quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

OCUPAÇÃO DE CARGOS II


Em 22/02/2019 um Respeitável Irmão pertencente a uma Loja do Grande Oriente do Brasil, via News GOB Net me apresentou a seguinte questão:

OCUPAÇÃO DE CARGOS


Para não incorrer em erros: Na falta de Mestre Maçom do quadro, pode o Venerável Mestre utilizar um Aprendiz Maçom como Guarda Interno tendo um Mestre Maçom visitante na sessão?

RESPOSTA

Aprendizes e Companheiros, independente das questões iniciáticas, ainda o Regulamento Geral da Federação assim determina:
Art. 229. Para o exercício de qualquer cargo ou comissão é indispensável que o eleito ou nomeado pertença a uma das Lojas da Federação e nela se conserve em atividade.
§ 1º. Os cargos são privativos de Mestre Maçom (o grifo é meu).
Art. 96. São deveres da Loja:
XXII – realizar Sessões com, no mínimo, 7 Mestres Maçons (o grifo é meu).
Dado ao que especifica o RGF, para se abrir uma Loja é necessária à presença mínima de sete Mestres. Além do que, os cargos em Loja são privativos de Mestre Maçom. Na ausência de Mestres do quadro da Loja, estando presente um visitante Mestre Maçom, desde que ele esteja em plena atividade e pertença a uma Loja do GOB, esse Mestre visitante pode preencher cargo em complemento.
Embora seja legalmente indiscutível que um Aprendiz ou um Companheiro não possam ocupar cargos, isso se acentua ainda mais quando se trata de um cargo como o de Cobridor. Como ficaria um Aprendiz ou um Companheiro diante de um Mestre que porventura viesse pedir ingresso? Teria esse Cobridor qualificação suficiente para telhar, mesmo que de modo preliminar, o visitante?
Por tudo isso (vide os grifos), Aprendizes e Companheiros não ocupam cargos na Loja em qualquer circunstância.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019

domingo, 17 de fevereiro de 2019

PARAMENTOS DA LOJA DE COMPANHEIRO - REAA


Em 15/10/2018 o Irmão Valdemir Oliveira, Loja Jerusalém do Paraná, 4.240, REAA, GOB-PR, Oriente de Curitiba, Estado do Paraná, apresenta a seguinte questão:

PARAMENTOS DA LOJA DE COMPANHEIRO


Quais são os paramentos da Loja de Companheiro?

CONSIDERAÇÕES.

Os Paramentos de uma Loja no REAA, conhecidos como as Três Grandes Luzes Emblemáticas, são sempre os mesmos nos três graus simbólicos.
Assim, tal qual numa Loja de Aprendiz eles são o Livro da Lei, o Esq\ e o Comp\. Por óbvio que o que muda é à disposição dos dois instrumentos que descansam sobre o Livro da Lei. Com essa mudança de posição, a liturgia procura demonstrar ao Iniciado o seu progresso na senda do aperfeiçoamento maçônico.
Isso também é demonstrado pelo número de luzes litúrgicas que vão acesas junto às Luzes da Loja (Venerável Mestre, Primeiro e Segundo Vigilantes) – quanto maior o grau simbólico os objetos se alternam e as luzes litúrgicas se acendem em maior número.
Nunca é demais recordar que uma Loja possui Paramentos, Ornamentos e Joias, destacando-se que ainda essas últimas se dividem em Joias Fixas e Joias Móveis.
Maiores informações, além de nas bibliografias específicas, também podem ser encontradas nas instruções que foram inseridas nos Procedimentos Ritualísticos do GOB-PR, edição 2016.


T.F.A.

PEDRO JUK

FEV/2019

INCENSO NO REAA - CERIMÔNIA DE DESCARTE DE CINZAS!!!


