Em 01.08.2025 o Respeitável Irmão Gustavo Seiji Sendoda Weinmann, Loja Acílio Cândido Ventura, 3569, REAA, GOB -SP, Oriente de Ilha Comprida, Estado de São Paulo, pede esclarecimentos para o que segue:
CARGOS ESTADUAIS, E OUTROS
Como de costume, tenho algumas dúvidas e gostaria de saber se o irmão pode me ajudar.
1. Autoridade
1.1 Existem irmãos que possuem cargos no GOB e GOB/SP que não estão elencados nos artigos 217 a 221 do RGF e gostaria de saber como faço para saber o tratamento adequado a esses irmãos, isto é, se devo tratá-los como "Respeitáveis" ou com algum pronome de tratamento (Ilustre, Venerável, Poderoso, Eminente, Sapientíssimo ou Soberano) das 6 faixas existentes. Por exemplo, cargos como Assessor Especial do Gabinete do Grão Mestre Geral (GOB) e Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião (GOB-SP), os seus detentores devem ser tratados de que forma? Como saber o tratamento se não encontro esses cargos/títulos em nenhuma das 6 faixas existentes no RGF?
1.2 Se um Irmão de Loja possui um desses cargos, por exemplo o de Assessor Distrital de Relações Internas da Xª Macrorregião, devo tratá-lo como autoridade ou como mero obreiro da Loja? Se ele estiver trajado com o colar e avental do cargo que ocupa, faz diferença nesse tratamento? Eles são obrigados a utilizar o avental e joia do cargo em todas as Sessões? E se não utilizam, devo tratá-los como autoridade ou não?
2. Irmão Atrasado
2.1 Segundo o ritual, quando um irmão chega atrasado ele dá a batida de aprendiz por fora da porta e aguarda. Caso não seja possível o seu ingresso nesse momento, o cobridor bate igualmente pelo lado de dentro (deixando claro que sua presença foi percebida, mas que ainda não pode ingressar no templo). A minha dúvida é quem seria o responsável por determinar o momento ideal para ser autorizada a entrada do irmão atrasado, é o Cobridor ou o Venerável Mestre que possui a iniciativa?
3. Substitutos
3.1 Se o Venerável M faltar, o seu substituto é o 1º Vigilante e o 2º Vigilante substitui o 1º Vigilante e o 2º Experto substitui o 2º Vigilante. Mas e no caso de 2 desses faltarem? Por exemplo: o Venerável Mestre e o 2º Vigilante faltam. O 1º Vigilante substitui o Venerável Mestre e o 2º Experto substitui o 1º Vigilante? Se isso estiver correto, quem substitui o 2º Vigilante? Existe alguma regra ou podemos apenas substituir com qualquer mestre?
4. Transformação de Loja
4.1 É possível a leitura de trabalhos de Companheiro em Loja de aprendiz caso o templo seja coberto aos Aprendizes ou deve-se sempre transformar a Loja para a leitura do trabalho?
4.2 Do mesmo modo, é possível telhamento ou apresentação de instrução de Companheiro em Loja de Aprendiz (desde que o templo seja coberto aos Aprendizes)?5. Questão de Ordem
5.1 A quem deve ser dirigida a questão de ordem? Se um obreiro da coluna do norte, por exemplo, possui uma questão de ordem, deve se dirigir ao Vigilante de sua coluna, ou diretamente ao Venerável Mestre?
5.2 Caso seja ignorado o pedido de questão de ordem ou a fala cassada durante a exposição de seus motivos, o que o obreiro pode fazer?
5.3 Quando for apresentar suas razões a respeito da questão de ordem, deve-se seguir o protocolo para se dirigir a Loja ou pode falar diretamente?
6. Uso da Palavra
6.1 Caso eu faça uso da palavra em minha coluna e após minha fala outro irmão faça uso da palavra, posso falar novamente depois deste irmão (caso a palavra ainda esteja em minha coluna)?
6.2 Caso diversos irmãos de uma mesma coluna queiram fazer uso da palavra, existe uma ordem a respeito de quem fala primeiro ou é o Vigilante que decide a ordem de fala?
Peço desculpas pela quantidade de perguntas, mas durante os trabalhos nas Sessões vão surgindo situações que provocam as mais diversas dúvidas e que na hora ficamos sem respostas. Desde já, agradeço por sua atenção e parabenizo imensamente por sua inciativa e disposição em ajudar os irmãos com muita paciência e sabedoria.
CONSIDERAÇÕES
- Assuntos relativos a cargos criados pela Obediência Estadual deve ser por ela respondido. Me limito a seguir o RGF, portanto essa questão não é da minha alçada. Sem ferir o RGF, a Obediência Estadual é quem deve prestar esses esclarecimentos.
- O Cobridor Interno, em momento propício, sem interferir no andamento ritualístico dos trabalhos, informa ao Vigilante, e assim sucessivamente até que a informação chegue ao Venerável Mestre, quando então ele, o Venerável, solicita diretamente ao Cobridor Interno que veja quem assim bate.
- O Segundo Experto nunca substitui o 1º Vigilante, do mesmo modo que o 2º Vigilante também nunca substitui o Venerável Mestre. Conforme o RGF, o 2º Vigilante é apenas o substituto do 1º Vigilante. Conforme menciona o ritual vigente do REAA, o 2º Experto somente aparece como substituto o 2º Vigilante. A bem da verdade, se dois dos três eleitos para dirigir a Loja faltarem, o melhor seria nem mesmo abrir a sessão. Mas como isso não está bem claro nos regulamentos, no caso da sua pergunta, o 2º Experto ocupa o lugar do 2º Vigilante, o 1º Vigilante permanece no seu lugar e o Mestre Instalado mais recente da Loja assume o lugar do Venerável Mestre faltoso. Estas são suposições, portanto cabe à Loja resolver a questão com bom senso. O que não dá é para escrever regras para todas as eventuais situações que possam vir a ocorrer.
- Tem que transformar a Loja. O mais recomendável e apresentar trabalhos de acordo com o Grau em que ela foi primitivamente aberta. O mesmo ocorre com as instruções. Criar situações não previstas no ritual, por quê?
- Ora, a Loja deve se programar para que tudo ocorra de acordo com o Grau em que a Oficina fora aberta, afinal, a Loja deve ter um calendário aprovado pela própria Loja. Afinal, o que estiver aprovado é para ser cumprido.
- As regras para apresentação de trabalho para aumento de salário, estão previstas no RGF, Artigos 35 e 36.
- Este não é um assunto propriamente de ritualística. Questões de ordem devem ser resolvidas pelo Venerável e pelo Orador. A Secretaria Geral de Orientação Ritualística não tem como escrever regras para estas possíveis situações.
- Se a palavra ainda estiver na Coluna, é possível pedir ao Vigilante. Caso ela tenha passado, seu retorno dependerá de autorização do Venerável Mestre, via Vigilante.
- Ressalte-se que o ideal é o obreiro falar na sua vez, e pronto. Em prol do bom desenvolvimento dos trabalhos, é preciso que se evitem situações como esta.
T.F.A.
PEDRO JUK - SGOR/GOB
http://pedro-juk.blogspot.com.br
JANN/2026

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