Noite, embora sugestiva nesse caso, não comporta nela acendimento de luzes nos elementos componentes da abóbada decorada.



T.F.A.

PEDRO JUK

DEZ/2018.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

TRANSMISSÃO DA PALAVRA SAGRADA - IDA E VOLTA?


Consulta feita à minha pessoa através da Secretaria de Orientação Ritualística em dezembro de 2018 por um Respeitável Irmão pertencente a uma Loja praticante do REAA, GOB.

TRANSMISSÃO DA PALAVRA.

 
Qual o motivo de no Rito Escocês a Palavra Sagrada ser enviada duas vezes por ocasião dos trabalhos pelo Venerável Mestre, inclusive antes de solicitar ao Primeiro Vigilante para fechar a Loja, sem que a mesma tenha retornado ao Venerável Mestre, pois a Palavra já estava com o Primeiro Vigilante.

RESPOSTA:

Não se trata da palavra "ir" e "voltar", mas de dois procedimentos distintos como se explica a seguir:
Na abertura sua transmissão significa que, em sendo ela comunicada corretamente, então tudo está preparado justo e apto para que os trabalhos se iniciem regularmente. Já ao final, essa mesma transmissão, se estiver sido comunicada a contento, ela representa alegoricamente que houve proveito dos trabalhos realizados pela Loja.
Há que se entender que nos trabalhos litúrgicos de uma Loja especulativa o objetivo principal é o de moldar o homem de acordo com as exigências da Arte. Para falar a verdade, esse costume rememora as práticas operativas do passado quando antes do início dos trabalhos (abertura da Loja) os cantos da construção eram por primeiro aprumados e nivelados (preparados) para a elevação das paredes. Concluída aquela etapa do trabalho (encerramento) conferia-se por fim se o serviço houvera transcorrido nos conformes. Em assim sendo, os obreiros eram merecidamente recompensados com o salário e despedidos contentes e satisfeitos.
É essa a origem simbólica do termo "justo e perfeito" na Maçonaria Especulativa. Ratifico: nada disso representa ida e volta da palavra, pois sempre é do Venerável a emblemática iniciativa de mandar conferir o serviço, tanto no seu início como no seu final, isto é, esse ato litúrgico sempre se inicia por ele.
Nesse sentido, a Maçonaria Especulativa, particularmente no REAA, rememora essa prática utilizando-se simbolicamente da transmissão de uma palavra que, estando ela "justa e perfeita" representa que todos estão aptos para o exercício do seu ofício no canteiro especulativo (Loja). Do mesmo modo, ao encerramento a Loja só será regularmente fechada se a transmissão dessa palavra tiver se dado de maneira satisfatória, isto é, "justa e perfeita". Isso pode ser perfeitamente conferido em se observado o ritual onde o mesmo menciona a ritualística da abertura e do encerramento dos trabalhos.
Mais explicações a respeito poderão ser encontradas no Blog do Pedro Juk em Perguntas e Respostas - http://pedro-juk.blogspot.com.br


T.F.A.

PEDRO JUK

DEZ/2018

sábado, 8 de dezembro de 2018

NÚMERO DE CANDIDATOS NA INICIÇÃO


Em 16/09/2018 o Respeitável Irmão Arilton Barreiros Souza, Loja Cidade Azul, 2.779, REAA, GOB-SC, Oriente de Tubarão, Estado de Santa Catarina, apresenta a seguinte questão:

NÚMERO DE CANDIDATOS


Bom dia. Gostaria de saber sua opinião sobre uma loja fazer 3 iniciações em um ano com 14, 8 e 10 profanos.

CONSIDERAÇÕES.

Dentre outras coisas, eu acho um desrespeito ao Ritual e às recomendações do GOB.
Nesse particular, menciona o ritual em vigência do REAA\ (rito pertinente à questão) na sua página 95 e segundo parágrafo: “Recomenda-se não iniciar mais de três candidatos em uma única Sessão Magna, sendo o ideal um só candidato, dada a importância para o nascimento do Maçom (o grifo é meu).
Provavelmente as Lojas que desrespeitam essa recomendação não estão lá muito preocupadas com a importância que merece o nascimento de um maçom. Iniciações feitas a granel são dignas mesmo é de serem comparadas com um mercado de peixe.
Preferencialmente a Iniciação, para ser vivida e sentida, deveria ser realizada individualmente, entretanto, em se procurando adequações para os tempos modernos, o ritual admite até três candidatos de uma só vez, não mais do que isso. Agora, extrapolar ao recomendado é, no meu modo de entender, fazer pouco caso para com uma data tão importante para a Sublime Instituição – o dia de uma Iniciação.
Como nos parece que sugestões e recomendações não são às vezes levadas a sério por parte de alguns, eu penso que a Obediência deveria então não receber comunicações de Iniciação quando essas ultrapassassem ao que está recomendado no ritual. Aliás, até para não parecer conivente com esses “mercados de peixe”, acredito que a Obediência nem deveria expedir autorizações para Iniciação além do número recomendado, sujeitando-se à expedição de outras autorizações (placet) somente na medida em que as cerimônias pertinentes fossem sendo realizadas – nesse caso, não mais do que três por cada Sessão Magna.
Por entender que a liturgia iniciática deve ser antes de tudo respeitada, e por também entender que em Maçonaria quantidade não traz a qualidade, essa é a minha opinião.

