quinta-feira, 27 de junho de 2024

OS SUBSTITUTOS DOS VIGILANTES - REAA

Em 26.09.2023 o Respeitável Irmão Álvaro Mattos da Costa Filho, Loja Fé e Esperança, REAA, GOB-SP, Oriente de Jaboticabal, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

SUBSTITUTOS DOS VIGILANTES

 

Mais uma vez recorro aos seus conhecimentos para nos esclarecer uma dúvida:

Na composição da Loja, antes do início dos trabalhos estando ausentes os titulares dos cargos de Primeiro e Segundo Vigilantes, quais oficiais os substituem?

O Primeiro Experto substitui o Primeiro Vigilante e o Segundo Experto substitui o Segundo Vigilante, seria isso?

Nas mesmas condições (antes do início dos trabalhos), estando ausente somente o Segundo Vigilante seria o Primeiro Experto que o substituiria?

Contando mais uma vez com sua atenção, agradeço antecipadamente.

 

CONSIDERAÇÕES:

 

Inicialmente, vale mencionar que não existe previsão para que sejam substituídos, por falta de frequência, os dos dois Vigilantes titulares de uma Loja, de uma só vez. Nesta conjuntura, entende-se que se das três Luzes eleitas para dirigir a Loja, estejam faltando duas delas, algo não está correndo bem no seu cotidiano.

A bem da verdade, os nossos Regulamentos e Rituais não foram elaborados prevendo faltas, atrasos, etc., e outros elementos não recomendáveis.

                   Deste modo, é até admissível, esporadicamente, por motivos de força maior, a ausência de uma das Luzes da Loja, no entanto, duas delas, ou até as três, serial algo inadmissível e desrespeitoso para com os regulamentos em vigência. Entende-se que quando se tratam de regras legalmente estabelecidas, é inadmissível o “faz de conta”.

Assim, no REAA, por exemplo, na hipótese da falta de uma das Luzes da Loja, no caso o Venerável Mestre, por exemplo, em uma Sessão Ordinária, conforme o RGF, o 1º Vigilante é o seu substituto legal. Por extensão, o cargo do 1º Vigilante, conforme o RGF, será ocupado pelo 2º Vigilante que, por sua vez, terá o seu cargo preenchido pelo 2º Experto, nunca pelo 1º Experto, como expressa a sua questão. Desse modo, o 1º Experto não é substituto do 1º Vigilante em nenhuma hipótese.

Vale salientar que no caso das sessões magnas de Iniciação, Elevação e Exaltação, na falta do Venerável Mestre titular, o substitui o Mestre Maçom Instalado mais recente da Loja

À vista destes comentários, admite-se até a falta de uma das Luzes que foram eleitas para dirigir a Loja, todavia, duas delas, não. Consequentemente, não é possível criar regras porque uma Loja tem problemas com frequência. Nesse caso, o mais apropriado é resolver os problemas da Loja e não os resolver com estratagemas equivocados.

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2024

quarta-feira, 26 de junho de 2024

BATIDAS NA PORTA DO TEMPLO

Em 26.09.2023 o Respeitável Irmão Orlando dos Santos Souza, Loja Amor e Trabalho do Rio, 10, REAA, GOIRJ (COMAB), Estado do Rio de Janeiro, RJ, apresenta a dúvida seguinte:

 

BATIDAS NA PORTA NA ENTRADA DO TEMPLO

 

Mais uma vez ouso incomodá-lo com perguntas que ainda geram dúvidas e dívidas.

Meu irmão quando estamos na Átrio e após a entrada do Cobridor Interno, quantas pancadas são dadas na porta do Templo? E uma vez dentro do Templo, quantas batidas são dadas pelo Mestre de Cerimônias para anunciar a composição da Loja?

 

CONSIDERAÇÕES.

 

                 O mais comum, no caso do REAA, é que no Átrio, para o ingresso no Templo, o Mestre de Cerimônias dê com o punho cerrado da mão direita (passa momentaneamente o bastão para a mão esquerda) pelo lado de fora da porta, a bateria do grau que a Loja irá trabalhar.