Em 15/10/2018 o Respeitável Irmão Marcelo Guazzelli, Loja Fraternidade VII, REAA, GORGS (COMAB), Oriente de Caxias do Sul, Estado do Rio Grande do Sul, solicita esclarecimento para o seguinte:

INCENSO NO REAA


Qual sua opinião sobre o uso de incensos em lojas do REAA? Creio que já li alguma prancha do Irmão dizendo que essa prática não faz parte desse rito, nem mesmo o uso deles no átrio.
Entretanto, recebi por esses dias uma prancha mencionando inclusive os perfumes a serem utilizados e até mesmo uma pequena cerimônia de descarte das cinzas.

CONSIDERAÇÕES.

É mesmo lamentável o que alguns “entendidos” tentam impor à ritualística maçônica.
Ora, ora, ora, não existe cerimônia de incensação nem no Átrio nem dentro do Templo em se tratando do verdadeiro REAA. Mais pior ainda é a existência dessa esdrúxula cerimônia de descarte das cinzas! Sinceramente, essa como dizia Eça de Queirós, é mesmo d’escrachar!
Vivemos de há muito numa luta hercúlea para trazer a tona os verdadeiros propósitos da ordem, todavia consumir carcaças de dinossauro realmente não é fácil, principalmente quando essas carcaças tratam até de “cerimônia de descarte das cinzas” na ritualística maçônica.
O que eu posso afirmar é que originalmente, no REAA, não existe cerimônia de incensação, por conseguinte, muito menos alguma coisa ligada ao descarte das suas cinzas. Descartar cinzas me parece mais apropriado aos crematórios e não ao REAA.
Penso que isso é resultado de inclusões e enxertos. No caso do simbolismo do REAA existe em muitos rituais um indevido Altar dos Perfumes, altar esse que não serve para nada, pois no escocesismo puro não existe cerimonial de incensação de Templo. Então se pergunta, para que esse altar? Na verdade ele acaba servindo mesmo é de vetor para essas invenções. De fato, Obediências criam rituais especiais e incluem indiscriminadamente na Sagração de Templo, independente do rito, essas cerimônias que utilizam incensação, o resultado acaba dando nisso – incensação indevida e um altar inapropriado.
A despeito desses comentários, é preciso que se diga que a Maçonaria não deve servir de palco para credos contemplativos, não pelos credos em si, mas principalmente pelo respeito à liberdade de crença dos outros. A grande Arte está em convivermos fraternalmente, todavia sem imposições desse gênero. A Maçonaria não proíbe, assim como também nos ensina que cada um deve procurar conforto das suas próprias crenças, porém igualmente nos ensina a não fazer da Maçonaria um palco para sectarismo religioso.
Concluindo, ratifico que originalmente no REAA não existe nenhum cerimonial de incensação de Templo, por conseguinte muito menos essa tal “cerimônia de descarte das suas cinzas”.


E.T. – Meus comentários se prendem à originalidade do Rito em questão e não na existência, por ventura, de rituais em vigor que mencionem o contrário (eu não creio nas bruxas, mas que elas existem; ah! Elas existem!).


T.F.A.


PEDRO JUK


FEV/2019

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

REAA - COR VERMELHA NA DECORAÇÃO


Em 15/02/2019 um Respeitável Irmão de uma Loja da constelação do GOB ao Oriente de Minas Gerais, REAA, através do News GOB Net solicitou esclarecimento para o seguinte:

COR VERMELHA NA DECORAÇÃO.


Para o REAA, temos uma dúvida que não ficou clara na leitura do ritual. Sabemos que qualquer peça que o ritual não descreve a sua cor, deve ser em vermelho encarnado. Ex: assentos, almofadas, borda do dossel, etc. A mesma cor é aplicada ao Tronco de Beneficência e ao Saco de Propostas e Informações? Perguntamos, pois nossa Loja usa na cor azul, mas a interpretação que o Ritual nos leva é que deve ser vermelho encarnado.