T.F.A.

PEDRO JUK

DEZ/2018

TRATAMENTO - CARGO QUE NÃO CONSTA


Em 12/09/2018 o Respeitável Irmão Geraldo O. Fagundes, Loja Vigilantes do Araxá, 2.429, REAA, GOB-MG, Oriente de Araxá, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

TRATAMENTO


Pode me orientar com esse assunto?
Sou do GOB e gostaria de saber qual o tratamento correto ao cumprimentar um irmão Coordenador Regional do GOB. Devo trata-lo de Venerável Irmão ou Poderoso Irmão?

CONSIDERAÇÕES.

Conforme menciona o Art. 219, § 2º do Regulamento Geral da Federação e Incisos correspondentes, o cargo de Coordenador Regional do GOB não se faz presente no rol. Nesse sentido não há como enquadrá-lo no Artigo 220 do mesmo Regulamento que trata do tratamento das autoridades ali mencionadas.
Destaco, entretanto, que no Inciso VII, § 2º do Art. 219 está escrito o seguinte: “os demais serão tratados indistintamente como irmãos e recebidos no momento previsto no Ritual”. Assim, em se tratando do que menciona esse Inciso, parece que não cabe ao Coordenador Regional ser tratado por Venerável Irmão ou Poderoso Irmão, senão apenas como Irmão.
Nesse sentido, entendo que os legisladores maçônicos é que deveriam se debruçar sobre essa questão.


T.F.A.

PEDRO JUK

DEZ/2018

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ILHARGA - SIGNIFICADO NA MAÇONARIA


Em 12/09/2018 o Respeitável Irmão Marcelo Tiethböhl Guazzelli, Loja Fraternidade VII, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimento para o que segue:

ILHARGA


Em visita a uma Loja que pratica o Ritual de Emulação (GOB) os irmãos estavam falando sobre o ato de bater na "ilharga" como forma de demonstrar contentamento ou parabenizar algum Irmão por trabalho apresentado. Pesquisando, encontrei definição de "ilharga" como: "substantivo feminino 1. no homem, cada um dos lados do corpo, dos quadris aos ombros 2. qualquer dos lados do corpo humano".
No decorrer da sessão os Irmãos passaram a bater com a mão direita na coxa direita, sobre o avental com o intuito de parabenizar ou demonstrar satisfação.
Pergunto: esse procedimento é documentado ou comum nesse ritual? O correto é bater sobre a coxa?
No aguardo de seus comentários.

COMENTÁRIOS.