Por sua vez, o Cobridor Interno, que já deve estar dentro do Templo nesta ocasião, abre a porta, sem percutir nenhuma bateria.

Após a condução, pelo Mestre de Cerimônias, do Venerável Mestre ao trono, a porta é fechada e o Mestre de Cerimônias, em silêncio, simplesmente se desloca ao seu lugar em Loja. Originalmente, não existe nenhuma bateria, e nem é comum o Mestre de Cerimônias, neste instante, anunciar a composição da Loja. Ora, isso originalmente ocorre mais adiante no ritual, quando o Venerável Mestre pergunta ao Chanceler se há número regular para a abertura dos trabalhos e em seguida ao Mestre de Cerimônias se a Loja está devidamente composta. Assim, não faz sentido o Mestre de Cerimônias antecipadamente dar essa informação, muito menos efetuar bateria.

Na hipótese de existir algum ritual que preconize essa prática extemporânea do Mestre de Cerimôniasa, este carece de uma regular correção.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK

jukirm@hotmail.com

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JUN/2024

 

terça-feira, 25 de junho de 2024

CHEGANDO ATRASADO E OUTROS PROCEDIMENTOS

 

Em 25.09.2023 o Respeitável Irmão Gessy Faustino Barbosa, Loja Luz e Redenção, 2005, REAA, GOB, Oriente de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, apresenta as dúvidas seguintes:

 

CHEGANDO ATRASADO

 

Gostaria de alguns esclarecimentos:

1) Na sua orientação dada através do blog em 24/04/23 sobre a entrada em loja de irmãos retardatários, a reposta do Cobridor Interno deve ser 3 e não 1. Nossa Loja vem praticando resposta com 1 batida. Poderia me orientar?

2) Grau 2. Ritual pag. 29, 1º Vig - Verificar se todos os presentes nas colunas são MMaç. pergunto, o correto não seria CComp MMaç?

Os VVig.'. Percorrem as suas CCol ... recebem o Sin, Toq e Pal de Pas ... Li em nas suas orientações da SOR que deve ser a Pal Sagr, Confere? Antecipadamente deixo aqui
meus agradecimentos e quero parabenizá-lo pelo seu belíssimo trabalho.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

  1. O ritual em vigência do REAA não menciona a hipótese do atraso, portanto, não há ainda uma orientação oficial nesse sentido. O novo ritual previsto para o ano de 2024 trará uma orientação nesse sentido. Sem a pretensão de regulamentar o atraso, haverá uma orientação de procedimento para o caso.
  2. Assim, as recomendações previstas no ritual que virão, são as de que o atrasado bata sempre como Aprendiz Maçom. Se o momento não for propício, o Cobridor Interno responde com a mesma bateria (Aprendiz) pelo lado de dentro da porta. Isto significa que o retardatário deve aguardar até que seja possível a sua entrada. Daí em diante seguem-se os procedimentos costumeiros, onde o Cobridor Interno, sendo possível, comunica à Loja sobre a presença de um retardatário no Átrio. Cabe ao Cobridor, nos procedimentos da praxe, verifica se o atrasado tem grau suficiente para entrar.
  3. Pancada única é bateria profana e não é o caso. Inventaram essa pancada e ela acabou se difundido. Ela não estará prevista no novo ritual do REAA que virá em 2024.
  4. Verificar se todos nas colunas são “maçons”. No caso do Grau de Companheiro, o novo ritual que virá trará o seguinte: “verificar se todos nas Colunas são Companheiros Maçons.
  5. Sim, é a Pal Sagr, pois a de Pal de Pas somente deve ser solicitada, caso necessária, ao se ingressar no Templo. Assim, na verificação dos presentes para a abertura da Loja, os Vigilantes tomam a Pal Sagr, já que a ocasião é a de examinar a qualidade do Grau dos presentes dentro do Templo. Isso já faz tempo que foi corrigido no SOR - Sistema de Orientação Ritualística implantado pelo Decreto 1784/2019 e publicado no Boletim 31 de outubro de 2019. Graças a isso é que o SOR se encontra hospedado na Página Oficial do GOB. Para acessá-lo é necessário o E GOB CARD, o CIM e a Palavra Semestral. Todas as correções e orientações inseridas no SOR farão parte dos novos Rituais.