RESPOSTA

É recomendável que sejam na cor vermelho encarnado - a cor do REAA. Não existe nenhuma proibição de que os recipientes sejam de matiz azul, porém sob a óptica da tradição, o ideal é que eles sejam mesmo vermelhos. Essas recomendações estarão publicadas em breve no site do GOB em página que trata os rituais.
A decoração de matiz vermelha faz parte da história do REAA. Em partes, nos primórdios da sua existência se deve a sua origem Jacobita (católicos). Nesse particular a cor do Cardeal (vermelho encarnado) é uma tônica que se identifica com o Rito. Outro aspecto que veio sacramentar essa decoração encarnada foi à aparição das hoje já extintas Lojas Capitulares ocorrida no segundo quartel do século XIX na França. Nesse caso a decoração capitular vermelha acabou reforçando e permanecendo no simbolismo do Rito. Não menos importante, vale mencionar o Conselho de Lausanne realizado em 1875 na Suíça que determinou, entre outros, a cor vermelha da orla do avental do Mestre.
Concluindo, deixo uma observação, o dossel não tem sua “borda” vermelha, porém ele é inteiro de cor encarnada. Destaque-se que as franjas e galões que ornamentam as peças são de cor dourada.


T.F.A.

PEDRO JUK
Secretário Geral de Orientação Ritualística do GOB\

FEV/2019

REAA - VIGILANTES PODEM FALAR SENTADOS?


Em 14/02/2019 um Respeitável Irmão através do News GOB Net me apresentou uma questão pertinente ao REAA.

VIGILANTE FALA SENTADO?


Pergunta se os Vigilantes falam em pé ou sentados.

RESPOSTA

Como Luzes da Loja, os Vigilantes são os únicos que no Ocidente podem falar sentados. Falam em pé apenas quando o ritual assim determinar.
Entretanto, pode um Vigilante, por deferência falar em pé. Em qualquer situação um Vigilante em pé em Loja aberta compõe o Sinal de Ordem, isto é, deixa o malhete sobre a mesa faz o Sinal com a mão, ou mãos se for o caso.


T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

REAA - DÚVIDAS RITUALÍSTICAS II - GOB


O Irmão Diogo Arthur Russi Vergacas, Companheiro Maçom da Loja Fraternidade Acadêmica Areópago Jundiaiense, 3.346, REAA, GOB-SP, Oriente de Jundiaí, Estado de São Paulo, apresenta as questões seguintes:

REAA – DÚVIDAS RITUALÍSTICAS II – GOB


Estou finalizando minha peça de arquitetura que irei apresentar no dia 18/02, e se não for pedir muito, desculpando-me desde o início pela minha ignorância e incômodo, ten
ho mais uma dúvida em relação à Ritualística do REAA - GOB. Sei que é coisa simples, mas os detalhes fazem toda a diferença.
1 - Após a abertura dos trabalhos, quando os Irmãos Cobridores Interno e Externo estão já dentro do templo, qual dos dois é o responsável por abrir a porta do templo, seja para Irmãos que irão cobrir o templo definitivamente ou no término da sessão?
2 - Na entrada de visitantes após a ordem do dia, qual dos dois cobridores é o responsável por sair do templo e recepcioná-los para que possam ingressar?
3 - Quando algum Irmão retardatário bate na porta do templo pelo lado de fora, qual dos Cobridores faz a verificação de quem é? O Irmão Cobridor que fez a verificação, ele deverá comunicar de quem se trata ao 1º Vigilante e este comunicará ao Venerável? (pois é essa sequência que vejo sendo feita).

CONSIDERAÇÕES.