Ilharga” é um substantivo feminino que designa: “partes laterais e inferiores do baixo-ventre”. Menciona também o que se chama de flanco.
Na realidade em Maçonaria essa era uma atitude comum, embora atualmente muito pouco utilizada nos rituais, que os obreiros faziam (por um gesto) para demonstrar o seu contentamento, o que faziam dando com a sua mão direita espalmada uma pancada sobre o avental na altura da coxa, logo abaixo do quadril direito.
Longe de ser um costume vulgarizado, como depois chegou a ser, o ato de se bater sobre o avental era comum apenas num determinado momento ritualístico, oportunidade em que os obreiros, dessa forma, demonstravam seu contentamento por terem recebido o salário justo e merecido alcançado pela jornada de trabalho que acabava de se encerrar. Assim, eles eram despedidos e partiam contentes e satisfeitos.
De modo ritualístico, isso se dava especificamente na liturgia do encerramento dos trabalhos quando o Venerável Mestre perguntava ao Primeiro Vigilante se os obreiros estavam realmente satisfeitos. Como que a responder a pergunta e confirmando o contentamento, todos, de modo uníssono, batiam energicamente e na forma de costume sobre os seus respectivos aventais.
Atualmente a maioria dos ritos e seus respectivos rituais não mais trazem a pergunta do Venerável: “e eles estão satisfeitos?”, restringindo-se a dialética ritualística apenas à declaração do Primeiro Vigilante informando que uma das suas obrigações, antes de fechar a Loja, é a de despedir os obreiros contentes e satisfeitos. Assim, pela inexistência da pergunta do Venerável, presentemente ninguém mais bate sobre o avental para demostrar contentamento.
Geralmente, muitas práticas caem em desuso porque perdem a sua função e o seu sentido. No caso da manifestação de contentamento, por exemplo, a mesma passou a ser equivocadamente utilizada noutras ocasiões, chegando à mesma até ser confundida como fosse ela uma espécie de “sinal maçônico”, o que verdadeiramente a mesma nunca foi.
Assim, a manifestação de contentamento, propícia a um momento específico da liturgia maçônica, acabou se vulgarizado ao ponto de ser utilizada equivocadamente como uma espécie de aplauso àqueles que usavam a palavra, ou mesmo após a apresentação de uma peça de arquitetura. No rastro disso é que vieram os absurdos das “castanholas” (estalar com os dedos) e, quando não, ainda o famigerado costume de se arrastar dos pés no chão.
Foi dado ao desvio de utilidade ocorrido com o gesto de contentamento proporcionado pelo bater no flanco da coxa direita sobre o avental é que os rituais paulatinamente foram retirando essa prática dos seus conteúdos. Afinal, a criação desse gesto foi para simbolizar o contentamento dos obreiros pela jornada de trabalho e não para aplaudir aleatoriamente manifestações em Loja e nem para agraciar apresentações de peças de arquitetura – maçom não precisa de massagem no seu “ego”.
Faz-se então oportuno mencionar que, a despeito disso, o ritual em vigência do Rito de York (Emulação) do GOB não traz no seu conteúdo o costume de se bater sobre o avental como gesto de contentamento. Nesse sentido, o que o Irmão relata na sua questão, nada mais é do que uma invenção da Loja visitada, ao que a mesma está discutindo uma prática que não está prevista no ritual e muito menos com o título de “ilharga” (sic). Isso certamente será comunicado ao meu Secretário Geral Adjunto para o Rito de York, Eminente Irmão Joselito Romualdo Hencotte, que dará orientações satisfatórias à Loja que não está cumprindo o ritual.
Concluindo, a nossa ideia e maneira de responder as questões será sempre essa. Nosso objetivo não é simplesmente o de dizer se o fato existe ou não existe, porém antes, é o de dar explicações dos “porquês” dos fatos.


T.F.A.
PEDRO JUK


DEZ/2018


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

GRÃO-MESTRE DESPARAMENTADO E ORADOR FALANDO SENTADO


Em 05/09/2018 o Respeitável Irmão Jones Mora, Loja Pedro Bianco, 15, REAA, COMAB, Oriente e Estado do Rio de Janeiro, solicita esclarecimento para o que segue:

GRÃO-MESTRE E ORADOR


Gostaria de saber se o Sereníssimo Grão-Mestre ao visitar a sua Loja Mãe e colocar o avental de Mestre Instalado será recebido como membro da Loja ou deverá ser formado uma comitiva para recebê-lo como Grão-Mestre?
O Irmão Orador falará sentado, e, em pé como membro do quadro ou sempre falará sentado, pois ele é o Orador da Loja?

CONSIDERAÇÕES.

Um Grão-Mestre, por óbvio foi revestido no cargo para em qualquer situação ser o dirigente maior na sua Obediência. Em assim sendo, um Grão-Mestre, mesmo que visitando a sua Loja (mãe) deve estar revestido com os paramentos correspondentes ao seu cargo, ou seja, para o qual ele foi constituído (consagrado).
Assim, me parece que seria inapropriado que um Grão-Mestre em exercício comparecesse a uma Loja da sua jurisdição sem estar devidamente paramentando como tal.
Quanto ao protocolo da sua recepção, salvo se ele o dispensar, o mesmo sempre será recebido conforme preceitua o Protocolo de Recepção de Autoridades Maçônicas ou dos Portadores de Títulos de Recompensa. Assim, o Grão-Mestre será recebido com as formalidades que lhe são de direito.
Não vou nem comentar a hipótese de que um Grão-Mestre em Loja não esteja vestido com seus paramentos apropriados. Entendo que essa é uma ocorrência inapropriada e nem merece comentários, pois seria inadmissível que o dirigente maior de uma Obediência se apresentasse aos trabalhos de uma Loja sem estar devidamente paramentado como tal.
Quanto à sua questão sobre Orador falar sentado durante os trabalhos, posso lhe afirmar que consuetudinariamente essa é uma prerrogativa sua por ser ele uma das Dignidades da Loja e também por ocupar lugar no Oriente. Assim, salvo se o ritual determinar o contrário em certos momentos, ele fala sentado. Entretanto, se por alguma deferência ele resolver falar em pé (o que lhe é facultado de direito), então ele fala à Ordem.
Nesse sentido, o Orador na sua Loja, salvo em situação como a acima exposta, tanto falando como membro do Quadro, ou como Dignidade da Loja, falará sentado.


T.F.A.


PEDRO JUK


DEZ/2018