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JUN/2024

MEDIDAS E PROPORÇÃO - ÁTRIO DO TEMPLO NO REAA

Em 25.09.2023 o Respeitável Irmão Alan Cardek Júnior Souza Loja, Loja Roosevelt, 01, REAA, GLMEG (CMSB), Oriente de Anápolis, Estado de Goiás, formula a seguinte questão:

 

ÁTRIO DO TEMPLO - REAA

 

Meu querido irmão, desculpe incomodá-lo outra vez! Queria saber sobre o Átrio. Escutei um irmão que tem muito conhecimento maçônico dizer que o Átrio faz parte da medida do Templo, sendo o Oriente um quadrado com medida de 9 x 9, o Ocidente com 9 x 13 e o Átrio 9 x 5, ficando assim a proporção de 1 para 3, ficando 9 x 27 (na Bíblia seriam 20 côvados x 60 côvados). O que você pode me dizer sobre isso?

 

CONSIDERAÇÕES

 

No tocante ao Átrio pertencer ao Templo, em parte não está errado, contudo, o que não procede são essas especulações numéricas comparativas do Templo Maçônico com o 1º Templo de Jerusalém.

                        Não resta dúvida que a Maçonaria tem o 1º Templo hebraico como uma, senão a maior, das suas alegorias, todavia, isso não autoriza ninguém a compará-lo, ipsis litteris, com um edifício maçônico.

Assim, na conjuntura doutrinária maçônica, em alguns ritos, o templo maçônico recebe figuradamente divisões metafísicas, tal como o Tabernáculo e depois o Templo hebraico, que segundo o Velho Testamento, fora construído pelo Rei Salomão. Nesse contexto, é preciso se levar em conta que uma alegoria serve como elemento referencial e não propriamente uma afirmativa histórica.

O REAA, por exemplo, utiliza a divisão emblemática do templo hebraico, mas apenas como elemento de comparação.

Vale ressaltar que, historicamente, o primeiro templo maçônico foi construído em 1776, na Moderna Maçonaria, pela Grande Loja Unida da Inglaterra. Registre-se que os nossos ancestrais, do século X até o século XV eram na sua imensa maioria, operativos, portanto, as suas reuniões ocorriam geralmente nos adros das igrejas e nos alojamentos, isto é, em ambientes até certo ponto acanhados. Mais tarde, já no período puramente especulativo, os maçons se serviam de recintos alugados ou emprestados das Tabernas e Cervejarias.

Em nenhuma dessas condições é encontrado algo determinante com medidas, dimensões e proporções relativas à construção Templo de Salomão.

É bem verdade que somos herdeiros dos construtores de catedrais da Idade Média, cujos quais utilizavam na construção de portentosas catedrais, elementos matemáticos relacionados à proporção áurea, todavia isso era aplicado nas construções dos edifícios religiosos medievais e não na construção de templos maçônicos.

Com o passar dos tempos, os ritos maçônicos desenvolveram suas particulares culturas litúrgicas que, por influência hebraica, a exemplo do REAA, adota a seguinte referência proporcional "simbólica" para um templo: um quadrado para o Oriente, um quadrado e meio (um retângulo) para o Ocidente e outro meio quadrado para o Átrio. A origem dessa divisão é a de um quadrilongo constituído por três quadrados divididos conforme especificado acima. Na verdade, essa condição é mais emblemática do que a obrigatoriedade de a seguir na construção.