  1. Quem abre e fecha a porta do Templo é o Cobridor Interno. Ele é aquele que por primeiro ingressa no recinto para abrir a porta para o cortejo de entrada. Assim o seu ofício permanece do começo ao final dos trabalhos. O Cobridor Externo é o que cuida, quando no átrio, do Templo externamente. Ao ingressar no Templo ele, embora guarde lugar simetricamente ao Cobridor Interno, o mesmo perde a função, já que o seu ofício é o de vigiar o lado externo do recinto (da parte interna, que cuida é o Interno). Aliás, o ingresso do Cobridor Externo nada mais é do que uma adequação (jeitinho latino) inserida nos rituais, pois originalmente o Guarda Externo (Tyler no Craft) permanece o tempo todo pelo lado de fora da Sala da Loja.
A propósito, cabe aqui um apontamento. Quem cobre o Templo é o Cobridor. Já os que se retiram, temporária ou definitivamente, são os que têm para eles o Templo coberto. Se os retirantes “cobrissem o Templo” eles não seriam retirantes.
  1. O Cobridor Interno abre a porta, enquanto o Mestre de Cerimônias é quem conduz os visitantes para dentro do Templo. A passagem de todos, o Cobridor Interno fecha a porta.
  2. Se o Cobridor Externo já estiver dentro do Templo, é o Cobridor Interno quem comunica ao 1º Vigilante da presença de alguém batendo à porta. Autorizado, o Cobridor Interno verifica quem bate. Sendo um Irmão conhecido ele procede na forma indicada pelo Venerável Mestre. Em sendo um Irmão desconhecido, primeiro o 2º Experto vai ao átrio e faz o telhamento. Confirmado ser o visitante um iniciado, ele então conduz os seus documentos até o Orador para que ele se certifique da sua regularidade. Estando tudo nos conformes, o Venerável determina ao Mestre de Cerimônias que conduza o visitante para os procedimentos de praxe (Marcha e Interrogatório).
Qualquer comunicação inerente a um visitante batendo à porta, o Cobridor Interno a faz inicialmente ao Primeiro Vigilante – ambos estão no extremo do Ocidente.


T.F.A.

PEDRO JUK

FEV/2019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

SINAL DE ORDEM E OS PÉS EM ESQ.


Em 14/10/2018 o Respeitável Irmão Marcelo Fernandes Amorim de Oliveira, Loja Fênix do Alto Parnaíba, REAA, GOB-MG, Oriente de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais, apresenta a seguinte questão:

 SINAL DE ORDEM


No ritual do Grau II REAA, não mostra se no Sinal de Ordem os pés devem ficar em esquadria. Qual o correto?

CONSIDERAÇÕES:

Embora isso nem precisasse ser mencionado, pois quem compõe o Sinal de Ordem obrigatoriamente deverá fazê-lo estando à Ordem, os rituais só mencionam a união dos pés no Primeiro Grau – me parece que nos outros houve esquecimento.
Carecemos entender que estar Ordem é estar em pé com o corpo ereto e os pés em esq\ com Sinal de Ordem do Grau arranjado. Ninguém estará à Ordem se assim não se posicionar, portanto, no caso da sua questão, os pés ficam em esq\ (em qualquer Grau).
A propósito, tenho estado trabalhando nas correções, observações e orientações para os rituais do REAA do GOB, cujas quais serão colocadas numa página no site para consulta dos Irmãos. Nessas orientações e correções (que já estou começando a remeter ao GOB), essa questão estará contemplada – todos os Cobridores do Grau trarão a orientação de que na composição do Sinal de Ordem, os pés formam a esq\.
No que diz respeito a sua questão, ainda cabe comentar o seguinte: estar à Ordem (em qualquer Grau) significa “estar pronto para”, “estar à disposição de”, etc., o que em primeira analise denota dizer que o maçom está em prontidão no Esq\, no Nív\ e no Prum\. Essa afirmativa é demonstrada quando o maçom se mantém à Ordem. Vale a pena mencionar que esses importantes instrumentos (Esq\, Nív\, Prum\), símbolos da moral maçônica, estão presentes tanto no gestual do Sinal, bem como na postura do corpo. An passant: Quem está à Ordem, obviamente compõe o Sinal de Ordem.
A despeito desses comentários, infelizmente vivemos numa Maçonaria latina, com seus carimbos e convenções, o que faz com que o maçom brasileiro costumeiramente “ache” que tudo deve estar minuciosamente escrito e detalhado. Um exemplo disso é o tal: “em pé e à Ordem”. Ora, alguém acaso ficaria à Ordem sentado?
Concluindo, em qualquer Grau, quem estiver à Ordem, obrigatoriamente estará com os pés em esq\.



T.F.A.

PEDRO JUK


FEV/2019