Essa seria uma exposição mais racional, sem articulação com medidas, proporções áureas, etc. Vale dizer que originalmente, no ritual de 1804, o primeiro do REAA, nem mesmo havia divisão do espaço, pois os trabalhos eram realizados em uma sala plana, geralmente retangular, sem oriente elevado e demarcado. Nem mesmo existia o átrio.

Hoje, o REAA compara o seu espaço de trabalho a um quadrilongo orientado no seu comprimento de Leste para Oeste e do Norte para o Sul na sua largura. É um segmento simbólico da superfície da Terra situado sobre o equador, onde o pavimento mosaico é o solo terrestre e a abobada, o firmamento. O Templo é uma Oficina Universal onde os maçons trabalham para construir um Templo dedicado à Virtude.

Reitero, tudo é simbólico. Atualmente não procede a construção de um templo maçônico respeitando essas medidas mencionadas na sua questão. Hoje, vale o bom senso e a ocupação econômica do espaço, desde que possa suprir às necessidades litúrgicas de cada rito.

Para encerrar, destaco que a proporção áurea é uma igualdade ligada às ideias de harmonia, beleza e perfeição. Euclides de Alexandria, matemático grego (300 a.C.) foi um dos primeiros pensadores que formalizaram esse conceito. Geralmente, o motivo do interesse de pesquisadores pela proporção áurea, ou divina, é que ela se aproxima da criação da Natureza, inclusive nas plantas e no corpo humano. Isso faz com que a ela seja um elemento de estudo de diferentes profissionais ligados à área de biologia, arquitetura, artistas e designers. Apesar da sua inquestionável importância nas proporções matemáticas, ela não é condição rígida ou referência para a construção de um Templo maçônico.

 

 

PEDRO JUK.

jukirm@hotmail.com

http://pedro-juk.blogspot.com.br

 

 

JUN/2024

segunda-feira, 24 de junho de 2024

PARAMENTOS DE UM VENERÁVEL MESTRE VISITANTE - REAA

Em 24.09.2023 o Respeitável Irmão Marcos Roberto Friéde, Loja Fraternidade Acadêmica Sementes do Amanhã, REAA, GOB-SP, Oriente de Hortolândia, Estado de São Paulo, apresenta a dúvida seguinte:

 

VENERÁVEL MESTRE VISITANTE

 

Gostaria de um esclarecimento por parte do Ir, em relação a uma dúvida que tenho tido quando em visita a Oficinas coirmãs. Acontece que estou me utilizando das alfaias de MI, pois entendo que em uma sessão possam haver diversos MMII, mas apenas um VM caso a sessão não seja conjunta. Porém, alguns IIr me disseram que o correto seria que eu me utiliza-se das alfaias de VM inclusive utilizando os punhos, pois estou no exercício das funções em minha oficina.

Ficaria muito grato pelas suas orientações.

 

CONSIDERAÇÕES.

 

Nas Lojas do REAA no GOB, o Venerável Mestre visitante se apresenta vestido com os seus paramentos completos, inclusive os punhos.

O Venerável Mestre é uma autoridade da faixa 01, Artigos 219 e 220 do RGF, portanto, como visitante ele ocupa o lugar das autoridades no Oriente, abaixo do sólio.

Na realidade, isto nada tem a ver a presença de outros Veneráveis Mestres na sessão, pois como dirigente da Loja estará o Venerável Mestre titular empunhando o 1º malhete. Os demais, titulares nas suas Lojas, que eventualmente possam estar presentes, são Veneráveis Mestres visitantes.

Ao concluir, vale a pena comentar que uma sessão conjunta ocorre entre Lojas “incorporadas”, devendo ser as mesmas do mesmo rito e da mesma Obediência. No caso, não existe duplicidade de cargos, devendo assumir um titular para cada função, distribuídos de comum acordo entre as Oficinas incorporadas.

 

 

 

T.F.A.

 

PEDRO JUK - SGOR/GOB

jukirm@hotmail.com

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JUN/2024